Nos Trilhos do Trem Baiano: Da Instalação a Extinção do Transporte Ferroviário de Passageiros e seus Impactos no Modo de Vida no Norte de Minas Gerais

Dissertação intitulada “Nos Trilhos do Trem Baiano: da Instalação a Extinção do Transporte Ferroviário de Passageiros e seus impactos no modo de vida no Norte de Minas Gerais” de autoria da Mestranda Maria Natividade Maia e Almeida, apreciada pela banca examinadora em 17 de Junho de 2013, constituída pelos professores:

Prof. Dr. Clóvis Roberto Zimmermann (UFBA – Orientador)
Profª. Dra. Maria Da Luz Alves Ferreira (UNIMONTES – Examinadora)
Prof. Dr. Herbert Toledo Martins (UFRB – Examinador)
CACHOEIRA, BAHIA, JUNHO DE 2013.

O Estado brasileiro na década de 1990, atendendo as diretrizes do Consenso de Washington, desenvolveu o Plano Nacional de Desestatização, com o qual procurava adaptar o Estado ao modelo neoliberal, adequando-se ao estado mínimo.
Assim, em 1996, ocorreu a privatização do transporte ferroviário de cargas no Brasil e indicou a extinção do transporte ferroviário de passageiros.

O objetivo deste trabalho foi compreender os impactos no modo de vida da população estabelecida às margens da ferrovia entre os municípios de Montes Claros e Monte Azul, no norte de Minas Gerais, tendo como foco as comunidades de Orion, Quem-Quem e Tocandira, a partir da instalação, privatização do transporte ferroviário de cargas e da extinção do transporte ferroviário de passageiros.
Utilizou-se a metodologia qualitativa, desenvolvendo um estudo exploratório, descritivo e analítico. As ferramentas de coleta de dados utilizadas foram Snowball, entrevista em profundidade a 15 moradores das três comunidades, estudo da documentação legal referente à privatização, leilão e concessão da exploração do serviço de transporte ferroviário. Para análise dos resultados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin.

Os resultados alcançados permitem afirmar que a instalação da ferrovia a partir de 1940, na região, foi fator de estímulo ao desenvolvimento, povoamento e surgimento de cidades e pequenas localidades, consolidando um novo modo de vida.
A privatização e desativação do transporte de cargas e de passageiros em 1996 causaram impactos neste modo de vida. Muitos perderam a atividade laboral, famílias se mudaram das localidades que ficaram sem qualquer tipo de transporte.
O governo não preparou e nem teve uma relação de atenção a estas comunidades atingidas por sua ação, condizendo com a perspectiva neoliberal.
Os programas de renda mínima e outras políticas públicas possibilitaram a sobrevivência e melhoria de vida de uma parcela da população brasileira em todo o país. Ocorreu ampliação do mercado de trabalho em áreas como lavoura e construção civil.
A estruturação da malha rodoviária na região permite afirmar que o transporte ferroviário, permanecendo sua oferta nos moldes em que foi interrompido, dificilmente atenderia as exigências de rapidez em que se insere esta outra modalidade.

Para ler a dissertação na íntegra (em PDF), acessar o link :
http://www.repositorio.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/778/1/Dissertao_Maria_Natividade_Maia_e_Almeida%20Copy.pdf

 

Fonte:  Dissertação de autoria da Mestranda Maria Natividade Maia e Almeida, apreciada pela banca examinadora em 17 de Junho de 2013, na  UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA – UFRB  (PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS: CULTURA, DESIGUALDADE E DESENVOLVIMENTO)  – http://www.repositorio.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/778/1/Dissertao_Maria_Natividade_Maia_e_Almeida%20Copy.pdf  – acessado em 21.2.2016

 

 

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