O Cruzeiro no Alto do Morro da Camambosa

Quadro exposto no Memorial Padre Daniel, na Praça da Igreja Matriz. 

” Em 3 de maio de 1957 o Sr. Raul Brito, incentivado pelo católico fervoroso e Professor Eleutério Tavares, juntamente com a Congregação Mariana, resolveu colocar um cruzeiro no alto do morro o afim de que o povo caculeense fizesse mais sacrifício e penitência.   Os congrega dos marianos fizeram uma procissão e o madeiro foi levado pelos homens.    Na subida da ladeira os homens perderam as forças e tiveram a ideia de ir puxando em um couro de boi puxador por cordas, pois, não havia Estrada na época.    Depois da introdução da cruz (madeiro) no alto do morro, houve missa solene celebrada pelo Padre Daniel e vários fiéis.   Estiveram presentes no evento Frei Isaías e Frei Paulo, que vieram de Salvador em época de missão e várias entidades religiosas.   Os encarregados da festa foram os irmãos : Sr. Antônio Batista (Sr. Nem) e Sr. Miguel Batista (Miguel do Morro) que de tão empolgados construirão um barracão para a celebração da missa.   Diante de tanto fervor, a comunidade criou o costume de celebrar todo 03 de Maio a missa do Dia da Invenção da Santa Cruz, em sinal de penitência. ”

Anúncios

Indústria Santo Antônio

Indústria Santo Antônio

Localizada na Rua Ruy Barbosa, s/n, próximo à prefeitura, era conhecida por fabricar ladrilhos, além de marmorite e outros.

Industria Santo Antonio Ladrilhos - Jornal a Seta - OUT 1956

Pertencia ao Sr. Antonio Alves Teixeira.

Segundo anúncio no Jornal A Seta, a fabricava operava no ano de 1956, mas não temos as datas de fundação e término.

Há relatos, de moradores, que fabricavam com muito esmero e os ladrilhos eram muito bonitos.


Fonte:

[1]   anúncio publicitário no Jornal A Seta, Outubro de 1956, No.1, Ano 1, pág. 2.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inauguração da Igreja Matriz de Caculé

Inauguração da Igreja Matriz de Caculé

A inauguração e benção pelo Bispo de Caetité, da  Igreja Sagrado Coração de Jesus, ocorreu no dia 8 de setembro de 1968.

Praça Igreja - construção 1970 - MuseuDeCacule

Transcrevemos abaixo a matéria publicada no Jornal A Seta:
”   Esperando mais de um lustro, Caculé, eufórico viu no dia 8 de setembro, data consagrada ao seu excelso Padroeiro, o Sagrado Coração de Jesus, a inauguração de sua Igreja-Matriz, construída em estilo arquitetônico moderno, caracterizando-se o seu amplo auditório em forma de leque, possuindo na ala direita uma sala para escola primária e reuniões com capacidade para cinquênta elementos, bem como uma vasta sacristia.
A benção foi dada por D. Jose Pedro Costa, às 9 horas do referido dia e a seguir o nosso eminente Bispo, príncipe da oratória sacra, proferiu maravilhoso sermão pertinente ao ato, onde teceu louvores e agradecimento à Família Fernandes, maxime ao seu saudoso chefe Miguel Fernandes, o pioneiro e responsável pela construção do magnífico templo religioso, doado a esta Cidade.
Como representantes da Família Fernandes, compareceram às cerimônias inaugurais, a ilustre viúva D. Cacilda Castro Fernandes, o distinto casal Autímio e Aurinda (D. Iaiá) Fernandes, inclusive seu filho Valeriano Neto e espôsa.
Naquêle ensejo foi pretada uma homenagem póstuma a Miguel Fernandes, colocando em sinal de gratidão, o seu retrato na sacristia do referido templo, falando na ocasião o Prof. Eleutério Tavares, Sr. Valdemar Damasceno e por fim D. José Costa. ”   [1]

Igreja Matriz - Inauguração - Jornal A Seta - NOV 1968 - recorte MuseudeCacule
* Cópia do Jornal A Seta faz parte do Acervo (Reserva Técnica) do Museu de Caculé

 

Fotos mais recentes da Igreja Matriz (sem data):

 

 


Fonte:

[1]   Jornal A Seta,  N.3, publicado em Novembro de 1968, Caculé/BA

 

 

 

 

 

 

Associação Rural de Caculé 

Em meados de 1956 a Associação Rural de Caculé foi fundada, com sede e foro em Caculé.

Foram os objetivos :
– organizar um centro de informação sobre a vida agropecuária ;
– criar serviços de assistência técnica, econômica e social ;
– promover o ensino profissional.

A direção era composta pelos agropecuaristas :
Presidente : Sr. Autímio Fernandes
Vice-presidente : Sr. José Fernandes
Secretários : Sr. João Pereira e Sr. Miguel Rodrigues
Tesoureiros : Sr. Elpídio Castro e Sr. Raul Brito

Comissão Fiscal: Sr. Antônio Teixeira, Sr. Fidelcino Carvalho, Sr. Francisco Amaral, Sr. Gersinho Correia, Sr. Joaquim Pereira e Sr. Custódio Aguiar.

 


Fonte:
[1] jornal A Seta, outubro 1956, Nr. 1, Ano 1, pág.1

 

 

 

 

 

A Casa do Motor 

“A Casa do Motor” era o nome dado pela população para o imóvel que abrigava os geradores de energia elétrica.   [1]
Localizada na Rua Juvêncio Teixeira Guimarães, no centro de Caculé; atualmente a APAE Caculé está sediada neste imóvel.   [2]

O primeiro gerador foi instalado em 1948/1949, sob a organização do Sr. Miguel Fernandes. 

A ampliação da rede de distribuição de energia elétrica e a instalação de 2 novos geradores,   de fabricação alemã [2], ocorreu durante o ano de 1976 na gestão do prefeito Sr. Antonio Alves Teixeira e inaugurados em 10.8.1976.   [4]

P.S.: Caculé recebeu a visita do Governador Roberto Santos no dia 10-08-76, tendo na oportunidade inaugurado oficialmente a Usina Municipal de Energia, … ”   [4]
Ainda no governo de Antonio Teixeira foram instalados mais 2 grupos geradores de   275 KVA cada, ampliando a rede de distribuição de energia elétrica para toda a cidade,  mediante convênio com a Secretaria de Minas e Energia do Estado.   [4]

Os geradores (ou motores) eram desligados às 22h; momento que cada morador utilizava lamparinas ou lanternas para a iluminação de sua residência.   [1]

Importante observar que antes do “Motor” o Aero-Clube  (atual Cine Teatro Eng. Dórea) possuía um gerador próprio que permitira as sessões de cinema, desde fins da década de 1940.   [5]

Com a chegada da luz elétrica pela empresa estatal de energia elétrica, os geradores foram desativados e o paradeiro desconhecido.

 


Fontes:
[1]   relatos da moradores
[2]   informação da Sra. Airam, em entrevista à Solange Graia, em agosto 2017
[3]   livro Recordos de Vespasiano Filho, 2000.
[4]   Folha Informativa sobre o governo municipal (capa de caderno), sem data, acervo do Professor José Carlos Teixeira.
[5]  informação de Sr. Nozinho, em entrevista à Solange Graia e Carlos White, em 25.8.2017.  (Em 1948, Sr. Nozinho era o projecionista do Aero-Clube)

 

 

 

 

 

 

Identificação de hóspedes passa a ser obrigatória

A identificação de hóspedes passa a ser obrigatória em hotéis e pousadas em Caculé

A partir de agora (agosto 2017), estabelecimentos de hospedaria devem cobrar dados como nome, data de nascimento e endereço residencial dos clientes.

De acordo com lei aprovada pela Câmara Municipal, o registro de hóspedes em hotéis e pousadas passa a ser obrigatório em Caculé. Encaminhado pelo prefeito José Roberto Neves (DEM), o Beto Maradona, o projeto de lei foi sancionado em regime de urgência pelo legislativo.

O objetivo é evitar que novos assaltos ocorram na cidade, pois, segundo foi constatado pela polícia militar, criminosos estavam hospedados no município para eventuais roubos. O descumprimento da norma pode resultar em sanções, que vão desde advertência e multa até interdição do estabelecimento.

 


Fonte:
[1]   site de notícias Caculé On-Line  –  http://www.caculeonline.com.br/site/?p=6861  –  acessado em 16.8.2017

 

 

 

 

 

As Ruas de Caculé e suas Personalidades

Quem são as personalidades homenageadas com nomes de ruas, praças e avenidas ?
Aqui apresentamos, sucintamente, essas pessoas que contribuíram para Caculé e sua história:

 

Rua Rui Barbosa – centro :   Ruy Barbosa de Oliveira (1849 – 1923), conhecido como “Águia de Haya”,  foi uma das maiores personalidades do Brasil. Nascido em Salvador, faleceu em Petrópolis, RJ. Rui Barbosa foi um dos principais nomes do Movimento Abolicionista e formuladores da República.
Logo após receber o grau de bacharel, retorna à Bahia para tratar de sua saúde e iniciar as atividades na advocacia. Em 1873, viaja à Europa, também para tratamento de sua frágil saúde. Nos anos seguintes, faz diversas campanhas de grande repercussão, defendendo temas como liberdade religiosa, eleição direta e abolição dos escravos, além de se posicionar contra o alistamento militar obrigatório.
Inicia carreira política em 1878, elegendo-se Deputado à Assembléia Legislativa Provincial da Bahia. Já no ano seguinte é eleito Deputado à Assembléia Geral Legislativa da Corte, transferindo-se para a capital do Império, o Rio de Janeiro.

Na Fundação Casa de Rui Barbosa (http://www.casaruibarbosa.gov.br) encontram-se inúmeros documentos que confirmam o seu envolvimento com o fim da escravidão.
Acesse o link para conhecer mais detalhes:  http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-brilhantismo-e-a-mitica-de-ruy-barbosa/7878

 

Av. Eng. Arthur Castilho – centro :  Era engenheiro e diretor geral do Departamento Nacional de Estradas de Ferro – DNEF.   [4]
Participou da inauguração da Estação Ferroviária de Caculé, em 15.11.1950.   [4]
Amigo pessoal do sr. Miguel Fernandes, residiu em Caculé enquanto coordenava a construção da ferrovia.

 

Av. Dr. Antonio Muniz – centro :

 

Av. Cônego Miguel Monteiro – centro :  O primeiro intendente de Caculé, o Cônego Miguel Monteiro de Andrade, “comandou” a cidade no período de 1.1.1919 à 31.8.1920.

 

Praça J. J. Seabra – :   José Joaquim Seabra (1855 – 1942)  foi um político e jurista brasileiro, nascido em Salvador, ministro de estado e governador de seu estado em duas ocasiões (1912-1916 / 1920-1924). Filho de José Joaquim Seabra e de Leopoldina Alves Seabra, foi educado no Colégio Guilherme Pereira Rebelo. Formou-se em direito na Faculdade de Direito de Recife (1877), onde chegou a lecionar posteriormente como professor catedrático e foi diretor geral nesta mesma instituição. Foi durante breve período também Promotor Público em Salvador, mas atraído pela política, voltou para seu estado e elegeu-se Deputado Federal para a Constituinte Republicana, e logo após, para a Nova Câmara dos Deputados (1891-1893), mas tendo se tornado inimigo de Floriano Peixoto, e por isso foi desterrado para Cacuí, na Amazônia, depois em Montevideo. Decretada a anistia (1895), recuperou seu mandato na Câmara e no governo de Prudente de Morais, novamente eleito pela Bahia, voltou ao parlamento (1897-1899). Conhecido como J. J. Seabra, foi deputado federal em outras três ocasiões (1900-1902 / 1909-1911 / 1933-1937) chegando à liderança do governo durante o mandato de Campos Sales (15/11/1898 a 15/11/1902) e foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo de Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906) e da Viação, no de Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914). Após o episódio do bombardeio (1912) foi eleito governador do Estado da Bahia (1912-1916). Deixando o governo foi para o Senado Federal (1917), aí permanecendo até o fim da década (1920), quando foi novamente eleito governador do seu estado (1920 -1924). Regressou à Câmara (1934), deixando-a por ocasião do golpe de estado (1937). Morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, e foi enterrado no cemitério do Campo Santo, em Salvador, capital baiana. O município baiano de Seabra foi nomeado em sua homenagem. Ainda foi como interino Ministro da Agricultura e Comércio e das Relações Exteriores e Presidente do Conselho Municipal do Distrito Federal.

Acesse o link para conhecer mais detalhes: http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-polemico-j-j-seabra/9952

 

Rua Silva Lima – :

 

Rua Juvêncio Teixeira Guimarães – : …
Nesta rua estava instalado em 1975 o gerador (conhecido popularmente como: “o motor”) que fornecia energia elétrica ao centro da cidade.   [3]
Com sua desativação, o prédio abrigou algumas instituições da prefeitura, como a cozinha que centralizada a produção da merenda escolar,  Creche Lar Carinhos  e, atualmente está instalada a APAE – Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais.  [3]

 

Lagoa Manoel Caculé – :

 

 


Fontes:

[1]
[2]
[3]   relato de Solange Graia, professora de história e coordenadora do Museu de Caculé.
[4]   placa da inauguração da Estação Ferroviária de Caculé, ainda presente na estação.