Plantas do Nordeste – banco de imagens (da APNE)

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Fotos e nomes científicos das plantas típicas do Nordeste, especialmente do Bioma Caatinga, disponíveis no Banco de Dados de Imagens do CNIP/APNE  (Centro Nordestino de Informações sobre Plantas da Associação Plantas do Nordeste).

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A Associação Plantas do Nordeste – APNE, é uma entidade não-governamental, sem fins lucrativos, atuando na área de pesquisa e uso sustentável da vegetação natural do Nordeste.

Associação foi oficialmente estabelecida em julho de 1994, com sede em Recife, Pernambuco, sendo responsável, inicialmente, pela gestão do Programa Plantas do Nordeste – PNE.

O Nordeste brasileiro foi eleito como ponto focal do programa, pelos aspectos sociais da região, e pela biodiversidade regional, sendo o Nordeste um dos maiores centros mundiais de diversidade biológica, a exemplo da flora, cuja diversidade está estimada em cerca de 20.000 espécies.

O Programa Plantas do Nordeste, busca aprimorar-se na tarefa de promover conhecimento científico sobre a vegetação nativa da Região Nordeste do Brasil,  colocando-se a serviço da população da região.


Acessando o link é possível buscar pelo nome vulgar as plantas, assim como conhecer o nome científico,  que compõe ou estão presentes no Nordeste e no Bioma da Caatinga.
Ao clicar sobre o nome da planta,  é possível acessar fotos detalhadas.

http://www.cnip.org.br/banco_img.php

 

Fonte:  site da APNE – http://www.plantasdonordeste.org –   acessado em 21.2.2016

 

 

 

 

 

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O Bioma Caatinga

Segundo o IBF – Instituto Brasileiro de Florestas:

“Este bioma, abrange 9,92% do território nacional, ocupando uma área de 844.453 Km², é constituída principalmente por savana estépica. A Caatinga ocupa a totalidade do estado do Ceará e parte do território de Alagoas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Levantamentos sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência de 40 espécies de lagartos, sete espécies de anfibenídeos (espécies de lagartos sem pés), 45 espécies de serpentes, quatro de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios anuros e uma de Gymnophiona.

De acordo com o IBGE, 27 milhões de pessoas vivem atualmente no polígono das secas. A extração de madeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Na região da Caatinga, ainda é praticada a agricultura de sequeiro.

Os ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados.”

 

Fonte e transcrição:  site IBF – http://www.ibflorestas.org.br/pt/bioma-caatinga.html – acessado em 15.2.2016

A Caatinga

Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Região de clima semi-árido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente.

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A Caatinga apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.

No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas “ilhas de umidade” e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior.

Através de caminhos diversos, os rios regionais saem das bordas das chapadas, percorrem extensas depressões entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando ao mar, ou engrossando as águas do São Francisco e do Parnaíba (rios que cruzam a Caatinga). Das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascente na região permanecem secos por cinco a sete meses do ano. Apenas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.

Quando chove, no início do ano, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas. A fauna volta a engordar. Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagüi-do-nordeste, entre outros.

Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga, em quase 800 mil km2 de área. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.

Mesmo quando chove, o solo pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada (médias entre 25°C e 29°C) provoca intensa evaporação. Na longa estiagem os sertões são, muitas vezes, semidesertos que, apesar do tempo nublado, não costumam receber chuva.

 

 Curiosidades sobre a Caatinga:

· Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.

· A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.

· Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.

· Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).

· Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.

· Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o ‘inselberg’, bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.

· Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.

· A perda das folhas da vegetação da Caatinga é estratégica. Sem folhas, as plantas reduzem a superfície de evaporação quando falta água.

· No idioma tupi, Caatinga quer dizer Mata Branca, referência à vegetação sem folhas que predomina durante a época de seca.
Clique aqui e baixo o mapa (direto do site da WWF Brasil).

 

Fonte e transcrição:  site WWF Brasil – http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_caatinga/ – acessado em 15.2.2016

Caatinga (PELD, UFPE)

A Caatinga é o único Bioma exclusivamente brasileiro e certamente é um dos mais alterados pelas atividades humanas nos últimos séculos, (Almeida et al., 2009). Segundo o Ministério do Meio Ambiente-MMA (2003) é um ecossistema extremamente heterogêneo e inclui pelo menos uma centena de diferentes tipos de paisagens únicas.

Este bioma é típico do semiárido, resistente a secas e rico em recursos naturais. Localiza-se em uma das mais populosas regiões semiáridas do mundo e encontra-se em uma das áreas mais pobre do país, possuindo em seu entorno aproximadamente 28 milhões de habitantes. Diante da situação de pobreza e falta de acesso a políticas sociais adequadas a população pobre acaba exploração esse recurso natural de forma desordenada e insustentável. Assim, o bioma é explorado irracionalmente e essas explorações têm causado grandes impactos ambientais, sociais e econômicos transformando a população cada vez mais pobre e necessitada.

A Caatinga é o tipo de vegetação que cobre a maior parte da área com clima semiárido da região Nordeste do Brasil. Naturalmente, as plantas não têm características uniformes e os fatores ambientais são determinantes para definir essas características, e dentre esses fatores, o clima é considerado preponderante. Historicamente a região Nordeste sempre foi afetada por grandes secas ou grandes cheias. No semiárido nordestino, essa variabilidade climática, em particular as situações de seca, representa dificuldades para populações rurais do interior da região. Acredita-se que a vegetação nativa obedeça a uma dinâmica de expansão e retração, apresentando períodos de “exuberância” nas chuvas e de “dormência“ nas secas. Entretanto, pouco se conhece sobre essa dinâmica. (MMA, 2003).

A Caatinga, que possui uma fauna e flora com grande diversidade de espécies, há séculos tem sido submetida a um intenso processo de ocupação, na maioria das vezes promovida de modo a gerar grandes impactos ambientais.

Em meados da década de 80 havia mais de 4.500.000 ha com plantas de algodão, 80% dos quais concentrados no Semiárido brasileiro. Em virtude de questões econômicas, a ocorrência da praga do bicudo e políticas de governo ineficazes, o cultivo dessa cultura foi praticamente dizimado. As consequências sociais desse processo ainda hoje são sentidos, e uma grande pressão pelo uso da madeira existente na Caatinga tem provocado grandes modificações na cobertura vegetal, com impactos intensos no clima local.

Estudos mais recentes destacam que o Semiárido brasileiro será a região do País mais afetada pelas mudanças climáticas, com possibilidade de aumento na temperatura do ar de 2 a 4°C até o final deste século, e substanciais reduções na precipitação pluviométrica (Marengo et al., 2010). Embora as incertezas dos modelos climáticos empregados na previsão de tais cenários não sejam ainda bem conhecidas, muitos cientistas acreditam que as intervenções na busca de redução das emissões de gases do efeito estufa, e muitas outras medidas mitigadoras, devem ser imediatamente postas em prática. Nesse sentido, a resiliência desse importante bioma às oscilações climáticas atuais ainda não foi devidamente investigada e diferenciações marcantes entre áreas de Caatinga antropizada e preservada devem ser apoiadas com urgência.

Muitos estudos têm evidenciado que a matéria seca acumulada em dado bioma pode ser obtido em função da fração da radiação fotossintética absorvida e a radiação solar incidente, acumulados em dado intervalo de tempo. Nesse sentido, alguns estudos têm demonstrado ser possível obter a quantidade de carbono seqüestrado da atmosfera por meio de estimativas da eficiência de uso da luz e componentes da energia, com imagens orbitais (Namayanga, 2002; Bastianssen & Ali, 2003).

Os biomas de regiões semiáridas são dos mais vulneráveis às mudanças climáticas globais associadas aos efeitos de aquecimento global induzido pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Em paralelo, o crescimento populacional tem induzido uma expansão das fronteiras agrícolas sobre áreas de biomas nativos.

A variação espacial e temporal das condições da vegetação e da dinâmica dos ecossistemas pode ser monitorada por imagens de sensoriamento remoto, utilizando índice de vegetação espectral, (Perry & Lautenschlager, 1984; Cohen,1991). O índice de vegetação por diferença normalizada além de possibilitar o estudo da dinâmica do ecossistema, também pode ser utilizado nos estudos de mudanças do uso da terra, desertificação e processos de mudanças climáticas em escala regional e global, (Karnieli et al., 1996).

O monitoramento da superfície da terra em longa escala de tempo é necessário para descrever a resposta do ecossistema as variabilidades climáticas e antrópicas. Ecossistemas semiárido e áridos são os únicos ambientes fácies de detecção de mudanças da cobertura da terra devido à variação climática, isso porque à água é um fator limitante desse ecossistema, (Weiss et al., 2004).

O Sensoriamento remoto tem se caracterizado como um instrumento para o planejamento e monitoramento dos recursos naturais. A radiação eletromagnética incidente sobre a vegetação e o solo é parcialmente absorvida e refletida. A parte que é refletida pode ser captada por um espectroradiômetro que caracteriza a resposta espectral da vegetação e do solo.

 


 

O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cinentífico e Tecnológico (CNPq) tem como missão promover a organização / consolidação do conhecimento existente sobre a composição e funcionamento dos ecossistemas brasileiros, gerando ferramentas e informações para avaliar sua diversidade biológica. É um programa de pesquisa ecológica induzida, cuja execução está centrada numa rede de “sítios selecionados” representativos de vários ecossistemas brasileiros. O PELD está vinculado ao Programa Integrado de Ecologia (PIE) e teve sua aprovação pelo Fórum Nacional de Coordenadores de Cursos de Pós-graduação em ecologia e pelo presidente do CNPq em março de 1996.


 

 

Fonte:  transcrição do site Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD), da Universidade Federal de Pernambuco – link acessado em 2.1.2015:  https://www.ufpe.br/sercaatinga/index.php?option=com_content&view=article&id=300&Itemid=175

 

 

 

Caatinga é tema no Globo Rural

O programa Globo Rural, da Rede Globo, exibe em 13.3.2011 uma reportagem especial. O programa inteiro será dedicado à Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro.

A caatinga é a principal formação vegetal do semi-árido nordestino. A equipe de reportagem percorreu quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

O programa mostra plantas que conseguem sobreviver durante meses sem água e as riquezas em biodiversidade.

No sertão de Pernambuco, o corte de árvores para produzir lenha é uma ameaça ao bioma. Na região também há um novo jeito de fazer agricultura no sertão. As pessoas estão aprendendo a produzir com respeito às plantas e animais na caatinga.