João Carlos de Castro Cavalcanti

João Carlos de Castro Cavalcanti, mais conhecido por João Cavalcanti ou J.C.  – nascido em Caculé, a 26 de outubro de 1948 –   é um geólogo e empresário brasileiro, reconhecido pela descoberta de jazidas de terras raras em Serra do Ramalho e ferrífera em Caetité, no estado da Bahia, entre outras pelas quais é considerado um “farejador de minérios” e foi definido pelo The New York Times como o “geólogo que fala com o cosmo”, descobertas estas que lhe renderam fortuna e notoriedade.

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Formação Educacional:
Formou-se em Geologia pela Escola de Geologia com extensão em Engenharia de Minas, pela Universidade Federal da Bahia, Salvador-BA, 1971.

Atividade Profissional:
Iniciou sua carreira nos grupos Pignatari, atual Caraíba Mineração e Ferbasa. No setor público, funcionário da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM, e da Companhia de Recursos Minerais – CRM. Na década de 80 montou uma fábrica de calcário em Santa Maria da Vitória, explorando fontes de água mineral, comercializando para grandes cervejarias; acreditou no potencial econômico das formações ferríferas de Caetité e investiu na região da Serra Geral, abrangendo os municípios de Caetité, Guanambi, Urandi, Caculé, Ibiassucê, e Licínio de Almeida, além dos estados de Minas Gerais e Tocantins. Fez consultoria para empresas: Brahma, MRM, Votorantim, EBX – grupo de Eike Batista, Odebrecht.

 

Artigos e Reportagens:

O Geólogo que virou Bilionário
Artigo no Jornal O Estadão  –  16.7.2008
Acessar no link: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-geologo-que-virou-bilionario,190056

Bilionário minerador de Caetité, João Cavalcanti tem carros de luxo penhorados pela Justiça
Reportagem no Jornal CN-Caetité Notícias de 10.10.2015
Acessar o link: http://www.caetitenoticias.com.br/portalcn5/noticia/bilionrio-minerador-de-caetit-joo-cavalcanti-tem-carros-de-luxo-penhorados-pela-justia/2046

O bilionário de Geddel
João Carlos Cavalcanti tem R$ 2 bilhões, não gosta de Carnaval, odeia axé e quer ser vice-governador da Bahia
Revista Isto É Independente de 9.4.2010
Acessar o link: http://www.istoe.com.br/reportagens/64121_O+BILIONARIO+DE+GEDDEL

 

 

Fontes:
– Wikipedia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Carlos_de_Castro_Cavalcanti – acessado em 25.2.2016
– Assembléia Legislativa da BA – ALBA – http://www.al.ba.gov.br/assembleia/Titulos-Interna.php?id=287 – acessado em 24.2.2016

 

 

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Nos Trilhos do Trem Baiano: Da Instalação a Extinção do Transporte Ferroviário de Passageiros e seus Impactos no Modo de Vida no Norte de Minas Gerais

Dissertação intitulada “Nos Trilhos do Trem Baiano: da Instalação a Extinção do Transporte Ferroviário de Passageiros e seus impactos no modo de vida no Norte de Minas Gerais” de autoria da Mestranda Maria Natividade Maia e Almeida, apreciada pela banca examinadora em 17 de Junho de 2013, constituída pelos professores:

Prof. Dr. Clóvis Roberto Zimmermann (UFBA – Orientador)
Profª. Dra. Maria Da Luz Alves Ferreira (UNIMONTES – Examinadora)
Prof. Dr. Herbert Toledo Martins (UFRB – Examinador)
CACHOEIRA, BAHIA, JUNHO DE 2013.

O Estado brasileiro na década de 1990, atendendo as diretrizes do Consenso de Washington, desenvolveu o Plano Nacional de Desestatização, com o qual procurava adaptar o Estado ao modelo neoliberal, adequando-se ao estado mínimo.
Assim, em 1996, ocorreu a privatização do transporte ferroviário de cargas no Brasil e indicou a extinção do transporte ferroviário de passageiros.

O objetivo deste trabalho foi compreender os impactos no modo de vida da população estabelecida às margens da ferrovia entre os municípios de Montes Claros e Monte Azul, no norte de Minas Gerais, tendo como foco as comunidades de Orion, Quem-Quem e Tocandira, a partir da instalação, privatização do transporte ferroviário de cargas e da extinção do transporte ferroviário de passageiros.
Utilizou-se a metodologia qualitativa, desenvolvendo um estudo exploratório, descritivo e analítico. As ferramentas de coleta de dados utilizadas foram Snowball, entrevista em profundidade a 15 moradores das três comunidades, estudo da documentação legal referente à privatização, leilão e concessão da exploração do serviço de transporte ferroviário. Para análise dos resultados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin.

Os resultados alcançados permitem afirmar que a instalação da ferrovia a partir de 1940, na região, foi fator de estímulo ao desenvolvimento, povoamento e surgimento de cidades e pequenas localidades, consolidando um novo modo de vida.
A privatização e desativação do transporte de cargas e de passageiros em 1996 causaram impactos neste modo de vida. Muitos perderam a atividade laboral, famílias se mudaram das localidades que ficaram sem qualquer tipo de transporte.
O governo não preparou e nem teve uma relação de atenção a estas comunidades atingidas por sua ação, condizendo com a perspectiva neoliberal.
Os programas de renda mínima e outras políticas públicas possibilitaram a sobrevivência e melhoria de vida de uma parcela da população brasileira em todo o país. Ocorreu ampliação do mercado de trabalho em áreas como lavoura e construção civil.
A estruturação da malha rodoviária na região permite afirmar que o transporte ferroviário, permanecendo sua oferta nos moldes em que foi interrompido, dificilmente atenderia as exigências de rapidez em que se insere esta outra modalidade.

Para ler a dissertação na íntegra (em PDF), acessar o link :
http://www.repositorio.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/778/1/Dissertao_Maria_Natividade_Maia_e_Almeida%20Copy.pdf

 

Fonte:  Dissertação de autoria da Mestranda Maria Natividade Maia e Almeida, apreciada pela banca examinadora em 17 de Junho de 2013, na  UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA – UFRB  (PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS: CULTURA, DESIGUALDADE E DESENVOLVIMENTO)  – http://www.repositorio.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/778/1/Dissertao_Maria_Natividade_Maia_e_Almeida%20Copy.pdf  – acessado em 21.2.2016

 

 

Mapa Geológico do Estado da Bahia

Mapa do RIGeo,  versão 1.1 – Atualização Maio 2003, Escala 1:1.000.000.
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O RIGeo – Repositório Institucional de Geociências tem como objetivo permitir o acesso integral à produção intelectual dos pesquisadores da instituição, preservar a memória científica gerada ao longo dos anos, fomentar a pesquisa científica na área de geociências e demais áreas do conhecimento, permitir o livre acesso às publicações dos autores-pesquisadores da instituição e, desta forma, estar em consonância com o Movimento Internacional de Acesso Livre à informação científica.

Clique aqui para acessar o mapa (direto do site do RIGeo) – arquivo em PDF

 

Fonte: RIGeo – Repositório Institucional de Geociências  – http://rigeo.cprm.gov.br/xmlui/bitstream/handle/doc/8665/Geolog_1.pdf?sequence=1 – acessado em 15.2.2015

O Bioma Caatinga

Segundo o IBF – Instituto Brasileiro de Florestas:

“Este bioma, abrange 9,92% do território nacional, ocupando uma área de 844.453 Km², é constituída principalmente por savana estépica. A Caatinga ocupa a totalidade do estado do Ceará e parte do território de Alagoas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Levantamentos sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência de 40 espécies de lagartos, sete espécies de anfibenídeos (espécies de lagartos sem pés), 45 espécies de serpentes, quatro de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios anuros e uma de Gymnophiona.

De acordo com o IBGE, 27 milhões de pessoas vivem atualmente no polígono das secas. A extração de madeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Na região da Caatinga, ainda é praticada a agricultura de sequeiro.

Os ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados.”

 

Fonte e transcrição:  site IBF – http://www.ibflorestas.org.br/pt/bioma-caatinga.html – acessado em 15.2.2016

A Caatinga

Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Região de clima semi-árido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente.

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A Caatinga apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.

No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas “ilhas de umidade” e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior.

Através de caminhos diversos, os rios regionais saem das bordas das chapadas, percorrem extensas depressões entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando ao mar, ou engrossando as águas do São Francisco e do Parnaíba (rios que cruzam a Caatinga). Das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascente na região permanecem secos por cinco a sete meses do ano. Apenas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.

Quando chove, no início do ano, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas. A fauna volta a engordar. Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagüi-do-nordeste, entre outros.

Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga, em quase 800 mil km2 de área. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.

Mesmo quando chove, o solo pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada (médias entre 25°C e 29°C) provoca intensa evaporação. Na longa estiagem os sertões são, muitas vezes, semidesertos que, apesar do tempo nublado, não costumam receber chuva.

 

 Curiosidades sobre a Caatinga:

· Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.

· A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.

· Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.

· Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).

· Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.

· Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o ‘inselberg’, bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.

· Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.

· A perda das folhas da vegetação da Caatinga é estratégica. Sem folhas, as plantas reduzem a superfície de evaporação quando falta água.

· No idioma tupi, Caatinga quer dizer Mata Branca, referência à vegetação sem folhas que predomina durante a época de seca.
Clique aqui e baixo o mapa (direto do site da WWF Brasil).

 

Fonte e transcrição:  site WWF Brasil – http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_caatinga/ – acessado em 15.2.2016

Caatinga (PELD, UFPE)

A Caatinga é o único Bioma exclusivamente brasileiro e certamente é um dos mais alterados pelas atividades humanas nos últimos séculos, (Almeida et al., 2009). Segundo o Ministério do Meio Ambiente-MMA (2003) é um ecossistema extremamente heterogêneo e inclui pelo menos uma centena de diferentes tipos de paisagens únicas.

Este bioma é típico do semiárido, resistente a secas e rico em recursos naturais. Localiza-se em uma das mais populosas regiões semiáridas do mundo e encontra-se em uma das áreas mais pobre do país, possuindo em seu entorno aproximadamente 28 milhões de habitantes. Diante da situação de pobreza e falta de acesso a políticas sociais adequadas a população pobre acaba exploração esse recurso natural de forma desordenada e insustentável. Assim, o bioma é explorado irracionalmente e essas explorações têm causado grandes impactos ambientais, sociais e econômicos transformando a população cada vez mais pobre e necessitada.

A Caatinga é o tipo de vegetação que cobre a maior parte da área com clima semiárido da região Nordeste do Brasil. Naturalmente, as plantas não têm características uniformes e os fatores ambientais são determinantes para definir essas características, e dentre esses fatores, o clima é considerado preponderante. Historicamente a região Nordeste sempre foi afetada por grandes secas ou grandes cheias. No semiárido nordestino, essa variabilidade climática, em particular as situações de seca, representa dificuldades para populações rurais do interior da região. Acredita-se que a vegetação nativa obedeça a uma dinâmica de expansão e retração, apresentando períodos de “exuberância” nas chuvas e de “dormência“ nas secas. Entretanto, pouco se conhece sobre essa dinâmica. (MMA, 2003).

A Caatinga, que possui uma fauna e flora com grande diversidade de espécies, há séculos tem sido submetida a um intenso processo de ocupação, na maioria das vezes promovida de modo a gerar grandes impactos ambientais.

Em meados da década de 80 havia mais de 4.500.000 ha com plantas de algodão, 80% dos quais concentrados no Semiárido brasileiro. Em virtude de questões econômicas, a ocorrência da praga do bicudo e políticas de governo ineficazes, o cultivo dessa cultura foi praticamente dizimado. As consequências sociais desse processo ainda hoje são sentidos, e uma grande pressão pelo uso da madeira existente na Caatinga tem provocado grandes modificações na cobertura vegetal, com impactos intensos no clima local.

Estudos mais recentes destacam que o Semiárido brasileiro será a região do País mais afetada pelas mudanças climáticas, com possibilidade de aumento na temperatura do ar de 2 a 4°C até o final deste século, e substanciais reduções na precipitação pluviométrica (Marengo et al., 2010). Embora as incertezas dos modelos climáticos empregados na previsão de tais cenários não sejam ainda bem conhecidas, muitos cientistas acreditam que as intervenções na busca de redução das emissões de gases do efeito estufa, e muitas outras medidas mitigadoras, devem ser imediatamente postas em prática. Nesse sentido, a resiliência desse importante bioma às oscilações climáticas atuais ainda não foi devidamente investigada e diferenciações marcantes entre áreas de Caatinga antropizada e preservada devem ser apoiadas com urgência.

Muitos estudos têm evidenciado que a matéria seca acumulada em dado bioma pode ser obtido em função da fração da radiação fotossintética absorvida e a radiação solar incidente, acumulados em dado intervalo de tempo. Nesse sentido, alguns estudos têm demonstrado ser possível obter a quantidade de carbono seqüestrado da atmosfera por meio de estimativas da eficiência de uso da luz e componentes da energia, com imagens orbitais (Namayanga, 2002; Bastianssen & Ali, 2003).

Os biomas de regiões semiáridas são dos mais vulneráveis às mudanças climáticas globais associadas aos efeitos de aquecimento global induzido pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Em paralelo, o crescimento populacional tem induzido uma expansão das fronteiras agrícolas sobre áreas de biomas nativos.

A variação espacial e temporal das condições da vegetação e da dinâmica dos ecossistemas pode ser monitorada por imagens de sensoriamento remoto, utilizando índice de vegetação espectral, (Perry & Lautenschlager, 1984; Cohen,1991). O índice de vegetação por diferença normalizada além de possibilitar o estudo da dinâmica do ecossistema, também pode ser utilizado nos estudos de mudanças do uso da terra, desertificação e processos de mudanças climáticas em escala regional e global, (Karnieli et al., 1996).

O monitoramento da superfície da terra em longa escala de tempo é necessário para descrever a resposta do ecossistema as variabilidades climáticas e antrópicas. Ecossistemas semiárido e áridos são os únicos ambientes fácies de detecção de mudanças da cobertura da terra devido à variação climática, isso porque à água é um fator limitante desse ecossistema, (Weiss et al., 2004).

O Sensoriamento remoto tem se caracterizado como um instrumento para o planejamento e monitoramento dos recursos naturais. A radiação eletromagnética incidente sobre a vegetação e o solo é parcialmente absorvida e refletida. A parte que é refletida pode ser captada por um espectroradiômetro que caracteriza a resposta espectral da vegetação e do solo.

 


 

O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cinentífico e Tecnológico (CNPq) tem como missão promover a organização / consolidação do conhecimento existente sobre a composição e funcionamento dos ecossistemas brasileiros, gerando ferramentas e informações para avaliar sua diversidade biológica. É um programa de pesquisa ecológica induzida, cuja execução está centrada numa rede de “sítios selecionados” representativos de vários ecossistemas brasileiros. O PELD está vinculado ao Programa Integrado de Ecologia (PIE) e teve sua aprovação pelo Fórum Nacional de Coordenadores de Cursos de Pós-graduação em ecologia e pelo presidente do CNPq em março de 1996.


 

 

Fonte:  transcrição do site Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD), da Universidade Federal de Pernambuco – link acessado em 2.1.2015:  https://www.ufpe.br/sercaatinga/index.php?option=com_content&view=article&id=300&Itemid=175