Cia ContraCapa e a peça teatral “A Valsa”

Cia ContraCapa e a peça teatral “A Valsa”

A “Cia ContraCapa” foi fundada em meados de julho de 2014, depois de muitas conversas entre a atriz Bruna Carvalho e o Diretor Nando Dias que há anos buscava um casal de atores para montar o espetáculo, “Arlequim e Colombina”, da autora Gabriella Slovick. Logo o ator Guilherme Bipolare e a maquiadora e figurinista local Tally Gaia também uniram-se ao grupo, apaixonados pelo texto.
Ambos os artistas já trabalhavam com teatro na cidade de Caetité e passaram pelo “CURSO DE CAPACITAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS NA ÁREA TEATRAL” realizado pela Casa Anísio Teixeira em parceria com a Renova Energia, além de oficinas de iniciação de Clown com João Lima e Diana Ramos, através do projeto SERTÃO PALHAÇO, contemplado pelo edital da SecultBA em 2013.

O objetivo inicial da Cia, era montar espetáculos com os quais pudessem realizar intervenções artísticas em qualquer espaço, chegando ,instalando-se e retirando-se rapidamente, pegando o público totalmente de surpresa. Com o perpassar das apresentações o objetivo mudou, graças a abordagem contida nas entrelinhas do texto: A violência física e psicológica contra a mulher. Aos poucos, o grupo foi buscando estudar a temática e elevar o espetáculo ao formato de bate-papo, uma maneira extraordinária de unir arte e educação.

Em 2016, a Cia ContraCapa dá um grande salto, adentra a REDE DE TEATRO DO VELHO CHICO, após apresentar o espetáculo “Arlequim e Colombina” na II Mostra de Teatro, realizada pela Rede em Bom Jesus da Lapa, fortificando o trabalho do grupo e traçando novas metas, além de começar a fazer parte do “Núcleo de Teatro da Casa Anísio Teixeira” em Caetité-BA e no ano de 2017 inicia a disseminação de oficinas em nome do grupo, do núcleo e da Rede, afinal : “O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR!”.

sinopse do espetáculo ” A Valsa” :

“A Valsa” é uma livre adaptação do único monólogo de Nelson Rodrigues mesclado com trechos de Medéia para compor uma menina-mulher que em sua loucura existencial ,aos 15 anos, permeia realidade e fantasia no tempo e espaço indefinidos.
Em cena, a jovem busca por meio de lapsos de memória juntar seus próprios pedaços, tendo como base os trechos de Medéia que ela ensaia compulsoriamente ao som da Valsa n° 6 de Chopin. Para compor sua história, a personagem remonta fatos,familiares, um médico e antigos amores confusos. Aos poucos esses fatos vão revelando traumas da “podridão familiar” herança da sociedade patriarcal ,que mesmo escrita na antiguidade clássica ou em meados da década de 50, fazem-se presentes no século XXI aprisionando e matando muitas mulheres. Esse é um instigante convite para se descobrir em cena pois “A Valsa” da Cia Contracapa, vem mostrar ao público que todo mundo tem um pouco de Sônia.

Fotos:
Cláudio Antônio Barbosa
Jackson Ministro
Joyce Farias

 

Fotos das apresentações no Cine Teatro Eng Dória, nos dias 20 e 21 de maio de 2017, link da página no Facebook da Cia ContraCapa:
https://www.facebook.com/ciacontracapa/posts/1442920532421046

 


Fonte:
[1] release do Grupo “Cia ContraCapa”, Bruna Carvalho Rocha,  15.5.2017

[2]   foto da página no Facebook da Cia ContraCapa  – https://www.facebook.com/ciacontracapa/posts/1442920532421046  –  acessado em 22.5.2017

Entrevista com Dona Rosinha

Os alunos da UNINTER – Centro Universitário, Polo Caculé,  realizaram um trabalho acadêmico sobre Bens Culturais Imateriais;  apresentado no Cine-Teatro Eng. Dórea.
Rosa Maria dos Santos Alves  ou, carinhosamente, Dona Rosinha é artista circense e fundadora do Grupo de Quadrilha Buscapé.

Neste vídeo, resumo de 10min da entrevista, Dona Rosinha conta sua história, como chegou à Caculé, e sua relação com a cultura da cidade.


Fonte:
[1]  Video no Youtube dos alunos da Uninter, Polo Caculé  –  https://youtu.be/oOJ4utpPbn4  –  acessado em 1.10.2016

 

 

 

Cine Teatro Engenheiro Dórea

” O Cine Theatro Engenheiro Dórea foi inaugurado em Caculé na década de 1940 para exibição de filmes, peças de teatro, bailes, programas de calouro e outros eventos sociais.
A sala do primeiro piso, que comportava trezentas cadeiras, exibiu centenas de clássicos do cinema. O segundo piso abrigava um salão de dança (que servia também de reuniões da alta sociedade) e uma rádio, a Rádio Marajá de Caculé, que divulgava os filmes a serem exibidos nas matinês e as festas da noite.
Localizado no centro da cidade, o nome do lugar é uma homenagem ao engenheiro Emmanuel Dória, responsável pela idealização do espaço cultural e festivo, que chegou a ter shows dos cantores Waldick Soriano e Nelson Ned.
Na década de 1950, o direito de uso do espaço foi cedido ao lanterninha Antônio Romário de Oliveira Conceição, que ainda manteve o cinema funcionando durante 30 anos até fechar suas portas em 1980.
O espaço foi reaberto em junho de 2012.”   [3]

 

Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Doria
após a reforma, executada na gestão do prefeito Luciano Ribeiro, o cine teatro foi reinaugurado em 9 de junho de 2012

” Inaugurado na década de 1940, o antigo cinema de Caculé fechou suas portas em 1980 após centenas de exibições dos clássicos da sétima arte. Hoje, para alegria dos caculeenses, a sala, que já encantou gerações, abrigou salões de dança e reuniões da alta sociedade, será reaberta definitivamente em junho de 2012.
A obra de revitalização do cinema concentra investimentos iniciais na ordem de R$250 mil, anunciados pela Prefeitura local, a fim de restaurar o prédio do “Cine Theatro Engenheiro Dórea”, localizado no centro da cidade. O nome do lugar é uma homenagem a Manoel Dórea, responsável pela idealização do espaço, que havia sido desativado há anos para dar lugar ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde. Na década de 1950, o direito de uso do espaço foi cedido ao lanterninha Antônio Romário de Oliveira Conceição, que ainda manteve o cinema funcionando, mesmo em ruínas, durante 30 anos.
Com recursos próprios, a Prefeitura informou em nota que, além de uma ampla reforma, também serão comprados equipamentos como tela e projetor, no intuito de resgatar e modernizar o espaço cultural da cidade.
“Quando soube que o prédio do cinema iria ser restaurado, comemorei. Foi uma das melhores notícias que recebi”, vibrou o escritor Carlos Alberto de Souza.
A comunidade de Caculé está ansiosa pela inauguração do cinema, que promete movimentar a cidade, tal a importância da sala, enquanto espaço cultural e histórico.
A repercussão da obra de abertura tem sido bastante positiva, inclusive, com matéria de destaque publicada no Jornal A Tarde.”   [4]

 


Segundo o livro “Caculé de Miguelzinho” e em conversa com moradores, o cine teatro já existia desde a década de 1900.  Mas em 1920 ele foi reformado e ampliado, com alteração arquitetônica, e permanecendo com o mesmo desenho até os dias de hoje.

O segundo andar, local reservado para bailes, sede do Aero-Clube, possuía um pequeno palco para as apresentações das bandas e o piso era em madeira.   [9]

 

Vista aérea da cidade  - BA28217
foto aérea, sem data, com a antiga igreja matriz, cine teatro Eng. Dórea, o Paço e parte da cidade, disponível no IBGE

.

.

.


Segundo José Alves Fróis, em seu livro Caculé de Miguelzinho, de 1967, o teatro foi reconstruído em 1920, passando para o “domínio” da Sociedade Lira Caculeense.
A Lira Caculeense fora fundada em 1909, sendo o presidente o Cônego Miguel Monteiro e regente o Maestro Antonio Fróes de Castro.

.


A Reforma:

 

.

Durante a reforma, foi necessário substituir o piso de tábuas de madeira por uma lage de concreto.
Ao retirar as vigas (peças em madeira do telhado) do teatro,  as paredes originais não conseguiram se sustentar desabando.  Por este motivo, foi necessário a reconstrução integral das paredes e do telhado do espaço da platéia do teatro.   [9]
.
Atualmente conta com 15 fileiras de 10 poltronas cada, e uma fileira com 8 poltronas, divididos de forma igual no lado direito e esquerdo.
Em 2016 foram instalados os aparelhos de ar-condicionado na platéia.

.


A Reinauguração:

” Prédio do Cine Teatro de Caculé é reinaugurado
Muita emoção marca a volta do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória 14/06/2012 – Ascom PMC

O dia 9 de junho (2012) ficará marcado na história de todos caculeenses que participaram de um evento que resgatou a historia da cultura do município. Depois de 30 anos o Prédio do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória é reinaugurado e em grande estilo retrata a magia da arte em uma noite de encantamento e fortes emoções.

Uma linda apresentação da peça “Anos Dourados”, do Grupo Teatral EmerGente, coordenado pelo escritor Carlos Alberto de Souza, também conhecido como Carlinhos White, homenageou brilhantes personalidades que fizeram parte da história do Cine, alguns deles presentes na ocasião demonstraram em palavras a imensa gratidão em participar da reinauguração de um espaço que trouxe  tantas alegrias aos amantes da cultura.

Na oportunidade a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Adailde Cruz Teles, também relembrou o passado através de um vídeo que retratava o cine em plena atividade. Emocionada a Secretária transmitiu a alegria em resgatar um espaço que impulsionará a realização de grandes espetáculos. ”   [6]


Desde a inauguração, o cine teatro é palco de peças teatrais do Grupo de Teatro A Fênix, dirigida por Carlos White,  do Festival de Talentos, lançamentos de livros, sessões de cinema e várias reuniões de associações, professores e cursos, além de homenagens.

.


Algumas frases :

” Nas matinés do Cine Teatro Engenheiro Dórea, eu adorava assistir aqueles filmes com o Rock Hudson e a Doris Day para apreciar as mansões de Beverly Hills, os Cadillac e os Bel Air. ”  João Carlos Cavalcanti   [7]

 


A localização :

 


Fontes e referências:

[1]   IBGE – fotos

[2]   página no Facebook: Fotos Antigas de Caculé  –  – acessado em 1.5.2016

[3]   site Taberna da História do Sertão Baiano  – http://tabernadahistoriavc.com.br/cine-teatro-engenheiro-dorea-foi-inaugurado-na-decada-de-1940/  –  acessado em 1.5.2016

[4]   jornal online Brumado Notícias  – http://www.brumadonoticias.com.br/antigo/tag/cine-teatro-engenheiro-dorea/  – acessado em 1.5.2016

[5]  site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – acessado em 25.4.2016

[6]   site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – http://www.governodecacule.ba.gov.br/?pagina=noticia&codNoticia=1873 –  acessado em 1.5.2016

[7]   entrevista de João Carlos Cavalcanti, o JC, à Celso Arnaldo Araujo na revista online Go’Where Business n° 08  – http://www.gowhere.com.br/business/o-ceu-nao-e-o-limite/  –  acessado em 3.5.2016

[9]   conversa com o prefeito sr. Beto Maradona, em 14.8.2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carlos White

Carlos Alberto de Souza nasceu em Caculé em 13 de abril de 1954,  filho de José Umbelino Souza e Idália Souza, é professor atuando principalmente na área de educação.

Caculeense típico, sempre foi estudioso, trabalhador e racional, encontrando nas artes, especialmente na pintura, teatro e poesia, o espaço ideal para manifestação de suas emoções e sentimentos.

Suas primeiras poesias foram publicadas na coletânea Poetas de Caculé, em 1970, “Brotos da Terra” e “Seivas da Terra”.

Fez cinema e inúmeros trabalhos de teatro, produzindo e dirigindo importantes espetáculos teatrais.

Vencedor do concurso de poesias nas coletâneas “Noturno” (2011), “Liberdade” (2012),  “Concurso Nacional Novos Poetas” (2012) e da antologia de poesias contos e crônicas “Nossa História, Nossos Autores” da edição comemorativa dos 30 anos da Editora Scortecci (1982-2012).

Membro do Primeiro Dicionário de Autores Baianos, pela Funcultura, Secretaria da Cultura e Turismo do Governo da Bahia, pelo êxito do seu primeiro livro de poesias “Anjo de Uma Só Asa” (2006).

Sua segunda obra “O Bêbado Equilibrista” foi lançada em 2007, seguida de  “Urubus Perolados” (2008), “O Anjo Está Nú” (prêmio Destaque Literário pela DIREC 24/Caetité, BA, em 2011),  “O Catador de Estrelas” e “Santo de Pau Oco” em 2012 e o primeiro romance “Meu Nome é Manoel Caculé” em 2013.   Em abril de 2014 lança o livro de poesias: “Na Corda Bamba, Poesias Inéditas”.

 

Fonte: Dados Biográficos, do livro “Na Corda Bamba, Poesias Inéditas”, Carlos Alberto de Souza