As Ruas de Caculé e suas Personalidades

Quem são as personalidades homenageadas com nomes de ruas, praças e avenidas ?
Aqui apresentamos, sucintamente, essas pessoas que contribuíram para Caculé e sua história:

 

Rua Rui Barbosa – centro :   Ruy Barbosa de Oliveira (1849 – 1923), conhecido como “Águia de Haya”,  foi uma das maiores personalidades do Brasil. Nascido em Salvador, faleceu em Petrópolis, RJ. Rui Barbosa foi um dos principais nomes do Movimento Abolicionista e formuladores da República.
Logo após receber o grau de bacharel, retorna à Bahia para tratar de sua saúde e iniciar as atividades na advocacia. Em 1873, viaja à Europa, também para tratamento de sua frágil saúde. Nos anos seguintes, faz diversas campanhas de grande repercussão, defendendo temas como liberdade religiosa, eleição direta e abolição dos escravos, além de se posicionar contra o alistamento militar obrigatório.
Inicia carreira política em 1878, elegendo-se Deputado à Assembléia Legislativa Provincial da Bahia. Já no ano seguinte é eleito Deputado à Assembléia Geral Legislativa da Corte, transferindo-se para a capital do Império, o Rio de Janeiro.

Na Fundação Casa de Rui Barbosa (http://www.casaruibarbosa.gov.br) encontram-se inúmeros documentos que confirmam o seu envolvimento com o fim da escravidão.
Acesse o link para conhecer mais detalhes:  http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-brilhantismo-e-a-mitica-de-ruy-barbosa/7878

 

Av. Eng. Arthur Castilho – centro :  Era engenheiro e diretor geral do Departamento Nacional de Estradas de Ferro – DNEF.   [4]
Participou da inauguração da Estação Ferroviária de Caculé, em 15.11.1950.   [4]
Amigo pessoal do sr. Miguel Fernandes, residiu em Caculé enquanto coordenava a construção da ferrovia.

 

Av. Dr. Antonio Muniz – centro :

 

Av. Cônego Miguel Monteiro – centro :  O primeiro intendente de Caculé, o Cônego Miguel Monteiro de Andrade, “comandou” a cidade no período de 1.1.1919 à 31.8.1920.

 

Praça J. J. Seabra – :   José Joaquim Seabra (1855 – 1942)  foi um político e jurista brasileiro, nascido em Salvador, ministro de estado e governador de seu estado em duas ocasiões (1912-1916 / 1920-1924). Filho de José Joaquim Seabra e de Leopoldina Alves Seabra, foi educado no Colégio Guilherme Pereira Rebelo. Formou-se em direito na Faculdade de Direito de Recife (1877), onde chegou a lecionar posteriormente como professor catedrático e foi diretor geral nesta mesma instituição. Foi durante breve período também Promotor Público em Salvador, mas atraído pela política, voltou para seu estado e elegeu-se Deputado Federal para a Constituinte Republicana, e logo após, para a Nova Câmara dos Deputados (1891-1893), mas tendo se tornado inimigo de Floriano Peixoto, e por isso foi desterrado para Cacuí, na Amazônia, depois em Montevideo. Decretada a anistia (1895), recuperou seu mandato na Câmara e no governo de Prudente de Morais, novamente eleito pela Bahia, voltou ao parlamento (1897-1899). Conhecido como J. J. Seabra, foi deputado federal em outras três ocasiões (1900-1902 / 1909-1911 / 1933-1937) chegando à liderança do governo durante o mandato de Campos Sales (15/11/1898 a 15/11/1902) e foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo de Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906) e da Viação, no de Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914). Após o episódio do bombardeio (1912) foi eleito governador do Estado da Bahia (1912-1916). Deixando o governo foi para o Senado Federal (1917), aí permanecendo até o fim da década (1920), quando foi novamente eleito governador do seu estado (1920 -1924). Regressou à Câmara (1934), deixando-a por ocasião do golpe de estado (1937). Morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, e foi enterrado no cemitério do Campo Santo, em Salvador, capital baiana. O município baiano de Seabra foi nomeado em sua homenagem. Ainda foi como interino Ministro da Agricultura e Comércio e das Relações Exteriores e Presidente do Conselho Municipal do Distrito Federal.

Acesse o link para conhecer mais detalhes: http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-polemico-j-j-seabra/9952

 

Rua Silva Lima – :

 

Rua Juvêncio Teixeira Guimarães – : …
Nesta rua estava instalado em 1975 o gerador (conhecido popularmente como: “o motor”) que fornecia energia elétrica ao centro da cidade.   [3]
Com sua desativação, o prédio abrigou algumas instituições da prefeitura, como a cozinha que centralizada a produção da merenda escolar,  Creche Lar Carinhos  e, atualmente está instalada a APAE – Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais.  [3]

 

Lagoa Manoel Caculé – :

 

 


Fontes:

[1]
[2]
[3]   relato de Solange Graia, professora de história e coordenadora do Museu de Caculé.
[4]   placa da inauguração da Estação Ferroviária de Caculé, ainda presente na estação.

 

 

 

 

 

 

 

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Anísio Teixeira – Educação Não é Privilégio

Documentário produzido pela TAL – Televisón America Latina, em novembro de 2007, com equipe da TV Escola, e direção de Mônica Simões.
Filme excelente para conhecer a vida, a história, de Anísio Teixeira, nascido em Caetité em 1900 e morto em 1971, durante o período da Ditadura Militar.

Não podemos esquecer que a história da educação em Caculé tem participação estreita com Caetité, seus professores e educadores.
Os primeiros professores que chegaram a Caculé, estudaram, eram professores em Caetité e, certamente, tiveram grande influência de Anísio Teixeira.

Anisio Teixeira - documentário

Sinopse:
O documentário revela a vida e a obra de Anísio Teixeira, advogado, escritor e educador nascido no município baiano de Caetité, em 12 de julho de 1900.
O objetivo principal é explorar a mais revolucionária realização desse grande educador: a luta por uma escola pública de qualidade e a criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, mais conhecido como Escola Parque.
A narrativa é construída por meio de um grande acervo de imagens de vídeos, filmes de arquivo, fotografias e documentos, além de depoimentos de filhos, amigos e especialistas.   [1]

Documentário: “Anísio Teixeira — Educação Não é Privilégio”
TV Escola – Série: EDUCADORES BRASILEIROS
Ano de produção: 2007
Duração: 44:20 min
Área temática: Filosofia, Escola-Educação, História
País de origem: Brasil
Versão do áudio: Áudio original
Produtora: TV Escola / TAL
Diretora: Mônica Simões

 

Clique no link abaixo para assistir ao filme:
http://tvescola.mec.gov.br/tve/embed-video/educadores-brasileiros-anisio-teixeira-educacao-nao-e-privilegio?autostart=false

 


Fonte:
[1]   Site da TV Escola  – http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/educadores-brasileiros-anisio-teixeira-educacao-nao-e-privilegio –  acessado em 5.4.2016


Referências:
Site Nova Escola :  https://novaescola.org.br/conteudo/1375/anisio-teixeira-o-inventor-da-escola-publica-no-brasil?

 

 

 

 

 

 

Antônio Pinheiro

Antônio Oscar Pinheiro nasceu em Caculé em 9 de setembro de 1923, residindo há muitos anos em Belo Horizonte, MG.

Foi vereador na capital mineira entre 1989 e 2008 e Deputado Estadual entre 1993 e 1995 (suplente), pelos partidos PSDB e PSB, é também cidadão honorário de Belo Horizonte.

 

Co-fundador da Associação dos Catadores de Papel, Papeção e Material Reaproveitável – ASMARE, importante associação de ações sustentáveis que é referência mundial.
Co-fundador juntamente com o Padre Cornélio Killa, das Casas do Homem de Nazaré.
Foi presidente da associação da paróquia de Santana e junto com o Padre Mario Monieri, urbanizou a favela do Cafezal levando água, luz e esgoto, além de construir o centro comunitário. Com seus próprios recursos, construiu dezenas de barracos de alvenaria e ainda hoje fornece auxílio aos moradores da favela.  [1]
Em 10.8.2011 recebeu o  Título de Cidadania Honorária da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte – CMBH.  [2]
Acesse o link do video, clicando em http://camarabh.overseebrasil.com.br/bhimprensa/reunioes_solenes/ano2011/agosto/solene_100811.wmv  [7]

 

Título condecorativo do Vaticano concedido pelo Papa João Paulo II, devido à sua atuação nas lutas em prol da justiça e junto às comunidades carentes:
Título condecorativo do Vaticano concedido pelo Papa João Paulo II, devido à sua atuação nas lutas em prol da justiça e junto às comunidades carentes

 

Depoimento do filho Chico Pinheiro sobre os pais:
“Antônio Oscar Pinheiro, topógrafo, 84 anos, agora em setembro, vai fazer, vereador de Belo Horizonte. Vereador depois dos 66 anos, um vereador por amor ao Brasil e à causa pública. Um vereador que é um político absolutamente diferente do que eu conheço, não é porque é meu pai, mas é mesmo, na contra mão da história, dos privilégios, que entende a política como “dimensão especial do serviço”. E ele que é muito católico, “como espaço privilegiado para o exercício da caridade”. A caridade no sentido mais amplo disso, de doação. Pro papai ser político é uma forma de entrega, tanto é que nem salário ele recebe, não gosta de receber, não leva vantagens nessas coisas.
E minha mãe, nascida em Dores do Indaiá, foi professora, era filha de uma diretora de grupo escolar mineiro. Minha mãe, Ester Montijo de Melo Pinheiro, de Dores do Indaiá, que viajou, passou pela morte ano passado, em fevereiro. E que adorava ouvir as músicas de Minas e gostava muito de cantar. O pai dela tocava flauta e tinha, ela falava que era uma jazz band, porque no interior de Minas tinha essas jazz band, que eu não sei o que é. Tocava chorinho, tocava uma flauta linda de prata. E mamãe gostava muito de cantar. Gostava muito de cantar “Travessia”, gostava muito de cantar “Maria, Maria”.”   [3]

Antonio Pinheiro com Tidá Hilda Pinheiro - tweet

 

No dia 3.7.2013, durante a tarde, o senhor Antônio Pinheiro, ex vereador da capital e cidadão honorário de Belo Horizonte, nos concedeu essa pequena entrevista onde conta como funciona a câmara dos vereadores de BH e todas as suas regalias!   [5]

 

FREI BETTO – Artigo: Ensina a Teu Filho, no jornal  O Estado de S. Paulo:
“(…) Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros como ANTÔNIO PINHEIRO, pai do jornalista Chico Pinheiro, que revelou na mídia seu contracheque de parlamentar e devolveu aos cofres públicos jetons de procedência duvidosa.”
texto na íntegra:
http://zamorim.com/textos/ensinaateufilho.html

 

 
Em julho de 1989 foi preso pelo Dops:
19julho1989 - Atuação em defesa dos sem-casa, quando foi detido e levado ao Dops

facebook 30set2012

 

registra procuração em cartório comprometendo-se a doar todo seu salário de vereador

 

Fontes:
[1]  página oficial no Facebook – https://www.facebook.com/Ant%C3%B4nio-Pinheiro-Oficial-404368619620984/ – acessado em 1.3.2016
[2]  página da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte – CMBH – acessado em 2.3.2016
[3]  site do Museu Clube da Equina – http://www.museuclubedaesquina.org.br/museu/depoimentos/chico-pinheiro-2/  – acessado em 1.3.2016
[4]  site UOL, Políticos do Brasil – http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2008/vereador/09091923-antonio-pinheiro.jhtm  – acessado em 2.3.2016
[5]  Youtube – https://youtu.be/TIzgOdbowq0
[6]  Jornal O Tempo, 20.11.2013  – http://www.otempo.com.br/suplentes-pedem-cassa%C3%A7%C3%B5es-de-l%C3%A9o-burgu%C3%AAs-e-de-pablito-1.749065
[7]  página da CMBH – Antônio Pinheiro é homenageado na Câmara Municipal  – http://www.cmbh.mg.gov.br/noticias/2011-08/antonio-pinheiro-e-homenageado-na-camara-municipal- acessado em 2.3.2016
[8]  blog do PSDB-MG – https://psdbminas.wordpress.com/2014/07/10/pimenta-da-veiga-recebe-apoio-de-ex-vereadores-da-capital/  – acessado em 2.3.2016
[9]  arquivo de fotos de Antonio Pinheiro.

 

 

 

Chico Pinheiro

O jornalista Francisco de Assis Pinheiro, mais conhecido como Chico Pinheiro, é filho do topógrafo Antônio Oscar Pinheiro (caculeense, e ex-vereador em Belo Horizonte por cinco mandatos ) e da professora Ester Gontijo Melo Pinheiro (de Dores do Indaiá, MG),  nasceu na cidade de Santa Maria da Boca do Monte, no Rio Grande do Sul, em 17 de junho de 1953.
Criado em Minas Gerais, chegou a estudar engenharia na Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), mas abandonou o curso no quarto ano. Formou-se em jornalismo pela mesma universidade em 1976.

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” Local de nascimento é Santa Maria e isso é muito engraçado. Eu me sinto mineiro, eu sou mineiro, naquele velho ditado que Minas é um Estado de espírito, não é geográfico.
Uma vez eu estava viajando aqui pra São Paulo de avião, e o avião estava vazio, e tinha um senhor assim, perto de mim. Ele veio, sentou ao meu lado e falou: “Oi Chico, tudo bom?” Bem, eu conhecia o cara. Aí ele falou assim:
“Pois é sô, a gente nunca conversou, que coisa, que trem”, aquele bem mineiro mesmo. “Você é filho de quem mesmo?” Eu falei: “De seu Antônio e a dona Ester”. “É, de onde é que a dona Ester?”. “Dores do Indaiá” “Qual é a família dela?” “Família Melo, Gontijo de Melo, tal” “E teu pai?” “Meu pai nasceu na Bahia, divisa com Minas, foi criado lá no Jequitinhonha”.
“E você, onde é que você nasceu mesmo?”. Eu falei: “Eu nasci em Santa Maria”. “Do Suaçuí?” (risos) Eu falei: “Não”. “Ah, do Itabira?” (risos) Eu falei: “Não”. “Do Salto?” E eu falei: “Não”. Ele foi falando, desfiando todas as cidades Santas Marias que existem em Minas Gerais e perguntou: “Mas que Santa Maria é essa que eu não conheço?” Eu falei: “Ô José Aparecido; é Santa Maria da Boca do Monte”. Ele falou: “Meu Deus do céu, isso é no Rio Grande do Sul!” Eu falei: “É…” “Ué, como é que você foi parar lá?” (risos) Eu falei:
“Eu não fui parar lá, quem foi parar lá foi minha mãe e meu pai. Meu pai é topógrafo e tinha recém casado e foi fazer um trabalho lá no Rio Grande do Sul, em Santa Maria, levou minha mãe. Minha mãe já estava grávida, chegou a hora de eu nascer e eu nasci lá.” “E daí, você conhece lá?” Falei: “Eu não conheço”. “Você tem parente lá?” Falei: “Não”. “Só nasceu?”
Falei: “Só nasci. Minha mãe correu de volta pra Belo Horizonte pra pedir ajuda pra criar eu”. (risos)
Ele falou assim: “Nossa, você não tem culpa nenhuma! (risos) Pelo histórico familiar, você é mineiro”, disse o José Aparecido. (risos) “Então, quando alguém te perguntar onde é que você nasceu, você diz: ‘Santa Maria’. A pessoa fala: ‘Do Suaçuí?’ Aí você desconversa, muda de assunto, que você não tem culpa nenhuma de ter nascido no Rio Grande do Sul”. (risos) Então, eu não tenho culpa nenhuma de ter nascido no Rio Grande do Sul. E eu sou mineiro, porque, não sei, eu não tenho nada ver com o Centro de Tradições Gaúchas. ”  [2]

Chico Pinheiro morou no tradicional bairro Floresta em Belo Horizonte, até os 12, 13 anos. Depois morou na Serra.
Quando casou, em 1977, morou no Sion e depois no Funcionários. Em 1992 mudou-se para São Paulo.
Como Chico contou: “Vim pra São Paulo, não; vim pra São Paulo, mas continuo em Minas.” [2]

Antonio Pinheiro com Tidá Hilda Pinheiro - tweet
tweet de 28.6.2015    [4]

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Chico Pinheiro já apresentou o Bom Dia São Paulo, o Jornal da Globo e o SPTV-1ª edição. Hoje é apresentador do Bom Dia Brasil, comanda o programa Sarau na Globo News, é apresentador-substituto do Jornal Nacional e comanda o Estúdio Globeleza no desfile das escolas de samba de São Paulo.    [1]

Na Bandeirantes, trabalhou entre (1992-1995). No mesmo ano foi contratado pela rede Record e no ano seguinte foi trabalhar na rádio CBN, onde permaneceu até 1997.  [3]
Chico é conselheiro e torcedor declarado do Clube Atlético Mineiro e também é conselheiro do Instituto Ayrton Senna.
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Durante a transmissão do Carnaval de São Paulo de 2017, Chico Pinheiro saúda Caculé!

Chico Pinheiro parabeniza Caculé no Bom Dia Brasil da Rede Globo, no aniversário de 98 anos, dia 14.8.2017:

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Fontes:
[1]  Memória Globo – http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/chico-pinheiro/trajetoria.htm – acessado em 1.3.2016
[2]  Depoimento ao Clube da Esquina – http://www.museuclubedaesquina.org.br/museu/depoimentos/chico-pinheiro-2/  – acessado em 1.3.2016
[3]  site Terceiro Tempo – http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/chico-pinheiro  – acessado em 1.3.2016
[4]  tweet de Chico Pinheiro – https://twitter.com/chico_pinheiro/status/615280150784180224  – acessado em 1.3.2016

A obra de Moraes Moreira

Antônio Carlos Moreira Pires, nasceu em Ituaçu, em 8.7.1947.
Seu primeiro instrumento foi a sanfona. Logo depois, passou a tocar violão e guitarra.
Residiu em Caculé, para estudar o Científico (atual Ensino Médio), entre 1963 e 1966.
Em 1966, transferiu-se para a cidade de Salvador e foi morar em uma pensão, onde conheceu Paulinho Boca de Cantor e Luis Galvão, com os quais formaria mais tarde o grupo Os Novos Baianos. Por essa época trabalhava como bancário.

 

Dados Artísticos

Em 1968, juntamente com Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), formou o grupo Os Novos Baianos, que fez sua estréia com o show “Desembarque dos bichos depois do dilúvio”, em Salvador.

No ano seguinte, participou, com o conjunto, do V Festival da Música Popular Brasileira da TV Record de São Paulo, com sua composição “De Vera” (c/ Galvão). A canção foi registrada no primeiro LP do grupo, lançado nesse mesmo ano, ao lado de outras da mesma dupla de parceiros como “É ferro na boneca” e “A casca de banana que pisei”.

Em 1970, Baby Consuelo lançou um compacto simples, pela RGE, contendo outra música de sua autoria, “Curto de véu e grinalda” (c/ Galvão).

Ainda no início dos anos 1970, transferiu-se com os outros integrantes do conjunto Os Novos Baianos para o Rio de Janeiro, vivendo inicialmente em um apartamento em Botafogo e, mais tarde, em um sítio em Vargem Grande.

Em 1972, o grupo incorporou o baixista carioca Dadi e os percussionistas Jorginho Gomes, Baixinho e Luis Bolacha. Redirecionado musicalmente pela influência de João Gilberto, amigo de infância de Luis Galvão, o conjunto gravou, pela Som Livre, o LP “Acabou Chorare”, contendo, entre outras, canções de sua parceria com Galvão, como a faixa título, “Mistério do planeta”, “A menina dança”, “Um bilhete pra Didi”, “Tinindo trincando” e “Preta, Pretinha”, esta última vindo a se tornar um dos maiores sucessos do grupo, que também ficaria conhecido pela releitura de “Brasil pandeiro” (Assis Valente), incluída nesse mesmo LP.

Em 1973, ainda com o grupo, lançou o LP “Novos Baianos Futebol Clube”. Neste disco, foram registrados outros sucessos de sua autoria, como “Besta é tu” (c/ Pepeu e Galvão), “Sorrir e cantar como Bahia” e “Só se não for brasileiro nessa hora”, ambas em parceria com Galvão, entre outras. O disco incluiu também uma releitura de “Samba da minha terra” (Dorival Caymmi), que se tornaria outro grande sucesso do conjunto.

Em 1974, ainda com o grupo, lançou pela Continental o LP “Linguagem do alunte”, no qual foram incluídas, de sua parceria com Galvão, a faixa-título, “Ao poeta”, “Reis da bola”, “Ladeira da praça” e “Fala tamborim”, entre outras. Com a dissolução do conjunto, partiu para carreira solo. Nesse mesmo ano, participou da trilha sonora da novela “Gabriela” (TV Globo), na qual interpretou sua música “Guitarra baiana”.

Em 1975, lançou seu primeiro disco solo, “Moraes Moreira”.

No ano seguinte, iniciou uma parceria com o poeta Fausto Nilo, com quem compôs “Santa fé”, tema de abertura da novela “Roque Santeiro” (Rede Globo). Ainda em 1976, participou, como cantor, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar.

Lançou, em 1977, o LP “Cara e coração”.

Em 1978, lançou o LP “Alto falante”. Nesse mesmo ano, Zezé Motta interpretou sua música “Crioula” em disco lançado pela gravadora Atlantic.

Em 1979, lançou o LP “Lá vem o Brasil descendo a ladeira”. Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus incluiu no repertório do LP “Vento Nordeste” (CBS) sua composição “Fogo fátuo” (c/ Chacal). Também em 1979, Zizi Possi e o grupo A Cor do Som interpretaram “Fruto maduro”, de sua autoria. Ainda nesse ano, Paulinho Boca de Cantor, ex-integrante dos Novos Baianos e também seguindo carreira solo, incluiu diversas composições de sua autoria em disco lançado pela gravadora Epic: “Nossa trajetória” (c/ Paulinho e Galvão), “Mambeando à beira mar” (c/ Jorginho, Paulinho e Galvão), “Leva o vento” (c/ Galvão) e “Eu sou um padeiro”.

Em 1980, lançou o LP “Bazar brasileiro”. Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus registrou, no LP “Caso de amor”, sua música “Tua sedução” (c/ Fausto Nilo).

Em 1981, lançou o LP “Moraes Moreira. Elza Maria incluiu, no disco “Entra na Rosa” (PolyGram), lançado também nesse ano, sua canção “Pelo microfone” (c/ Fausto Nilo). A música seria regravada mais tarde, também com sucesso, por Elba Ramalho. Ainda em 1981, a dupla Bendegó, formada por Capenga e Gereba, gravou “Do I Ching ao Xingu”, de sua parceria com Capenga e Antonio Risério.

Lançou, em 1982, o LP “Coisa acesa”. Nesse mesmo ano, com direção e roteiro de Fred Góes, montou o show “Pintando o oito”, apresentado no Anhembi (SP). Também em 1982, Ângela Maria gravou sua canção “Sempre Ângela” (c/ Fred Góes e Paulo Leminski).

No ano seguinte, lançou o LP “Pintando o oito”.

Em 1984, gravou o LP “Mancha de dendê não sai”. Também nesse ano, Zezé Motta incluiu, no LP “Frágil força”, sua música “Nega Dina” (c/ Capinan) e Zizi Possi regravou “Dê um rolê” (c/ Galvão), sucesso dos anos 1970 na voz de Gal Costa.

Em 1985, Beth Carvalho interpretou “O encanto do Gantois”, de sua parceria com Edil Pacheco. Ainda nesse ano, compôs com Fausto Nilo “Olhos de Xangô”, incluída na minissérie “Tenda dos Milagres” (Rede Globo). Também em 1985, Luiz Gonzaga gravou “Instrumento bom”, de sua parceria com Fred Góes.

Em 1986, lançou o LP “Tocando a vida”. Nesse ano, sua composição “Dança do amor” (c/ João Donato) foi interpretada por Tânia Alves, no LP “Dona de mim” (CBS).

Em 1987, gravou o LP “Mestiço é isso?”. Nesse ano, Fausto Nilo lançou o disco “12 Letras de Sucesso”, no qual o letrista compilou algumas de suas músicas mais conhecidas, em gravações de grandes artistas da MPB, algumas de autoria da dupla, como “Bloco do prazer”, com Gal Costa, e “De noite e de dia”, com Maria Bethânia, além de sua própria gravação de “Meninas do Brasil” e “Santa Fé”.

Em 1988, lançou os LPs “Bahiano fala cantando” e “República da música”. Também nesse ano, apresentou-se, ao lado de Armandinho, em turnê de shows nos Estados Unidos.

Em 1989, Elba Ramalho interpretou “Popular brasileira”, de sua parceria com Fred Góes, faixa que deu título ao disco da cantora. Nesse mesmo ano, Fred Góes fez o roteiro de seu especial para a Rede Manchete. Ainda em 1989, participou do disco de Armandinho.

Em 1990, fez dupla com Pepeu Gomes, com quem lançou o disco “Moraes e Pepeu”. No ano seguinte, o disco foi lançado no Japão.

Em 1991, gravou o disco “Cidadão”, no qual registrou, entre outras, “Leda” (c/ Paulo Leminski) e a faixa-título, de sua parceria com Capinan.

Um ano depois, convidado por Almir Chediak, participou do songbook de Gilberto Gil, interpretando ao lado de seu filho Davi Moraes a música “Procissão”.

Em 1993, lançou o CD “Terreiro do mundo”, com destaque para sua canção “Agradeça ao Pelô” (c/ Neguinho do Samba), e o CD “Tem um pé no Pelô”.

Gravou, no ano seguinte, o CD “O Brasil tem conserto”.

Em 1995, lançou o CD “Acústico Moraes Moreira”, interpretando 15 sucessos de sua carreira, dentre os quais “Lá vem o Brasil descendo a ladeira” (c/ Pepeu), “Festa do interior” (c/ Abel Silva), “Coisa acesa” (c/ Fausto Nilo), “Acabou chorare” e “Preta Pretinha”, ambas com Galvão.

Em 1996, lançou o CD “Estados”.

No ano seguinte, juntamente com Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão e Pepeu Gomes, entre outros componentes do grupo Novos Baianos, apresentou o show “Infinito Circular”, no Metropolitan (RJ). O espetáculo foi gravado e deu origem ao disco homônimo, lançado no mesmo ano. Ainda em 1997, gravou gravou o CD “50 Carnavais”, contendo sete músicas inéditas e cinco regravações de antigos sucessos.

Em 1999, lançou o CD “500 sambas”.

Em 2001, participou do Rock In Rio, apresentando-se, com seu trio elétrico, no Palco Mundo.

Lançou, em 2003, o CD “Meu nome é Brasil”, contendo suas canções “Violão cidadão” e “Mais que palavras”, ambas com Fred Góes, “Minha pérola”, “Choro novo” (c/ Armandinho), “Indagações de um analfabeto” (c/ Zé Walter), “Rainha da cocada preta” (c/ Tavinho Paes), “Me azara meu amor” (c/ Abel Silva), “Eu sou o caso deles” (c/ Galvão) e “Tô fazendo” (c/ Fred Góes e Maria Vasco), além de “Gente humilde” (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Moraes), “Respeita Januário” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), “Aos pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda) e “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa). Fez show de lançamento do disco no Teatro Rival BR (RJ).

Em 2005, gravou o CD “De repente”, contendo suas canções “Povo brasileiro” (c/ Armandinho), “Pra vida inteira”, “Baião D2”, “Palavra de poeta” (c/ Fred Góes) e “Na glória do samba”, entre outras. Fez show de lançamento do disco na Feira de São Cristóvão, ponto de encontro do povo nordestino no Rio de Janeiro, e na Modern Sound (RJ).

Constam da relação dos intérpretes de suas canções, além dos já citados, Daniela Mercury (“Monumento vivo”, com Davi Moraes), Ney Matogrosso, Luis Melodia (“Mistério do planeta”, com Luis Galvão), Fagner, Simone (“Pão e poesia”, com Fausto Nilo), Marisa Monte (“Dê um rolê”, com Galvão) e Gal Costa (“Festa do Interior”, com Abel Silva, música mais tocada em 1982), entre vários outros.

Em linguagem de cordel, lançou, em 2007, o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos” (Língua Geral Editora), acompanhado de um CD que registra sua voz na leitura do cordel e também de poemas inéditos e letras de sua autoria. O lançamento foi celebrado na Modern Sound (RJ), com leitura de trechos do livro e performance musical, ao lado de seu filho, o guitarrista Davi Moraes.

Lançou, em 2009, o CD e DVD “Moraes Moreira – A História dos Novos Baianos e Outros Versos”, gravado na Feira de São Cristovão, com direção de João Falcão. No repertório, suas canções “Ferro na boneca”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta”, “A menina dança” e “Preta Pretinha”, todas em parceria com Galvão, “Lá vem o Brasil descendo a ladeira” (c/ Pepeu Gomes), “Sintonia” (c/ Zeca Barreto e Fred Góes), “Eu também quero beijar” (c/ Pepeu Gomes e Fausto Nilo), “Bloco do prazer” (c/ Fausto Nilo”, “Spok Frevo Spok” (c/ Fernando Caneca), “Chame gente” (c/ Armandinho) e “Festa do interior” (c/ Abel Silva), além de “Um bilhete pra Didi” (Jorge Gomes), “Brasil Pandeiro” (Assis Valente) e “Vassourinhas” ( Matias da Rocha e Joana Batista Ramos).

Em 2010, lançou o livro “Sonhos elétricos”, reunindo crônicas, cordéis, letras de músicas e fatos de sua biografia.

Apresentou-se, em 2011, no Instituto Moreira Salles, com o repertório do disco “Acabou Chorare”, LP antológico lançado, em 1972, pelo grupo Os Novos Baianos, do qual é fundador. O show, recheado de histórias do conjunto, contou com a participação de Davi Moraes.

Lançou, em 2012, o CD “A revolta dos ritmos”, primeiro disco de inéditas em sete anos. No repertório, “Feito Jorge Ser Amado”, “A dor do poeta”, “Brasileira Academia” e a faixa-título, entre outras. Também nesse ano, participou da série “Grandes nomes, grandes discos”, na casa Miranda (RJ), falando sobre o LP “Acabou Chorare” e interpretando canções do disco que gravou com o grupo Os Novos Baianos em 1972. A mesa contou com a participação do pesquisador Fred Góes. Ainda em 2012, foi um dos palestrantes da série “De conversa em conversa” do 3º Salão de Leitura, realizado no Teatro Popular de Niterói. Nesse mesmo ano, celebrando os 40 anos de lançamento do disco “Acabou chorare”, que gravou como integrante do grupo Os Novos Baianos, fez show ao lado do filho, Davi Moraes, no Instituto Moreira Salles. Em seguida, saiu em turnê comemorativa, que teve estreia no Studio RJ, no Rio, desta vez com a participação de outros músicos.

Em 2013, fez show de lançamento do CD “A revolta dos ritmos” no espaço Miranda (RJ). Nesse mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio da Música Brasileira, nas categorias Melhor Cantor Regional e Melhor Álbum Regional, pelo CD “A revolta dos ritmos”. Ainda em 2013, apresentou o show “Pé de Serra” no Teatro Net Rio (RJ).

 

Obra

  • A casca de banana que eu pisei (c/ Galvão)
  • A dor do poeta
  • A lua dos amantes (c/ Pepeu Gomes)
  • A menina dança (c/ Galvão)
  • A revolta dos ritmos
  • Acabou chorare (c/ Galvão)
  • Agradeço ao Pelô (c/ Neguinho do Samba)
  • Alto falante
  • América tropical (c/ Pepeu Gomes)
  • Ao Poeta (c/ Pepeu e Galvão)
  • Arco-íris (c/ Sivuca e Glorinha Gadelha)
  • Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu (c/ David Antonio Corrêa, Paulo Roberto Carvalho, Carlos Expedito Sena Machado, Ubirajara da Conceição Araújo e Abel Silva)
  • Aventura de Deus (c/ Fred Góes)
  • Baião D2
  • Balança Rio (c/ Fred Góes)
  • Baldes do Maracanã (c/ Abel Silva)
  • Banda Cigana (c/ Pepeu Gomes)
  • Beber na fonte (c/ Fred Góes)
  • Bem viver (c/ Pepeu Gomes)
  • Besta é tu (c/ Pepeu e Galvão)
  • Bloco do prazer (c/ Fausto Nilo)
  • Boca do balão (c/ Fred Góes e Zeca Barreto)
  • Brasil campeão (c/ Pepeu Gomes)
  • Brasileira Academia
  • Bumerangue (c/ Abel Silva)
  • Calundu (c/ Fred Góes)
  • Carnaval (c/ Abel Silva, David Batteau e Mary Elker)
  • Chuvisco no samba (c/ Pepeu Gomes)
  • Cidadão (c/ Capinan)
  • Cidade dos brasileiros (c/ Abel Silva)
  • Coisa Acesa (c/ Fausto Nilo)
  • Colégio de Aplicação (c/ Galvão)
  • Cordão de ouro (c/ Fred Góes)
  • Cosia acesa (c/ Fausto Nilo)
  • Crioula
  • Curto de véu e grinalda (c/ Galvão)
  • Dança do amor (c/ João Donato)
  • De noite e de dia (c/ Fausto Nilo)
  • Dê um rolê (c/ Galvão)
  • De vera (c/ Galvão)
  • Do I Ching Ao Xingú (c/ Capenga e Antonio Risério)
  • É bom suar (c/ Pepeu Gomes e Fred Góes)
  • É ferro na boneca (c/ Galvão)
  • Espírito esportivo (c/ Abel Silva)
  • Estado de graça (c/ Armandinho)
  • Eu sou o caso deles (c/ Galvão)
  • Eu sou um pandeiro
  • Eu também quero beijar (c/ Fausto Nilo e Pepeu Gomes)
  • Fala tamborim (c/ Galvão)
  • Feito Jorge Ser Amado
  • Feito Muhammed Ali (c/ Abel Silva)
  • Felicidade no ar (c/ Galvão)
  • Festa do interior (c/ Abel Silva)
  • Fogo fátuo (c/ Chacal)
  • Forró do ABC (Patinhas)
  • Fruto maduro
  • Guitarra cigana
  • Idade dos brasileiros (c/ Abel Silva)
  • Instrumento bom (c/ Fred Góes)
  • Lá vem o Brasil descendo a ladeira (c/ Pepeu Gomes)
  • Ladeira da praça (c/ Galvão)
  • Leda (c/ Paulo Leminski)
  • Leva o vento (c/ Galvão)
  • Linguagem do alunte (c/ Pepeu Gomes e Galvão)
  • Mais que palavras (c/ Fred Góes)
  • Mambeando a beira-mar (c/ Jorginho, Paulinho Boca de Cantor e Galvão)
  • Melodia do amor (c/ Abel Silva)
  • Meninas de Minas Gerais (c/ Tony Costa e Guilherme Maia)
  • Meninas do Brasil (c/ Fausto Nilo)
  • Meninos do Brasil (c/ Abel Silva)
  • Miragem (c/ Galvão)
  • Mistério do planeta (c/ Galvão)
  • Monumento vivo (c/ Davi Moraes)
  • Na glória do samba
  • Nega Dina (c/ Capinan)
  • Nordeste cosmopolita (c/ Fred Góes)
  • Nossa trajetória (c/ Paulinho Boca de Cantor e Galvão)
  • O Encanto do Gantois (c/ Edil Pacheco)
  • Olhos de Xangô (c/ Fausto Nilo)
  • Os carapintadas (c/ Abel Silva)
  • Outros meninos (c/ Abel Silva)
  • Palavra (c/ Fred Góes)
  • Palavra de poeta (c/ Fred Góes)
  • Pão e poesia (c/ Fausto Nilo)
  • Pelo microfone (c/ Fausto Nilo)
  • Pernambuco e Brasil
  • Piano ex-cravo (c/ Fred Góes e Aroldo Macedo)
  • Pombo correio (c/ Dodô e Osmar)
  • Popular brasileira (c/ Fred Góes)
  • Povo brasileiro (c/ Armandinho)
  • Pra vida Inteira
  • Preta pretinha (c/ Galvão)
  • Quem nunca foi menino (c/ Abel Silva)
  • Rádio coração (c/ Fred Góes)
  • Reis da bola (c/ Pepeu e Galvão)
  • Salseiro (c/ Pepeu Gomes)
  • Salve São Paulo (c/ Béu Machado e Pepeu Gomes)
  • Santa fé (c/ Fausto Nilo)
  • Segue o mantra (c/ Fred Góes e Zeca Barreto)
  • Sempre Ângela (c/ Fred Góes e Paulo Leminski)
  • Sintonia (c/ Fred Góes e Zeca Barreto)
  • Só se não for brasileiro nessa hora (c/ Galvão)
  • Sorrir e cantar como Bahia (c/ Galvão)
  • Swing de Campo Grande (c/ Paulinho Boca de Cantor e Galvão)
  • Tinindo trincando (c/ Galvão)
  • Traiçoeiro caçador (c/ Béu Machado e Pepeu Gomes)
  • Tua sedução (c/ Fausto Nilo)
  • Um bilhete pra Didi (c/ Galvão)
  • Vassourinha elétrica

 

Discografia

  • (2012) A revolta dos ritmos (Moraes Moreira) – Biscoito Fino – CD
  • (2009) Moraes Moreira – A História dos Novos Baianos e Outros Versos • Biscoito Fino
  • (2005) De repente • Rob Digital • CD
  • (2003) Meu nome é Brasil • MZA Music • CD
  • (2000) Bahião com H • Atração Fonográfica • CD
  • (1999) 500 sambas • Abril Music • CD
  • (1997) 50 Carnavais • Virgin • CD
  • (1997) Infinito circular. Os Novos Baianos • PolyGram • CD
  • (1996) Estados • Virgin • CD
  • (1995) Acústico Moraes Moreira • Virgin/EMI-Odeon • CD
  • (1994) O Brasil tem conserto • PolyGram • CD
  • (1993) Terreiro do mundo • PolyGram • CD
  • (1993) Tem um pé no pelô • Som Livre • CD
  • (1991) Moraes e Pepeu no Japão • WEA • LP
  • (1991) Cidadão • Sony Music • CD
  • (1990) Moraes e Pepeu. Moraes Moreira e Pepeu Gomes • WEA • LP
  • (1988) Bahiano fala cantando • CBS • LP
  • (1988) República da música • CBS • LP
  • (1987) Mestiço é isso? • CBS • LP
  • (1986) Tocando a vida • CBS
  • (1985) Tenda dos Milagres • Som Livre • LP
  • (1984) Mancha de dendê não sai • CBS • LP
  • (1983) Pintando o oito • Ariola • LP
  • (1982) Coisa acesa • Ariola • LP
  • (1981) Moraes Moreira • Ariola • LP
  • (1980) Bazar brasileiro • Ariola • LP
  • (1979) Lá vem o Brasil descendo a ladeira • Som Livre • LP
  • (1978) Alto falante • Som Livre • LP
  • (1977) Cara e coração • Som Livre
  • (1976) Roque Santeiro • Som Livre • LP
  • (1975) Moraes Moreira • Som Livre • LP
  • (1975) Gabriela • Som Livre • LP
  • (1974) Linguagem do alunte. Os Novos Baianos • Continental • LP
  • (1973) Novos Baianos Futebol Clube. Os Novos Baianos • Continental • LP
  • (1972) Acabou chorare. Os Novos Baianos • Som Livre
  • (1971) Novos Baianos final do juízo. Os Novos Baianos • PolyGram • Compacto simples
  • (1969) Ferro na boneca. Os Novos Baianos • RGE • LP

 

 

Fonte:  transcrição do site Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira  – http://www.dicionariompb.com.br/moraes-moreira- acessado em 26.2.2016

 

 

 

Caculé e a busca pela neo-humanização

Caculé e a busca pela neo-humanização
Por Fabíola Aquino Coelho – transcrição do artigo publicado no site IRDEB
Cineasta e jornalista

Estou de volta para partilhar com o leitor os objetivos que me norteiam na produção do curta que irá misturar documentário e ficção, intitulado provisoriamente de Caculé uma cidade do milênio, sob a minha direção.

O filme se utiliza de múltiplas possibilidades artísticas para contar de forma atrativa a história desta pequena cidade do Território de Identidade Sertão Produtivo no interior da Bahia, exitosa na implementação de políticas públicas relevantes e promotoras da cidadania.

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A parte documental irá mostrar as ações que convergem para a consecução das 8 objetivos do milênio: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a AIDS, a malária e outras doenças; garantir a qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento sustentável, destacando que é fundamental: o protagonismo da sociedade civil organizada.

Com esse recorte temático associado ao desejo de transmitir a ‘neo-humanização’ (amor verdadeiro por toda a vida seja ela mineral, vegetal ou animal) pretendemos promover a auto-estima e reafirmar o protagonismo das pessoas envolvidas nas ações que levaram Caculé a estar entre as seis selecionadas no Brasil em destaque na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras de 2011.

A parceria com a população e amigos de Caculé irá buscar as narrativas do cotidiano com abordagens inusitadas, estimulando olhares sobre as 8 metas da ONU para o desenvolvimento sustentável do milênio, oportunizando aos moradores da cidade a experiência de atuar e participar da produção de um audiovisual;

Para abrilhantar essa produção contaremos com o talento de Antonio Pompêo que é ator e diretor, paulista de São José do Rio Preto, que teve em sua trajetória grandes experiências no teatro, cinema e televisão. Começou como ator de teatro amador, mas foi com o cinema que sua carreira mudou ao participar do filme Quilombo de Cacá Diegues, com o qual foi ao Festival de Cannes de 1985. Como ator fez também: Xica da Silva com direção de Cacá Diegues, Se Segura Malandro, de Hugo Carvana, As Aventuras de Ojuara, direção de Moacir Góes, O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr, entre outros.

No teatro encenou Dois Perdidos Numa Noite Suja, O Último Carro e Anjo Negro. Na televisão: Tenda dos Milagres, Sinhá Moça, Mulheres de Areia, Pecado Capital, Rei do Gado e a série A Casa das Sete Mulheres.

É, um dos idealizadores do projeto “A Cor da Cultura”, junto ao Canal Futura e Fundação Roberto Marinho. Dirigiu a série de sete documentários chamado “Mojubá” para o projeto A Cor da Culturado Canal Futura.

Atualmente Antonio Pompêo participa da novela “Rebelde” na TV Record e é nosso parceiro neste projeto onde irá atuar na parte ficcional como o mestre griô no doc-fic Caculé uma cidade do milênio.

Partilho com vocês todos esses anseios e comunico que estamos em busca de patrocínio para viabilizar as idéias apresentadas. O custo de produção deste trabalho é de R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais) para finalizar com um filme de 26 minutos. É possível diferentes modos de participação na captação deste recurso como também na produção direta do filme.

Os apoios podem ser aportados no projeto via incentivo direto, em forma de prestação de serviços, ou na participação direta das filmagens, como personagens ou figuração. Cada parceiro será creditado no final do filme de acordo com sua participação, podendo ser elenco, apoio ou patrocínio. Se você tem interesse em ser um destes colaboradores entre em contato comigo pelo email fabiola.aquino@gmail.com e seguiremos em contato. Nosso próximo texto irá apresentar um pouco mais sobre a equipe técnica que compõe esse projeto.

 

Fonte:  transcrição do site IRDEB – http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/?p=3976 – acessado em 22.2.2016

 

 

 

 

Anísio Silva

Cantor e compositor nascido em Caculé, Bahia, e radicado no Rio de Janeiro desde a década de 40, foi um dos mais expressivos nomes da música popular nos anos de 1950 e 1960. Atingiu o auge do estrelato em 1960 com a música “Sonhando Contigo”, de sua autoria em parceria com Fausto Guimarães. Na ocasião, estava com 37 anos e exercia a profissão de balconista em uma farmácia, no Rio de Janeiro.

anisio

Chegou a vender mais de dois milhões de cópias e tornou-se o primeiro artista brasileiro a ser agraciado com o disco de ouro. Foi o primeiro intérprete a tornar-se o mais próximo rival de Nelson Gonçalves, brilhando alternadamente com o popular cantor nas paradas de sucesso.
Em 1956, estreou na vida artística ao lançar “Tudo foi Ilusão”, através da pequena gravadora Repertório.
Em 1957, contratado pela Odeon, regravou a mesma música com sucesso estrondoso.

Em 1959, alcançava os primeiros lugares das paradas de sucesso novamente com as músicas “Tu, Somente Tu” e “Quero Beijar-te as Mãos”, ocupando o primeiro posto na venda de discos no Brasil, sempre ao lado de Nelson Gonçalves. O disco “Pensando em Ti” alcançou 400 mil cópias vendidas. Feio, lutou muito tempo por um lugar ao sol, com boa voz e boa interpretação, constituindo-se num fenômeno da gravadora Odeon. Amigo do Presidente Juscelino Kubitschek, Anísio Silva chegou a cantar na inauguração de Brasília, em 1960. No mesmo ano, casou-se com Conceição Sette Câmara Silva, numa cerimônia religiosa realizada em Aparecida do Norte.

Daí até 1963 viveu a grande fase de sua carreira, atuando no rádio e realizando shows em todo o Brasil. São também desse período os sucessos “lnteresseira” (1958), “Alguém me disse” (1960), “Onde estarás” (1961) e “Ave Maria dos namorados” (1963), entre outros, lançados em LPs e discos de 78 rpm.
A partir de 1964, sua popularidade entrou em declínio, embora tenha continuado a lançar LPs anuais até 1968.
O cantor resolveu aposentar-se no auge da fama, em 1968, passando a se apresentar apenas no Forró do 66, clube do qual era proprietário.
Na década de 1970, praticamente abandonou a atividade de cantor, dedicando-se à administração de sua casa de diversão. Em onze anos de carreira, entre 1957 e 1968, gravou 37 discos.

Morreu no Rio de Janeiro de infarto em seu apartamento no bairro do Flamengo, em 18 de fevereiro de 1989.
Deixou dois Filhos, sendo seu filho Vini Silva produtor artístico e cultural, continuador de sua obra.

 

Fonte:  site Memorial da Fama – http://memorialdafama.com/biografiasAB/AnisioSilva.html –  acessado em 24.2.2016