Os Tapetes Coloridos de Corpus Christi

A ornamentação de ruas e da Praça Matriz, para a celebração da Festa de Corpus Christi,  ganha vida e cores com a tradicional elaboração dos tapetes devocionais.
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foto no facebook ‘Católicos Caculeenses’, praça da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus
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confecção do tapete para a festa de Corpus Christi de 2015

 

“Pó de serragem, farinha de trigo, tapioca vencida, terra de todas as cores, areia, folhas e plantas” eram os materiais normalmente utilizados para a confecção dos tapetes devocionais, patrimônio imaterial da cultura de Caculé e região.   [11]
“Antigamente os desenhos eram feitos à mão livre, sugeridos por pessoas como minha avó, Dona Odília Santos Ribeiro, que ajudou por mais de 30 anos.”   [11]
Atualmente são usados desenhos prontos e pó de serragem coloridos.
Os tapetes eram feitos nas ruas onde a procissão passava (começando umas 3 horas antes da procissão ou da missa), geralmente na Av. Cônego Miguel Monteiro, desde o Posto W3 até a Praça da Igreja Matriz.
Aproximadamente 20 pessoas, moradores da rua, faziam os tapetes, outras orientavam e muitas pessoas assistiam nos passeios.   [11]
” Minha avó – Dona Odília –  emprestava um terço enorme, de 2 metros, para montar no chão.   O povo armava altar com santos, vasos de flores, tapetes caros, castiçais caros, velas caras, imagens de santos…Muito lindo!  ”   [11]
O trabalho era dividido em grupos.   “Cada grupo ficava encarregado de arrumar as frentes de suas casas.  Eu como sempre fui elétrica, ia subindo a avenida ajudando, dando palpites, para não repetir desenhos.”   [11]
Somente o padre pisava nos desenhos, os fiés evitavam.

Atualmente o percurso é menor, ficando mais próximo da Igreja Matriz; uma das razões foram algumas quedas e acidentes com pessoas de idade.

 


 

“Os tapetes são uma verdadeira intervenção urbana que agrega e mobiliza a comunidade. A arte dos tapetes não tem limites, pois envolve artistas, não artistas, moradores da rua por onde passa o cortejo e colaboradores” segundo Cézar Teixeira, Chefe de Gabinete da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP)   [2]

Uma beleza construída com detalhes para uma vida breve, que se desfaz após a passagem da procissão. Talvez seja justamente por ser uma obra de arte efêmera que não pode ser dobrada nem guardada que atrai tanto a atenção de turistas, moradores e fotógrafos. É preciso  captar tudo com olhar atento a todo tipo de detalhe. E o que importa mesmo é  o processo de construção do tapete, a união de um povo — com um mesmo propósito de confeccionar sentidos e fé — que contribui para a manter a tradição. “Encanto aos olhos, tradição da cidade, história que faz parte do patrimônio, poéticas que são construídas. Uma intervenção artística e urbana que traduz essa relação com a fé”, completa Cézar.   [2]

 

Os tapetes de serragem têm sido, nas cidades de origem paroquial católica, uma expressão coletiva artesanal associada a cortejos em via pública. ….  os tapetes de serragem têm grande notabilidade na Semana Santa e manifestam-se como desenho em três distintas escalas –a do bairro, a da rua e a da casa– implicando em sentidos diversos para a memória coletiva e a divisão social do trabalho. A observação de sua execução permite perceber as ressignificações dessa tradição. Pode-se avaliar os princípios, técnicas e materiais utilizados, o que aponta para um saber que se incorpora como patrimônio imaterial da
comunidade.   [1]

O tapete de serragem é típico, no Brasil, das festas de Semana Santa, Corpus Christi e daquelas dedicadas aos santos padroeiros. Pressupõe-se haver, nas cidades em que comparece, uma forte religiosidade.   [1]

O tapete desperta interesse para investigação para além de seus aspectos iconográficos, presentes em toda sua extensão; ou cenográficos, por compor ambiência própria para um rito espetacularizado, ao longo das ruas perfiladas; mas também por manifestar maneiras de produção espacial que utilizam modos próprios de repropor momentaneamente a própria espacialidade da cidade, espacialmente mediante uma atividade coletiva de desenho.   [1]

 

A Religiosidade do Momento:

A SEMANA SANTA

Toda a Quaresma nos prepara para celebrar com as disposições necessárias a Semana Santa. Ela se inicia com a celebração da Entrada de Jesus em Jerusalém, o Domingo de Ramos. O povo simples e fervoroso aclama Jesus como Salvador.

O Domingo de Ramos é conhecido pela bênção de ramos de árvores e a aspersão da água benta.
Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi; bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Levados para as nossas casas, os ramos lembram-nos de que estamos unidos a Cristo no nosso caminho de calvário, mas que chegaremos à Ressurreição. Amém!

Na Missa dos Santos Óleos a Igreja celebra a Instituição do Sacramento da Ordem e a bênção dos santos óleos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Na Missa do Lava-pés, na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a Última Ceia de Jesus com os Apóstolos onde Ele instituiu a Sagrada Eucaristia e deu suas últimas orientações aos Apóstolos.

Na Sexta-Feira Santa a Igreja guarda o grande silêncio diante da celebração da morte do seu Senhor. Às três horas da tarde é celebrada a Paixão e Morte do Senhor. Em seguida, a Procissão do Senhor Morto por cada um de nós. Cristo não está morto, e nem morre outra vez, mas celebrar a sua Morte é participar dos frutos da Redenção.

Na Vigília Pascal a Igreja canta o “Exultet”, o canto da Páscoa, a celebração da Ressurreição do Senhor que venceu a morte, a dor, o inferno, o pecado. É o canto da Vitória.

Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre. É recomeçar uma vida nova, longe do pecado e em comunhão mais íntima com Deus. Esta é a Semana Santa que o mundo precisa celebrar para vencer seus males, suas tristezas, suas desesperanças.
Prof. Felipe Aquino    [10]

 

FESTA DE CORPUS CHRISTI

” A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi é celebrada na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Prof. Felipe Aquino ”   [10]

 

História dos Tapetes no Brasil :
Sua confecção teve origem em Portugal e chegou ao Brasil com os imigrantes lusitanos, durante o período colonial. Aqui a técnica foi enriquecida pelo barroco.

Mariana, primeira capital de Minas Gerais, logo adotou o costume. Em 1745, por ordem de Dom João V, a região foi elevada à cidade (a primeira de Minas) e teve Dom Frei Manoel da Cruz nomeado como bispo (também o primeiro de Minas), o que aumentou sua população católica. Em 15 de outubro de 1748, Dom Frei Manuel entrou com todas as pompas em Mariana, iniciando uma das maiores festas realizadas na Capitania das Minas, o Áureo Trono Episcopal. “Foi nesta época que a população começou a se unir para confeccionar os famosos tapetes enfeitam as ruas do centro histórico da cidade”, relata Marcílio Vieira Queiroz, secretário de Cultura e Turismo de Mariana.   [3]

Fazer tapetes em ocasiões festivas chegou a nós por uma tradição européia, desde os cortejos triunfais romanos. Mas a relação de festivais religiosos com decoração urbana e práticas espetaculares está presente também no hinduísmo e em outras crenças. No barroco brasileiro esse caráter teve enorme expressividade.   [5]

 

Para o historiador do Iepha/MG, Francisco Mendonça Júnior, as comemorações religiosas pautam a organização das comunidades de forma que sua rotina passa a girar muito em torno destes eventos. Ele explica com a ideia de que haveria uma espécie de calendário sagrado, ou religioso, atuando paralelamente ao oficial (ou profano, ligado ao cotidiano). “Essas festividades religiosas marcam um momento em que as atenções são voltadas quase totalmente à devoção e ao reencontro das comunidades. É a hora eleita por aqueles membros que foram morar em outros locais para retornar e celebrar uma fé coletiva. Comemorações religiosas têm esse poder de vincular as pessoas e reforçar mecanismos de pertencimento em uma comunidade, mesmo que não haja a convivência cotidiana”, explica o historiador.   [4]
Tapetes de serragem com a representação de imagens sacras é uma tradição da Semana Santa. Uuma oficina realizada pelo artista plástico de Ouro Preto, Rodrigo Câmara, mostrou o costume para as crianças e os adultos no bairro Santa Teresa, em Belo Horizonte:


” Após a Sexta-Feira da Paixão … , o sábado tem sabor de interlúdio para meditação.
É na madrugada entre o sábado e o domingo, Shabat ressignificado, que se localiza o objeto/evento de nosso interesse; é quando as intenções da comunidade se voltarão para, num ato de fé, esperar pela ressurreição do Senhor até o amanhecer, dedicando a noite à execução do tapete, e reservando o domingo ao descanso.
Interessa muito verificar se, pela maneira como é construído e usado, o tapete possa fazer emergirem memórias sobre a cidade, na forma de antigas relações de apropriação do espaço, mediante a performance coletiva.
Por exemplo, fazendo reascender papéis sociais –e suas relações de localidade afetual (BIÃO), de topofilia (TUAN)– que pareciam desaparecidos, tendo sido apenas silenciadas
no cotidiano. Visto que a própria construção do tapete, ato festivo durante a madrugada, ocorre de maneira socialmente acordada e constitui em si um espetáculo, é esperado que ele atue como um meio de atualização de memórias:
“la performance también funciona como una epistemología, como un modo de comprender, como um conocimiento” (TAYLOR, 2003).
Várias maneiras diferentes são empregadas na criação do tapete, o que em si constitui espetáculo admirável, e motivam a uma urgente taxonomia da técnica, em razão da constante introdução de novos materiais e seus procedimentos de trabalho mais favoráveis (como borrachas coloridas, papéis laminados metalizados etc.), o que significa que a tradição está se atualizando.
De fato, o próprio uso da serragem já representou uma introdução, pois a apenas 40 anos o uso corrente era de folhagens e flores. O vibrante colorido se deve à presença ainda mais recente de anilinas sintéticas, outro avanço rapidamente incorporado em substituição à parca paleta obtida antes pelo uso do pó Xadrez. Por sua vez, o escasseamento de madeiras de cerne claro, mais dóceis ao corte e preferidas pela indústria moveleira, indica que os matizes de vermelho ganharão cada vez mais espaço diante dos amarelos. Em compensação, o azul tem ótima representação por meio da raspa de couro, mas esta comparece em quantidades menos expressivas que o subproduto do trabalho das serrarias.”    [6]

 


Videos de tapetes pelo Brasil:

 
http://g1.globo.com/minas-gerais/videos/v/tapetes-de-serragem-mantem-tradicao-de-celebracao-de-corpus-christi-em-bh-e-em-sabara/4229494/

 



 

Fontes:

[1]   artigo TAPETE DE SERRAGEM DA SEMANA SANTA EM OURO PRETO:
DESENHOS, ESCALAS E SIGNIFICADOS – autor: Esequias Souza de Freitas –
IFBA-Instituto Federal de Educação da Bahia  – http://wright.ava.ufsc.br/~grupohipermidia/graphica2013/trabalhos/TAPETE%20DE%20SERRAGEM%20DA%20SEMANA%20SANTA%20EM%20OURO%20PRETO%20DESENHOS%20ESCALAS%20E%20SIGNIFICADOS.pdf – acessado em 19.3.32016

[2]   http://revistasagarana.com.br/paixao-e-fe/  –  acessado em 22.3.2016

[3] site  do IPHEA / MG – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais  – DEVOÇÃO DE FÉ CRISTÃ NOS TAPETES DE SERRAGEM   – http://www.iepha.mg.gov.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=637 –  acessado em 21.3.2016

[4]   site do IPHEA / MG – FÉ E CULTURA POPULAR NA SEMANA SANTA – http://www.iepha.mg.gov.br/banco-de-noticias/793-iephamg-apresenta-fe-e-cultura-popular-na-semana-santa – acessado em 20.3.2016

[5]   artigo TAPETE DE SERRAGEM DA SEMANA SANTA: ASPECTOS DESENHÍSTICOS
DE UMA TRADIÇÃO DA CIDADE DE OURO PRETO   – autor: Esequias Souza de Freitas
Especialista, UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana-BA  – http://www.unicamp.br/chaa/eha/atas/2008/DE%20FREITAS,%20Esequias%20Souza%20-%20IVEHA.pdf –  acessado em 22.3.2016

[6]   transcrição do artigo TAPETE DE SERRAGEM DA SEMANA SANTA: ASPECTOS DESENHÍSTICOS DE UMA TRADIÇÃO DA CIDADE DE OURO PRETO – autor: Esequias Souza de Freitas Especialista, UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana-BA – http://www.unicamp.br/chaa/eha/atas/2008/DE%20FREITAS,%20Esequias%20Souza%20-%20IVEHA.pdf – acessado em 22.3.2016

[7]   trabalho: Paisagem Cultural do Itinerário dos Tapetes de Serragem da Semana Santa – autor: Esequias Souza de Freitas  – http://www.forumpatrimonio.com.br/paisagem2014/artigos/pdf/106.pdf – acessado em 22.3.2016

[8]   artigo DO ENCONTRO DE DIFERENTES A UMA FESTA DE IGUAIS: UMA ANÁLISE DA SOCIEDADE PORTUGUESA NAS FESTAS ENTRE OS SÉCULOS XV E XX – autor: Pedro Henrique Victorasso – Mestrando em História – UNESP – http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/oficinadohistoriador/article/viewFile/15004/11579 –  acessado em 22.3.2016

[9]   página do Diário do Sisal  – http://www.diariodosisal.com.br/pg-noticia.php?id=11605&cat=24&sub=171&dest=9  –  acessada em 22.3.2016

[10]   página da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Caculé – https://scjcacule.wordpress.com/ –  acessado em 23.3.2016

[11]   entrevista com Solange Graia, em 22.3.2016

 

 

 

 

 

 

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus

Em 1860, Dona Rosa doou um terreno  ao “Sagrado Coração de Jesus” para ser erguida uma capela sob essa invocação.
A paróquia Sagrado Coração de Jesus de Caculé foi fundada em 1902 e é pertencente à diocese de Caetité.

 

Filmado em maio de 2015:

 

Vista aérea da cidade  - BA28217
foto aérea, sem data, com a antiga igreja matriz, cine teatro Eng. Dórea, o Paço e parte da cidade, disponível no IBGE

A História:

Em 1860, Dona Rosa doou um terreno ao Sagrado Coração de Jesus para ser erguida uma capela sob essa invocação, no local onde, atualmente, se ergue a cidade. No entanto, a ideia de construir essa primeira capela foi de Dona Ana Tereza, mãe de Dona Rosa.
Com a morte da sua genitora que não teve a satisfação de ver o seu ideal religioso concretizado, Dona Rosa se empenhou para a construção desse sonho.
Com o término das obras, a primeira missa foi celebrada pelo Padre Joaquim Pedro Garcia Leal, sobrinho de Dona Rosa Prates e Vigário de Umburanas.
Além disso, Dona Rosa Prates também fez um testamento dando alforria para todos os seus escravos da Fazenda, além de deixar vários pedaços de terra entre todos eles, afim de que os mesmo pudessem se manter após a sua morte. [3]

Com a construção da Capela, a alforria dos escravos que tinham terra para plantar, juntamente com a presença da estrada real que cortava a região e dava acesso aos viajantes, se formou ali, com o passar do anos, um vilarejo que foi se desenvolvendo de forma promissora.
Assim, em 23 de julho de 1880, essa região do Santíssimo Coração de Jesus de Caculé foi eleva a “Distrito de Paz” por meio da Lei Provincial de n° 2.093.
Vinte e dois anos depois, em agosto de 1902, devido ao amplo progresso da região de Caculé, a sede da freguesia foi transferida para lá por ato do Arcebispo da Bahia na época, Dom Jerônimo Tomé da Silva. [3]

 

 


O Pároco:

Padre Gilvan Pereira Rodrigues, atual pároco da paróquia Sagrado Coração de Jesus de Caculé e administrador da diocese de Caetité-BA, completa 16 anos de vida sacerdotal* no dia 17 de outubro de 2015, exercendo esse sublime ministério com sabedoria e de coração aberto.

“Nós o parabenizamos neste dia tão especial para o senhor e para nós que temos o grato privilégio de fazer parte de sua jornada missionária. Agradecemos pelo seu contínuo zelo e louvamos a Deus pelo dom de sua vida. Que o Espírito Santo o ilumine sempre, também concedendo-lhe saúde e paz.
Padre Gilvan, parabéns! Abraço carinhoso.
Pastoral da Comunicação Diocesana”  [4]

* Vale lembrar que padre Gilvan fez aniversário natalício no dia 19 de setembro. [4]

O Colégio de Consultores da Diocese de Caetité, reunido no dia 4 de agosto de 2015, no CTL, em Caetité, escolheu o Administrador Diocesano para o período de Sede Vacante.
O escolhido foi o Padre Gilvan Pereira Rodrigues, 42 anos de idade e 16 anos de ministério, pároco de Caculé e até então Coordenador Diocesano de Pastoral.
“Que a Palavra do Santo Evangelho da liturgia de hoje lhe motive e fortaleça: “Não tenham medo! Sou eu mesmo!” disse o Senhor aos discípulos medrosos no meio do mar…
Padre Eutrópio”

 


 

A Paróquia:

endereço: Praça Coração de Jesus, 125
Pároco: Padre Gilvan Pereira Rodrigues
Secretário paroquial: Denis Silva Lopes, substituindo Matheus Souza, que ficou na função até dezembro de 2014.

 

 

 


 

Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu.

A devoção ao Coração divino de Jesus Cristo começou a ser praticada, em sua essência, já no início da Igreja, pois os Santos tiveram muito presente, ao honrar a Jesus Cristo, que tinha manifestado seu Coração, símbolo de seu amor em momentos augustos. Contudo, esta devoção, em sua forma atual, deve-se às revelações que o próprio Cristo fez a Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando em 16 de junho de 1657, descobrindo seu Coração, disse-lhe:

“Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza que têm para mim neste sacramento de amor”.

Oferecimento ao Sagrado Coração de Jesus – Meu dulcíssimo Jesus, que em vossa infinita e dulcíssima misericórdia prometestes a graça da perseverança final aos que comungarem em honra de vosso Sagrado Coração as nove primeiras sextas feiras do mês seguidos: recordai a vossa promessa, e a mim, indigno servo vosso, que acabo de receber-vos sacramentado com este fim e intenção, concede-me que morra detestando todos os meus pecados, esperando em vossa inefável misericórdia e amando a bondade de vosso amantíssimo Coração. Amém.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus – Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida de Alacoque: às almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado;darei paz às famílias; as consolarei em todas suas aflições; serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida, e principalmente na hora da morte; derramarei bênçãos abundantes sobre seus projetos; os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia; as almas tíbias se tornarão fervorosas; as almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição; abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada; darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos; as pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele; a todos os que comungarem nove primeiras Sextas-feiras do mês contínuos, o amor onipotente de meu Coração lhes concederá a graça da perseverança final.

A grande promessa: a Eucaristia – Entre as muitas e ricas promessas que Jesus Cristo fez aos que fossem devotos de seu Sagrado Coração, sempre chamou a atenção a que fez aos que comungassem em sua honra as nove primeiras sextas-feiras do mês seguidos. É tal, que todos a conhecem com o nome da Grande Promessa.  [1]

 


 

 

Fontes:
[1]   site da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Caculé – https://scjcacule.wordpress.com/sobre/   –  acessado em 8.3.2016
[2]  livro “Caculé de Miguelzinho”
[3]   site Wikipedia, página de Caculé – https://pt.wikipedia.org/wiki/Cacule – acessado em 10.3.2016
[4]  site da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Caculé  – https://scjcacule.wordpress.com/ – acessado em 10.3.2016