Projeto: Passeando pelo Cine Teatro Dórea

Projeto: Passeando pelo Cine Teatro Dórea

Memorial - livro presença

INTRODUÇÃO :

Nosso município possui uma história riquíssima, partindo do contexto de sua própria origem, com Manuel Caculé, e sua peculiar narrativa que envolve patriotismo, desejo de liberdade, encantamento ; fatos que firmaram nossas terras e formaram nosso povo.

Partindo dessa origem, Caculé, depois de se tornar vila, segue seu curso apostando no desenvolvimento destas mesmas terras.

Com o passar dos anos, ergue-se um município promissor. Obras importantes são edificadas, entre essas, para uma sociedade ansiosa por cultura, nasce o Cine Teatro Engenheiro Dórea.

Inaugurado em 1940 (sic) para exibição de filmes, peças de teatro, bailes, programas de calouros e eventos sociais, passou a ser o ícone cultural de uma geração.

Mesmo em evidência durante vários anos, o Cine Teatro  encontrou vários problemas.   Teve sua estrutura deteriorada e, com o desenvolvimento urbano e criação de outros espaços para festas, era cada vez menos requisitado pelo público.   Acabou por fechar suas portas na década de 80.

Felizmente, toda a sociedade caculeense voltou a se encantar com o espaço cultural do Cine Teatro Engenheiro Dórea que em 2012 foi totalmente reformado, tendo sua cultura revitalizada.

Desde sua criação até o momento, mesmo no interim de sua quase extinção, a história do Cine Teatro se manteve viva na memória daqueles que o ocuparam e também nos relatos da história contada.

A história é viva enquanto houverem aqueles que a faça viver.

O Cine Teatro Engenheiro Dórea é um patrimônio histórico vivo, com um acervo encantador, onde todos podem viajar no tempo, discutir fatos relevantes e espelhar-se culturalmente.

JUSTIFICATIVA :

O projeto “Passeando pelo Cine Teatro Dórea” pretende levar ao público a história do cine teatro de Caculé desde sua criação, por meio de exposições de objetos, imagens, amostras fotográficas, vídeos, CDs e documentos preservados, associando aspectos culturais épicos a nossa sociedade atual.

Espera-se que, durante o contato com o acervo histórico em exposição, o visitante conheça nossa cultura e desperte maior interesse para a promoção de outros resgates históricos.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO :

O projeto Passeando pelo Cine Teatro Dórea será organizado em forma de exposição de acervo, no segundo piso do seu prédio.

A primeira e exposição está datada para o dia 14 de agosto de 2017 sendo,  este evento,  parte das comemorações do aniversário da nossa cidade.

O acervo do projeto contará com a exposição dos seguintes itens :

  • Objetos :  máquinas, projetores, rolos de filmes, altofalantes, fitas de projeção, fichas de ingresso, carteiras de sócio, adornos e objetos de uso pessoal.
  • Audiovisual  :  slides, imagens, áudios e vídeos de diversas épocas, inclusive do processo de reinauguração e documentos preservados.

AGENDAMENTO :

Para uma melhor organização e acolhida aos visitantes, torna-se necessário que haja um agendamento com definição de data e horário.

 


Texto transcrito do original do Projeto apresentado à Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Caculé, em 10.7.2017.

O projeto foi idealizado e organizado por Carlos Alberto de Souza, Carlos White, entre os meses de abril e julho de 2017; e apresentado em junho de 2017 para aprovação pela referida Secretaria.

Contribuíram com o projeto:
Kleber Carinhanha
Solange Graia
Thomas Sachsse

Agradecimentos especiais para:
Prefeito Beto Maradona
Secretário Marcílio
Secretária de Educação, Cultura e Esporte: Adaílde Telles
Márcia Barreto
José Carlos Teixeira (Zé de Dila)
Sidnéia Graia (Néia Graia)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cine Teatro Engenheiro Dórea

O cine teatro foi inaugurado em 1945, com discurso do Sr. Rustino (vindo da cidade Caetité). 

Construído especificamente para abrigar o cinema e, no segundo andar,  os bailes e festas que aconteciam aos  fins de semana. 

Em 1948 o projecionista do cinema era Agenor Fernandes Neves (Nozinho).   Era ele que cuidava da parte técnica do cine, trabalhando com o Sr. Gonçalves. 
 

Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Doria
após a reforma, executada na gestão do prefeito Luciano Ribeiro, o cine teatro foi reinaugurado em 9 de junho de 2012

” Inaugurado na década de 1940, o antigo cinema de Caculé fechou suas portas em 1980 após centenas de exibições dos clássicos da sétima arte. Hoje, para alegria dos caculeenses, a sala, que já encantou gerações, abrigou salões de dança e reuniões da alta sociedade, será reaberta definitivamente em junho de 2012.
A obra de revitalização do cinema concentra investimentos iniciais na ordem de R$250 mil, anunciados pela Prefeitura local, a fim de restaurar o prédio do “Cine Theatro Engenheiro Dórea”, localizado no centro da cidade. O nome do lugar é uma homenagem a Manoel Dórea, responsável pela idealização do espaço, que havia sido desativado há anos para dar lugar ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde. Na década de 1950, o direito de uso do espaço foi cedido ao lanterninha (sic) Antônio Romário de Oliveira Conceição, que ainda manteve o cinema funcionando, mesmo em ruínas, durante 30 anos.
Com recursos próprios, a Prefeitura informou em nota que, além de uma ampla reforma, também serão comprados equipamentos como tela e projetor, no intuito de resgatar e modernizar o espaço cultural da cidade.
“Quando soube que o prédio do cinema iria ser restaurado, comemorei. Foi uma das melhores notícias que recebi”, vibrou o escritor Carlos Alberto de Souza.
A comunidade de Caculé está ansiosa pela inauguração do cinema, que promete movimentar a cidade, tal a importância da sala, enquanto espaço cultural e histórico.
A repercussão da obra de abertura tem sido bastante positiva, inclusive, com matéria de destaque publicada no Jornal A Tarde.”   [4]

 


O segundo andar, local reservado para bailes, sede do Aero-Clube, possuía um pequeno palco para as apresentações das bandas e o piso era em madeira.   [9]
 

Vista aérea da cidade  - BA28217
foto aérea, sem data, com a antiga igreja matriz, cine teatro Eng. Dórea, o Paço e parte da cidade, disponível no IBGE

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Segundo José Alves Fróis, em seu livro Caculé de Miguelzinho, de 1967, havia um teatro construído em 1900 e reconstruído em 1920, passando para o “domínio” da Sociedade Lira Caculeense.
A Lira Caculeense fora fundada em 1909, sendo o presidente o Cônego Miguel Monteiro e regente o Maestro Antonio Fróes de Castro.   [12]

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A Reforma:

 

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Durante a reforma, foi necessário substituir o piso de tábuas de madeira por uma lage de concreto.
Ao retirar as vigas (peças em madeira do telhado) do teatro,  as paredes originais não conseguiram se sustentar desabando.  Por este motivo, foi necessário a reconstrução integral das paredes e do telhado do espaço da platéia do teatro.   [9]
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Atualmente conta com 15 fileiras de 10 poltronas cada, e uma fileira com 8 poltronas, divididos de forma igual no lado direito e esquerdo.
Em 2016 foram instalados os aparelhos de ar-condicionado na platéia.

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A Reinauguração:

” Prédio do Cine Teatro de Caculé é reinaugurado
Muita emoção marca a volta do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória 14/06/2012 – Ascom PMC

O dia 9 de junho (2012) ficará marcado na história de todos caculeenses que participaram de um evento que resgatou a historia da cultura do município. Depois de 30 anos o Prédio do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória (sic) é reinaugurado e em grande estilo retrata a magia da arte em uma noite de encantamento e fortes emoções.

Uma linda apresentação da peça “Anos Dourados”, do Grupo Teatral EmerGente, coordenado pelo escritor Carlos Alberto de Souza, também conhecido como Carlinhos White, homenageou brilhantes personalidades que fizeram parte da história do Cine, alguns deles presentes na ocasião demonstraram em palavras a imensa gratidão em participar da reinauguração de um espaço que trouxe  tantas alegrias aos amantes da cultura.

Na oportunidade a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Adailde Cruz Teles, também relembrou o passado através de um vídeo que retratava o cine em plena atividade. Emocionada a Secretária transmitiu a alegria em resgatar um espaço que impulsionará a realização de grandes espetáculos. ”   [6]


Desde a inauguração, o cine teatro é palco de peças teatrais do Grupo de Teatro A Fênix, dirigida por Carlos White,  do Festival de Talentos, lançamentos de livros, sessões de cinema e várias reuniões de associações, professores e cursos, além de homenagens.

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Algumas frases :

” Nas matinés do Cine Teatro Engenheiro Dórea, eu adorava assistir aqueles filmes com o Rock Hudson e a Doris Day para apreciar as mansões de Beverly Hills, os Cadillac e os Bel Air. ”  João Carlos Cavalcanti   [7]

 


A localização :

 


Fontes e referências:

[1]   IBGE – fotos

[2]   página no Facebook: Fotos Antigas de Caculé  –  – acessado em 1.5.2016

[3]   site Taberna da História do Sertão Baiano  – http://tabernadahistoriavc.com.br/cine-teatro-engenheiro-dorea-foi-inaugurado-na-decada-de-1940/  –  acessado em 1.5.2016

[4]   jornal online Brumado Notícias  – http://www.brumadonoticias.com.br/antigo/tag/cine-teatro-engenheiro-dorea/  – acessado em 1.5.2016

[5]  site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – acessado em 25.4.2016

[6]   site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – http://www.governodecacule.ba.gov.br/?pagina=noticia&codNoticia=1873 –  acessado em 1.5.2016

[7]   entrevista de João Carlos Cavalcanti, o JC, à Celso Arnaldo Araujo na revista online Go’Where Business n° 08  – http://www.gowhere.com.br/business/o-ceu-nao-e-o-limite/  –  acessado em 3.5.2016

[9]   conversa com o prefeito sr. Beto Maradona, em 14.8.2017

[10]   entrevista com Sr. Nozinho, em

[11]   entrevista com a Sra. Dolores

[12]  livro Caculé de Miguelzinho, 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anísio Teixeira – Educação Não é Privilégio

Documentário produzido pela TAL – Televisón America Latina, em novembro de 2007, com equipe da TV Escola, e direção de Mônica Simões.
Filme excelente para conhecer a vida, a história, de Anísio Teixeira, nascido em Caetité em 1900 e morto em 1971, durante o período da Ditadura Militar.

Não podemos esquecer que a história da educação em Caculé tem participação estreita com Caetité, seus professores e educadores.
Os primeiros professores que chegaram a Caculé, estudaram, eram professores em Caetité e, certamente, tiveram grande influência de Anísio Teixeira.

Anisio Teixeira - documentário

Sinopse:
O documentário revela a vida e a obra de Anísio Teixeira, advogado, escritor e educador nascido no município baiano de Caetité, em 12 de julho de 1900.
O objetivo principal é explorar a mais revolucionária realização desse grande educador: a luta por uma escola pública de qualidade e a criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, mais conhecido como Escola Parque.
A narrativa é construída por meio de um grande acervo de imagens de vídeos, filmes de arquivo, fotografias e documentos, além de depoimentos de filhos, amigos e especialistas.   [1]

Documentário: “Anísio Teixeira — Educação Não é Privilégio”
TV Escola – Série: EDUCADORES BRASILEIROS
Ano de produção: 2007
Duração: 44:20 min
Área temática: Filosofia, Escola-Educação, História
País de origem: Brasil
Versão do áudio: Áudio original
Produtora: TV Escola / TAL
Diretora: Mônica Simões

 

Clique no link abaixo para assistir ao filme:
http://tvescola.mec.gov.br/tve/embed-video/educadores-brasileiros-anisio-teixeira-educacao-nao-e-privilegio?autostart=false

 


Fonte:
[1]   Site da TV Escola  – http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/educadores-brasileiros-anisio-teixeira-educacao-nao-e-privilegio –  acessado em 5.4.2016


Referências:
Site Nova Escola :  https://novaescola.org.br/conteudo/1375/anisio-teixeira-o-inventor-da-escola-publica-no-brasil?

 

 

 

 

 

 

O Ciclo / Queima de Arquivo – o 1º filme caculeense

O primeiro filme (curta metragem) filmado em Caculé e Rio do Antonio, em 1967, com os atores Gessy Gesse (ex-esposa de Vinícius de Moraes) e Carlos White, Arnunice Sapucaia;  dirigido por Cliton Vilela com argumento de José Teles, baseado num conto de Ricardo Cruz.

 

” O curta-metragem Queima de Arquivo, de Cliton Vilela, e o longa O Pistoleiro, de Oscar Santana, são as atrações da próxima edição do projeto Quartas Baianas, no dia 20 de setembro, às 20 horas, na Sala Walter da Silveira (Biblioteca Pública dos Barris).

Os filmes abordam questões do imaginário nordestino, com suas disputas de poder e regras sociais próprias. O curta Queima de Arquivo, do experiente diretor Cliton Vilela, por exemplo, retrata com um olhar realista as leis criadas e impostas pelos coronéis do Sertão da Bahia, tendo como ponto de partida o caso da destruição misteriosa de arquivos e documentos políticos. ”  [2]

 

” O Jornal da Bahia, de 10 de setembro de 1966,  … comenta o filme que está sendo produzido por Clinton Vilela, Histórias de Amor e Ódio:

” O copião do primeiro episódio, Palafitas, dirigido por José Teles, foi exibido na manhã de ontem para um grupo de convidados;   e para o segundo episódio, O Ciclo, já está confirmado o retorno de Gessy Gesse às lides cinematográficas.   Ela fará a principal personagem feminina.”

O terceiro episódio, Véspera de Jogo, “[…] adaptação de um conto de Ariovaldo Matos, direção de Orlando Sena [sic], provavelmente começará a ser rodado a partir de outubro.”
Mais adiante, em 20 de outubro, o Diário de Notícias complementa e estabelece dúvidas sobre a autoria de O Ciclo , informando que o curta metragem foi “[…] dirigido por Cliton [sic] com argumento de José Teles, baseado num conto de Ricardo Cruz, com Echio Reis, Milton Gaúcho e Gessy Genes, filmado totalmente em Caculé.”  [4]

Sobre o diretor Cliton Vilela:  é realizador, diretor, de curtas e diretor de fotografia pernambucano, radicado em São Paulo.

 

Fontes:
[1]  informação oral do ator Carlos White
[2]  página do Jornal A Tarde, caderno Cultura de 19.9.2006  – http://atarde.uol.com.br/cultura/noticias/1098698-quartas-baianas-exibe-filmes-de-clinton-vilela-e-oscar-santana – acessado em 2.3.2016
[3]  site Cinemateca Brasileira do Ministério da Cultura  – http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=FILMOGRAFIA&lang=P&nextAction=search&exprSearch=ID=029358&format=detailed.pft – acessado em 2.3.2016
[4]  livro “Dona Flor da Cidade da Bahía”, de Benedito Veiga, Editora 7 Letras, 2006

 

 

 

Caculé e a busca pela neo-humanização

Caculé e a busca pela neo-humanização
Por Fabíola Aquino Coelho – transcrição do artigo publicado no site IRDEB
Cineasta e jornalista

Estou de volta para partilhar com o leitor os objetivos que me norteiam na produção do curta que irá misturar documentário e ficção, intitulado provisoriamente de Caculé uma cidade do milênio, sob a minha direção.

O filme se utiliza de múltiplas possibilidades artísticas para contar de forma atrativa a história desta pequena cidade do Território de Identidade Sertão Produtivo no interior da Bahia, exitosa na implementação de políticas públicas relevantes e promotoras da cidadania.

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A parte documental irá mostrar as ações que convergem para a consecução das 8 objetivos do milênio: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a AIDS, a malária e outras doenças; garantir a qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento sustentável, destacando que é fundamental: o protagonismo da sociedade civil organizada.

Com esse recorte temático associado ao desejo de transmitir a ‘neo-humanização’ (amor verdadeiro por toda a vida seja ela mineral, vegetal ou animal) pretendemos promover a auto-estima e reafirmar o protagonismo das pessoas envolvidas nas ações que levaram Caculé a estar entre as seis selecionadas no Brasil em destaque na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras de 2011.

A parceria com a população e amigos de Caculé irá buscar as narrativas do cotidiano com abordagens inusitadas, estimulando olhares sobre as 8 metas da ONU para o desenvolvimento sustentável do milênio, oportunizando aos moradores da cidade a experiência de atuar e participar da produção de um audiovisual;

Para abrilhantar essa produção contaremos com o talento de Antonio Pompêo que é ator e diretor, paulista de São José do Rio Preto, que teve em sua trajetória grandes experiências no teatro, cinema e televisão. Começou como ator de teatro amador, mas foi com o cinema que sua carreira mudou ao participar do filme Quilombo de Cacá Diegues, com o qual foi ao Festival de Cannes de 1985. Como ator fez também: Xica da Silva com direção de Cacá Diegues, Se Segura Malandro, de Hugo Carvana, As Aventuras de Ojuara, direção de Moacir Góes, O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr, entre outros.

No teatro encenou Dois Perdidos Numa Noite Suja, O Último Carro e Anjo Negro. Na televisão: Tenda dos Milagres, Sinhá Moça, Mulheres de Areia, Pecado Capital, Rei do Gado e a série A Casa das Sete Mulheres.

É, um dos idealizadores do projeto “A Cor da Cultura”, junto ao Canal Futura e Fundação Roberto Marinho. Dirigiu a série de sete documentários chamado “Mojubá” para o projeto A Cor da Culturado Canal Futura.

Atualmente Antonio Pompêo participa da novela “Rebelde” na TV Record e é nosso parceiro neste projeto onde irá atuar na parte ficcional como o mestre griô no doc-fic Caculé uma cidade do milênio.

Partilho com vocês todos esses anseios e comunico que estamos em busca de patrocínio para viabilizar as idéias apresentadas. O custo de produção deste trabalho é de R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais) para finalizar com um filme de 26 minutos. É possível diferentes modos de participação na captação deste recurso como também na produção direta do filme.

Os apoios podem ser aportados no projeto via incentivo direto, em forma de prestação de serviços, ou na participação direta das filmagens, como personagens ou figuração. Cada parceiro será creditado no final do filme de acordo com sua participação, podendo ser elenco, apoio ou patrocínio. Se você tem interesse em ser um destes colaboradores entre em contato comigo pelo email fabiola.aquino@gmail.com e seguiremos em contato. Nosso próximo texto irá apresentar um pouco mais sobre a equipe técnica que compõe esse projeto.

 

Fonte:  transcrição do site IRDEB – http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/?p=3976 – acessado em 22.2.2016

 

 

 

 

Filme “Sonhos de Caculé”

Filme baseado no conto homônimo de Ari Florentino, Sonhos de Caculé conta a história de migrantes para a região do oeste paulista, mais precisamente em Presidente Venceslau, na história do personagem Tonho Caxí.
Lançamento: 23 de julho de 2015.

 

Bate papo com Klaison Simeoni e Ari Florentino, sobre a produção do curta-metragem “Sonhos de Caculé”  (em 20.7.2015)

 

O curta-metragem Sonhos de Caculé produzido em Presidente Venceslau foi lançado nessa quinta-feira, 23, no Anfiteatro Nelson reis Oberlander. A TMTV acompanhou a festa de estreia.

 

 

Caculé, o quilombo de um homem só

Caculé, o quilombo de um homem só

Nasci em uma cidade do interior do Estado da Bahia que teve a origem de seu nome de um modo muito particular, e é isso que agora vou contar.
Por Fabíola Aquino Coelho (ao editorial do Jornal Agora On-Line)

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Manoel Caculé era um escravizado que vivia na Fazenda Jacaré, de Dona Rosa Prates, cujas terras se estendiam pela região de Jacaré, povoado do que mais tarde viria a ser a cidade de Ibiassucê, a cerca de 750 km da capital, região do sertão baiano que fica próximo a divisa com o norte de Minas Gerais.

Conta-se que um dia, Manuel seguia mata a dentro na procura de água para o gado, eram tempos de seca. Foi então que ele descobriu uma lagoa belíssima que ficava nos limites da fazenda de “sua proprietária”. Essa era uma região farta em água, ao lado da lagoa também havia um farto rio, o Rio do Antonio. Tudo aquilo era novo para ele, e diante daquele oásis desconhecido por seus senhores não teve duvida, ficou lá. Manuel Caculé decide “fugir” e montar ali o seu quilombo solitário. Isto aconteceu por volta de 1854.

Por ali ficou desfrutando da liberdade adquirida, plantou, colheu e vendeu o fruto do seu trabalho nos arredores, até que um dia foi localizado pelos seus antigos capatazes. O “escravo fujão” fora encontrado e para a surpresa de todos, com o dinheiro que economizou nos seus anos de “liberdade” Manoel Caculé pôde comprar sua alforria e tornou-se definitivamente um homem livre.

Foi a partir de então, que os viajantes que tomavam aquela direção ao se cruzarem pelo caminho perguntavam uns aos outros de onde vinham e para onde iam e a resposta era sempre a mesma: a Lagoa do Caculé. Desse modo, a região que encantou Dona Rosa Prates e a fez transferir a sede da fazenda para as proximidades da lagoa, passou a designar-se como município de Caculé a partir de 1919.

Essa é a historia do ex-escravizado que tornou-se uma espécie de herói do imaginário coletivo de toda gente que nasce ou se encanta com a cidade. É assim que ele vive imortal e por isso, por causa do orgulho de dizer que minha origem remonta de um fato tão peculiar que sou motivada a empreender o projeto de curta-metragem documental “Caculé, uma cidade do milênio”, que pretende ter 26 minutos de duração.

Este é um projeto que utilizará elementos de ficção, em sua abertura, mas com a ajuda da direção de arte fará a transição para a parte documental. Este filme tem como propósito a valorização das redes solidárias que levaram este município, situado no Território de Identidade do Sertão Produtivo a estar entre os 06 selecionados para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, realizada no Paraná, em maio de 2011.

O filme destacará as iniciativas da sociedade civil e do poder público local em prol das 8 metas do milênio revelando-as dentro do cotidiano dos moradores de Caculé, cuja população é de 22.236 habitantes. Mostraremos realidades pouco conhecidas e compreendidas, na maioria das vezes, especialmente para os moradores dos grandes centros urbanos que nunca vivenciaram a vida do interior. Os personagens do documentário serão pessoas envolvidas nas ações que resultaram na inclusão do município entre aqueles que articulam desenvolvimento e sustentabilidade. Os moradores participarão da produção do filme protagonizando as suas próprias histórias e vivências além de participar da cena final do filme que será um abraço da população na lagoa.

Nosso modelo de produção é um case a parte, vou falar dele no próximo texto, mas antecipo que será criada uma rede colaborativa onde os interessados em ver o filme podem fazer uma compra antecipada do DVD e contribuir desta forma para o levantamento orçamentário que viabilizará a realização do doc-fic “Caculé, uma cidade do milênio”. Aguardem maiores novidades!

Fabíola Aquino Coelho cineasta e jornalista

 

Fonte:  transcrição do editorial do jornal Agora On-Line –  http://agora-online.com.br/colunas/211-cacule-o-quilombo-de-um-homem-so  – acessado em 25.2.2016