Anísio Teixeira – Educação Não é Privilégio

Documentário produzido pela TAL – Televisón America Latina, em novembro de 2007, com equipe da TV Escola, e direção de Mônica Simões.
Filme excelente para conhecer a vida, a história, de Anísio Teixeira, nascido em Caetité em 1900 e morto em 1971, durante o período da Ditadura Militar.

Não podemos esquecer que a história da educação em Caculé tem participação estreita com Caetité, seus professores e educadores.
Os primeiros professores que chegaram a Caculé, estudaram, eram professores em Caetité e, certamente, tiveram grande influência de Anísio Teixeira.

Anisio Teixeira - documentário

Sinopse:
O documentário revela a vida e a obra de Anísio Teixeira, advogado, escritor e educador nascido no município baiano de Caetité, em 12 de julho de 1900.
O objetivo principal é explorar a mais revolucionária realização desse grande educador: a luta por uma escola pública de qualidade e a criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, mais conhecido como Escola Parque.
A narrativa é construída por meio de um grande acervo de imagens de vídeos, filmes de arquivo, fotografias e documentos, além de depoimentos de filhos, amigos e especialistas.   [1]

Documentário: “Anísio Teixeira — Educação Não é Privilégio”
TV Escola – Série: EDUCADORES BRASILEIROS
Ano de produção: 2007
Duração: 44:20 min
Área temática: Filosofia, Escola-Educação, História
País de origem: Brasil
Versão do áudio: Áudio original
Produtora: TV Escola / TAL
Diretora: Mônica Simões

 

Clique no link abaixo para assistir ao filme:
http://tvescola.mec.gov.br/tve/embed-video/educadores-brasileiros-anisio-teixeira-educacao-nao-e-privilegio?autostart=false

 


Fonte:
[1]   Site da TV Escola  – http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/educadores-brasileiros-anisio-teixeira-educacao-nao-e-privilegio –  acessado em 5.4.2016


Referências:
Site Nova Escola :  https://novaescola.org.br/conteudo/1375/anisio-teixeira-o-inventor-da-escola-publica-no-brasil?

 

 

 

 

 

 

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IPHAN – Patrimônio Ferroviário

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Patrimônio Ferroviário:

A Lei 11.483, de 31 de maio de 2007, atribuiu ao Iphan a responsabilidade de receber e administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), bem como zelar pela sua guarda e manutenção. Desde então o Instituto avalia, dentre todo o espólio oriundo da extinta RFFSA, quais são os bens detentores de valor histórico, artístico e cultural.

O patrimônio ferroviário oriundo da RFFSA engloba bens imóveis e móveis, incluindo desde edificações como estações, armazéns, rotundas, terrenos e trechos de linha, até material rodante, como locomotivas, vagões, carros de passageiros, maquinário, além de bens móveis como mobiliários, relógios, sinos, telégrafos e acervos documentais. Segundo inventário da ferrovia, são mais de 52 mil bens imóveis e 15 mil bens móveis, classificados como de valor histórico pelo Programa de Preservação do Patrimônio Histórico Ferroviário (Preserfe), desenvolvido pelo Ministério dos Transportes, instituição até então responsável pela gestão da RFFSA.

A gestão desse acervo constitui uma nova atribuição do Iphan e, para responder à demanda, foi instituída a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, por meio da Portaria Iphan nº 407/2010, com 639 bens inscritos até 15 de dezembro de 2015. Para inscrição na Lista, os bens são avaliados pela equipe técnica da Superintendência do Estado onde estão localizados e, posteriormente, passam por apreciação da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural Ferroviário (CAPCF), cuja decisão é homologada pela Presidência do Iphan.

Os bens não operacionais são transferidos ao Instituto, enquanto bens operacionais continuam sob responsabilidade do DNIT, que atua em parceria com o Iphan visando à preservação desses bens. Esse procedimento aplica-se, exclusivamente, aos bens oriundos do espólio da extinta RFFSA. Os bens que não pertenciam à Rede, quando de sua extinção, não são enquadrados nessa legislação, podendo, entretanto, ser objeto de Tombamento (Decreto Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, aplicado a bens móveis e imóveis), ou ao Registro (Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, aplicado ao Patrimônio Cultural Imaterial).

Leia mais:
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/127

 

História das Ferrovias no Brasil:

A história das ferrovias no Brasil inicia-se em 30 de abril de 1854, com a inauguração, por D. Pedro II, do primeiro trecho de linha, a Estrada de Ferro Petrópolis, ligando Porto Mauá à Fragoso, no Rio de Janeiro, com 14 km de extensão. Mas a chegada da via à Petrópolis, transpondo a Serra do Mar, ocorreu somente em 1886.

Em São João del Rei (MG), o Museu Ferroviário preserva a história da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, criada em 1872. Seu percurso ligava a cidade de Sítio (atual Antônio Carlos) à Estrada de Ferro D. Pedro II (posteriormente, Central do Brasil), partindo daí para São João del Rei. Com novas concessões, a ferrovia Oeste de Minas se estendeu a outras cidades e ramais, alcançando, em 1894, um percurso total de 684 km, e foi considerada a primeira ferrovia brasileira de pequeno porte.

As dificuldades e desafios para implantar estradas de ferro no Brasil eram muitos. Procurando atrair investidores, o governo implantou um sistema de concessões, que se tornou característico da política de infra-estrutura do período imperial. Entre o final do século XIX e início do século XX os recursos, sobretudo dos britânicos, alavancaram a construção de linhas férreas.

A expansão ferroviária, além de propiciar a entrada de capital estrangeiro no país, tinha, também, o objetivo de incentivar a economia exportadora. Desta forma, as primeiras linhas interligaram os centros de produção agrícola e de mineração aos portos diretamente, ou vencendo obstáculos à navegação fluvial. Vários planos de viação foram elaborados na tentativa de integrar a malha ferroviária e ordenar a implantação dos novos trechos. Entretanto, nenhum deles logrou êxito em função da política de concessões estabelecida pelo governo brasileiro.

Leia mais:
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/609

 

Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA):

A RFFSA foi criada, em 1957, para administrar as estradas de ferro federais e estava vinculada ao Minsitério dos Transportes. O patrimônio de 18 empresas férreas formou a nova rede ferroviária: Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Estrada de Ferro de Bragança, Estrada de Ferro São Luiz-Teresina, Estrada de Ferro Central do Piauí, Rede de Viação Cearense, Estrada de Ferro Mossoró-Sousa, Estrada de Ferro Sampaio Correia, Rede Ferroviária do Nordeste, Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, Estrada de Ferro Bahia-Minas, Estrada de Ferro Leopoldina, Estrada de Ferro Central do Brasil, Rede Mineira de Viação, Estrada de Ferro de Goiás, Estrada de Ferro Santos a Jundiaí,  Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, e a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina.

Posteriormente, a RFFSA incorporou mais duas empresas, a malha gaúcha, que até 1959 esteve arrendada ao governo do Rio Grande do Sul sob administração da Viação Ferroviária do Rio Grande do Sul (VFRGS); e a malha paulista, também arrendada ao governo de São Paulo e administrada pela Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa)  até 1998.

Em 1992, a RFFSA foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), por recomendação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que indicou a transferência dos serviços de transporte ferroviário de carga para o setor privado. A transferência foi efetivada entre 1996 e 1998, de acordo com o modelo que estabeleceu a segmentação do sistema ferroviário em seis malhas regionais, resultando na concessão por parte da União, pelo período de 30 anos, mediante licitação, e o arrendamento, por igual prazo, dos ativos operacionais da RFFSA aos novos concessionários. Em dezembro 1998, após a incorporação da Fepasa à RFFSA, esse trecho também foi privatizado.

O processo de desestatização da RFFSA foi realizado com base na Lei nº 8.987, de 17 de fevereiro de 1995 (Lei das Concessões). A empresa foi dissolvida de acordo com o estabelecido no Decreto nº 3.277, de 7 de dezembro de 1999, alterado pelo Decreto nº 4.109, de 30 de janeiro de 2002, pelo Decreto nº 4.839, de 12 de setembro de 2003, e pelo Decreto nº 5.103, de 11 de junho de 2004.

A liquidação iniciou-se em dezembro de 1999, por deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas, conduzida sob responsabilidade de uma Comissão de Liquidação, com supervisão do Departamento de Extinção e Liquidação (Deliq) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Por fim, a RFFSA foi extinta pela Medida Provisória Nº 353, de 22 de janeiro de 2007, convertida na Lei 11.483, de 31 de maio de 2007.

Leia mais:
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/611

 

 

 Fonte:
Transcrição dos textos das 3 páginas do site do IPHAN, acessados em 5.4.2016. Os links de cada página estão indicados junto aos textos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Regionalismo – Expressões Regionais

REGIONALISMO:   palavra, locução próprias de uma região. = PROVINCIANISMO   [1]

”   O Brasil é um país com um território amplo e mesmo assim ainda possui uma língua única. Além de contribuir para uma grande diversidade nos hábitos culturais, religiosos, políticos e artísticos, a influência de várias culturas deixou na língua portuguesa marcas que acentuam a riqueza de vocabulário e de pronúncia. É importante destacar que as diferenças na nossa língua não constituem erro, mas são consequências das marcas deixadas por outros idiomas que entraram na formação do português brasileiro.
Entre esses idiomas estão os indígenas e africanos, além dos europeus, como o francês e o italiano. A influência desses elementos presentes em cada região do país, aliada ao desenvolvimento histórico de cada lugar, fez com que surgissem regionalismos, isto é, expressões típicas de determinada região.
Essa variedade linguística pode se manifestar na construção sintática – por exemplo, em algumas regiões se diz “sei não”, em outras “não sei”, mas a grande maioria dos regionalismos ocorre no vocabulário. Assim, um mesmo objeto pode ser nomeado por palavras, diversas, conforme a região.
Por exemplo: no Rio Grande do Sul, a pipa ou papagaio se chama pandorga; o semáforo pode ser designado por farol em São Paulo, e sinal ou sinaleiro no Rio de Janeiro.

Regionalismo é, na língua, o emprego de palavras ou expressões peculiares a determinadas regiões. Em literatura, é a produção literária que focaliza especialmente usos, costumes, falares e tradições regionais. ”    [3]

 

regionalismo

 

Observar que:  ” Expressão idiomática ou expressão popular é um conjunto de palavras que se caracteriza por não ser possível identificar seu significado mediante o sentido literal dos termos analisados individualmente. Desta forma, em geral, é muito difícil ou mesmo impossível traduzi-las para outras línguas, principalmente as menos semelhantes. ”  [4]

”  Uma expressão idiomática pode apresentar-se como sendo uma lexia simples, mas em geral são as lexias complexas ou as lexias textuais que fazem parte do repertório destas expressões. Elas representam uma combinação fixa de palavras onde cada elemento perde
seu sentido próprio para propor um sentido global, sentido figurado e conotativo, em geral. Uma expressão idiomática regional adquire uma conotação transmitida pela tradição cultural e histórica. Certas expressões figuradas fazem referência a uma noção reconhecida por uma coletividade, muito mais do que pela verossimilhança da relação entre uma imagem e o sentido produzido através desta imagem.  ”   [5]

 

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“Aooonde!” – Não mesmo!
“Bora bater um baba?” – Vamos jogar uma partida de futebol? (Vamos jogar uma pelada?)
“Broqueeeeeei!” – Eu me saí bem em alguma coisa (Mandei bem!)
“Deixe de chiada, rapaz!” – Pare de reclamar.
“Digaí, meu pai!” – E aí, cara!
“Êta zorra!” – Termo usado para expressar admiração.
“Mermão,  vou abrir o gás.” – Vou embora.
“Molhar a palavra.” –  Tomar uma bebida, como cachaça ou cerveja.
“Num tô cumeno nada disso.” – Não estou acreditando nessa história.
“Oxê!” – Abreviação do famoso “Oxênte” do baiano. Termo usado para expressar surpresa, espanto.
“Tô boiado.” – Estou muito cansado.
“Uma hora de relógio.” – Uma hora.


Abestado =  bobo, leso, tolo.
Amancebado =  amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
Amarrado =  mesquinho; avarento.
Apontador =
Arretado =  tudo que é bom; bacana; legal.
Avalie =  imagine.
Avariado das idéias =  meio amalucado.
Avexado =  envergonhado.
Baba =  partida de futebol informal, tipo pelada.
Bater a caçuleta =  morrer.
Bodoque =
Bizonho =  triste, calado.
Brenha =  lugar longe de difícil acesso; escuro.
Briba / Biba =  pequena lagartixa.
Caçamba = caminhão basculante.
Caçambeiro =
Coxim =  selim de bicicleta e de moto.
Doce =  açúcar.
Esbagaçado =
Garupa =  bagageiro da bicicleta.
Grafite =
Jante =  aro (de metal) de uma roda de carro, moto, bicicleta ou caminhão.
Lapiseira =
Muriçoca =  mosquito, pernilongo.
Nó-cego =  pessoa complicada
Óleo =  diesel, óleo diesel.
Ozadia =  libertinagem, sacanagem.
Paulista =  é um tipo de corte de carne bovina, no Sudeste conhecido como Lagarto ou Tatu.
Pinha =
Piseiro =
Pocadão =  grande, enorme.
Pocar =  estourar, arrebentar
Pongar =
Pão de sal =  pão francês
Pró =  professora.
REFESA =  RFFSA.
Roça =  sítio, chácara; casa de campo sem a necessidade de possuir um pomar ou horta.
Roer beira de penico =  estar em fase ruim da vida, sem dinheiro, desempregado.
Trecho =

= mariposa.
= esperança

 

 

 

 

 


 

Referências e Bibliografia:

Identidade Cultura e Expressões Regionais, de Maria de Lourdes Netto Simões (ORG.) – http://www.uesc.br/editora/livrosdigitais2/identidade_cultural.pdf  –  acessado em 5.4.2016

Trabalho: MAS BAH, TCHÊ!  IDIOMATISMO E REGIONALISMO COMO MARCA DE DIFERENCIAÇÃO IDENTITÁRIA,  Maria Eugenia Malheiros Poulet,   Université Lumière Lyon 2  –  https://periodicos.ufpb.br/index.php/actas/article/download/14658/8310  – acessado em 5.4.2016

Blog “Conexão Linguística, A metodologia informal…” – página: Gírias e Expressões Regionais  – http://conexaolinguistica.blogspot.com.br/p/girias-e-expressoes-regionais.html  – acessado em 3.4.2016

Trabalho da EMEF Afonso Guerreiro Lima – Gincana Solidária:  Dicionário das Expressões Regionais  – http://pt.slideshare.net/jaqfranco/dicionario-de-expressoes-regionais  –  acessado em 5.4.2016

Blog Dicionário Popular das Gírias e Expressões, do pesquisador Prof. Elias Canuto Brandão  – http://dicionariopopular.blogspot.com.br/  – acessado em 5.4.2016

Matéria no jornal online G1: “De roupas a receitas, ‘baianês’ sai das ruas e inspira negócios em Salvador”  – http://g1.globo.com/bahia/aniversario-de-salvador/2016/noticia/2016/03/de-roupas-receitas-baianes-sai-das-ruas-e-inspira-negocios-em-salvador.html  –  acessado em 4.4.2016

Instituto Maria Quitéria – Expressões Sertanejas  – http://www.imaq.org.br/exibe_projeto.php?projeto=1  –  acessado em 5.4.2016

Blog Variações Linguísticas  – http://variacoeslinguisticas.blogspot.com.br/2011/01/falar-brasileiro-viva-adoniran-barbosa.html –  acessado em 5.4.16

site Dicionário de Expressões  – http://www.dicionariodeexpressoes.com.br/  – acessado em 5.4.2016

site iDireito online – Variação Linguística no Brasil (uma análise dos 8 mitos sobre preconceitos linguísticos)  –  http://idireitoonline.blogspot.com.br/2015/09/variacao-linguistica-no-brasil.html  –  acessado em 5.4.2016

 

Fontes:

[1] “regionalismo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/regionalismo  – consultado em 5.4.2016.

[2]  Dicionário online DICIO.com.br  – http://www.dicio.com.br/regionalismo/  – acessado em 5.4.2016

[3]   Blog Variação Linguística – http://letrasmarques2013.blogspot.com.br/2013/08/regionalismos.html – acessado em 5.4.2016

[4]  site Dicionário de Expressões – http://www.dicionariodeexpressoes.com.br/ – acessado em 5.4.2016

[5]   Trabalho: MAS BAH, TCHÊ! IDIOMATISMO E REGIONALISMO COMO MARCA DE DIFERENCIAÇÃO IDENTITÁRIA, Maria Eugenia Malheiros Poulet, Université Lumière Lyon 2 – https://periodicos.ufpb.br/index.php/actas/article/download/14658/8310 – acessado em 5.4.2016