A Barragem do Comocoxico

A barragem está localizada no município de Caculé (latitude: -14:32:42 e longitude: -42:16:41)  e sua construção foi finalizada em 1948.
Com capacidade de 1.500.000 m3  e uma vazão de 0,025 m3/s.

“As represas Anajé, Comocoxico, Divino, Morrinhos, Pedras e Tremedal estão situadas na Bacia do Rio de Contas e as represas Água Fria e Angico na Bacia do Rio Pardo.” [1]

“A Bacia do Rio de Contas, com área de 55.335 km2, a mais importante do Sudoeste da Bahia, é quase toda formada por terrenos cristalinos, onde os recursos de água subterrâneos são escassos.” [1]

“A Sub-Bacia do Rio do Antônio faz parte da Bacia do Rio das Contas, está localizada no Centro-Sul do Estado da Bahia, na região do Alto das Contas. Abrange os Municípios de Jacaraci, Licínio de Almeida, Caculé, Ibiassucê, Rio do Antônio, Guajeru, Malhada de Pedras e Brumado.
É iniciada a partir de uma rede de drenagem em Licínio de Almeida, formada pelos Rios Cachoeirão, Paiol, Salto, Batalhão, São Domingos, Barreiro e pelos riachos Fundo e Tamboril, sendo que a partir do encontro do Rio do Salto com o Paiol em Caculé é formado o Rio do Antônio. ” [2]

” O aumento da disponibilidade hídrica tem sido efetivado pela ativação dos recursos de superfície, sendo que atualmente existem mais de duas dezenas de açudes de grande e médio porte, com uma capacidade disponível total de armazenamento de mais de dois bilhões de metros cúbicos de água, da qual um volume significativo encontra-se com a qualidade deteriorada devido ao processo de salinização.” [1]

 

 

 

Fotos feitas por Edilson Ribeiro,  em 12.2.2017:


Fontes:
[1] transcrição do artigo “AVALIAÇÃO DA SALINIZAÇÃO DE AÇUDES NO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO POR ICP-AES” – José Soares dos Santos (UESB) e Elisabeth de Oliveira e Sérgio Massaro (USP) – de 22.3.1999 – link: http://www.scielo.br/pdf/qn/v23n4/2641.pdf – acessado em 15.2.2016
[2] transcrição do post no Blog do MODERA e conforme a GEOHIDRO (1993); CRA (1999) e MODERA (2002)  – https://moderamovimento.wordpress.com/bacia-do-rio-do-antonio/ – acessado em 26.2.2016

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Plantas do Nordeste – banco de imagens (da APNE)

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Fotos e nomes científicos das plantas típicas do Nordeste, especialmente do Bioma Caatinga, disponíveis no Banco de Dados de Imagens do CNIP/APNE  (Centro Nordestino de Informações sobre Plantas da Associação Plantas do Nordeste).

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A Associação Plantas do Nordeste – APNE, é uma entidade não-governamental, sem fins lucrativos, atuando na área de pesquisa e uso sustentável da vegetação natural do Nordeste.

Associação foi oficialmente estabelecida em julho de 1994, com sede em Recife, Pernambuco, sendo responsável, inicialmente, pela gestão do Programa Plantas do Nordeste – PNE.

O Nordeste brasileiro foi eleito como ponto focal do programa, pelos aspectos sociais da região, e pela biodiversidade regional, sendo o Nordeste um dos maiores centros mundiais de diversidade biológica, a exemplo da flora, cuja diversidade está estimada em cerca de 20.000 espécies.

O Programa Plantas do Nordeste, busca aprimorar-se na tarefa de promover conhecimento científico sobre a vegetação nativa da Região Nordeste do Brasil,  colocando-se a serviço da população da região.


Acessando o link é possível buscar pelo nome vulgar as plantas, assim como conhecer o nome científico,  que compõe ou estão presentes no Nordeste e no Bioma da Caatinga.
Ao clicar sobre o nome da planta,  é possível acessar fotos detalhadas.

http://www.cnip.org.br/banco_img.php

 

Fonte:  site da APNE – http://www.plantasdonordeste.org –   acessado em 21.2.2016

 

 

 

 

 

Mapa Geológico do Estado da Bahia

Mapa do RIGeo,  versão 1.1 – Atualização Maio 2003, Escala 1:1.000.000.
mapa geologico da Bahia

O RIGeo – Repositório Institucional de Geociências tem como objetivo permitir o acesso integral à produção intelectual dos pesquisadores da instituição, preservar a memória científica gerada ao longo dos anos, fomentar a pesquisa científica na área de geociências e demais áreas do conhecimento, permitir o livre acesso às publicações dos autores-pesquisadores da instituição e, desta forma, estar em consonância com o Movimento Internacional de Acesso Livre à informação científica.

Clique aqui para acessar o mapa (direto do site do RIGeo) – arquivo em PDF

 

Fonte: RIGeo – Repositório Institucional de Geociências  – http://rigeo.cprm.gov.br/xmlui/bitstream/handle/doc/8665/Geolog_1.pdf?sequence=1 – acessado em 15.2.2015

O Bioma Caatinga

Segundo o IBF – Instituto Brasileiro de Florestas:

“Este bioma, abrange 9,92% do território nacional, ocupando uma área de 844.453 Km², é constituída principalmente por savana estépica. A Caatinga ocupa a totalidade do estado do Ceará e parte do território de Alagoas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Levantamentos sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência de 40 espécies de lagartos, sete espécies de anfibenídeos (espécies de lagartos sem pés), 45 espécies de serpentes, quatro de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios anuros e uma de Gymnophiona.

De acordo com o IBGE, 27 milhões de pessoas vivem atualmente no polígono das secas. A extração de madeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Na região da Caatinga, ainda é praticada a agricultura de sequeiro.

Os ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados.”

 

Fonte e transcrição:  site IBF – http://www.ibflorestas.org.br/pt/bioma-caatinga.html – acessado em 15.2.2016

A Caatinga

Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Região de clima semi-árido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente.

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A Caatinga apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.

No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas “ilhas de umidade” e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior.

Através de caminhos diversos, os rios regionais saem das bordas das chapadas, percorrem extensas depressões entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando ao mar, ou engrossando as águas do São Francisco e do Parnaíba (rios que cruzam a Caatinga). Das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascente na região permanecem secos por cinco a sete meses do ano. Apenas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.

Quando chove, no início do ano, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas. A fauna volta a engordar. Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagüi-do-nordeste, entre outros.

Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga, em quase 800 mil km2 de área. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.

Mesmo quando chove, o solo pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada (médias entre 25°C e 29°C) provoca intensa evaporação. Na longa estiagem os sertões são, muitas vezes, semidesertos que, apesar do tempo nublado, não costumam receber chuva.

 

 Curiosidades sobre a Caatinga:

· Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.

· A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.

· Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.

· Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).

· Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.

· Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o ‘inselberg’, bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.

· Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.

· A perda das folhas da vegetação da Caatinga é estratégica. Sem folhas, as plantas reduzem a superfície de evaporação quando falta água.

· No idioma tupi, Caatinga quer dizer Mata Branca, referência à vegetação sem folhas que predomina durante a época de seca.
Clique aqui e baixo o mapa (direto do site da WWF Brasil).

 

Fonte e transcrição:  site WWF Brasil – http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_caatinga/ – acessado em 15.2.2016