Entrevista com Dona Rosinha

Os alunos da UNINTER – Centro Universitário, Polo Caculé,  realizaram um trabalho acadêmico sobre Bens Culturais Imateriais;  apresentado no Cine-Teatro Eng. Dórea.
Rosa Maria dos Santos Alves  ou, carinhosamente, Dona Rosinha é artista circense e fundadora do Grupo de Quadrilha Buscapé.

Neste vídeo, resumo de 10min da entrevista, Dona Rosinha conta sua história, como chegou à Caculé, e sua relação com a cultura da cidade.


Fonte:
[1]  Video no Youtube dos alunos da Uninter, Polo Caculé  –  https://youtu.be/oOJ4utpPbn4  –  acessado em 1.10.2016

 

 

 

Cine Teatro Engenheiro Dórea

” O Cine Theatro Engenheiro Dórea foi inaugurado em Caculé na década de 1940 para exibição de filmes, peças de teatro, bailes, programas de calouro e outros eventos sociais.
A sala do primeiro piso, que comportava trezentas cadeiras, exibiu centenas de clássicos do cinema. O segundo piso abrigava um salão de dança (que servia também de reuniões da alta sociedade) e uma rádio, a Rádio Marajá de Caculé, que divulgava os filmes a serem exibidos nas matinês e as festas da noite.
Localizado no centro da cidade, o nome do lugar é uma homenagem ao engenheiro Emmanuel Dória, responsável pela idealização do espaço cultural e festivo, que chegou a ter shows dos cantores Waldick Soriano e Nelson Ned.
Na década de 1950, o direito de uso do espaço foi cedido ao lanterninha Antônio Romário de Oliveira Conceição, que ainda manteve o cinema funcionando durante 30 anos até fechar suas portas em 1980.
O espaço foi reaberto em junho de 2012.”   [3]

 

Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Doria
após a reforma, executada na gestão do prefeito Luciano Ribeiro, o cine teatro foi reinaugurado em 9 de junho de 2012

” Inaugurado na década de 1940, o antigo cinema de Caculé fechou suas portas em 1980 após centenas de exibições dos clássicos da sétima arte. Hoje, para alegria dos caculeenses, a sala, que já encantou gerações, abrigou salões de dança e reuniões da alta sociedade, será reaberta definitivamente em junho de 2012.
A obra de revitalização do cinema concentra investimentos iniciais na ordem de R$250 mil, anunciados pela Prefeitura local, a fim de restaurar o prédio do “Cine Theatro Engenheiro Dórea”, localizado no centro da cidade. O nome do lugar é uma homenagem a Manoel Dórea, responsável pela idealização do espaço, que havia sido desativado há anos para dar lugar ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde. Na década de 1950, o direito de uso do espaço foi cedido ao lanterninha Antônio Romário de Oliveira Conceição, que ainda manteve o cinema funcionando, mesmo em ruínas, durante 30 anos.
Com recursos próprios, a Prefeitura informou em nota que, além de uma ampla reforma, também serão comprados equipamentos como tela e projetor, no intuito de resgatar e modernizar o espaço cultural da cidade.
“Quando soube que o prédio do cinema iria ser restaurado, comemorei. Foi uma das melhores notícias que recebi”, vibrou o escritor Carlos Alberto de Souza.
A comunidade de Caculé está ansiosa pela inauguração do cinema, que promete movimentar a cidade, tal a importância da sala, enquanto espaço cultural e histórico.
A repercussão da obra de abertura tem sido bastante positiva, inclusive, com matéria de destaque publicada no Jornal A Tarde.”   [4]

 


Segundo o livro “Caculé de Miguelzinho” e em conversa com moradores, o cine teatro já existia desde a década de 1900.  Mas em 1920 ele foi reformado e ampliado, com alteração arquitetônica, e permanecendo com o mesmo desenho até os dias de hoje.

O segundo andar, local reservado para bailes, sede do Aero-Clube, possuía um pequeno palco para as apresentações das bandas e o piso era em madeira.   [9]

 

Vista aérea da cidade  - BA28217
foto aérea, sem data, com a antiga igreja matriz, cine teatro Eng. Dórea, o Paço e parte da cidade, disponível no IBGE

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Segundo José Alves Fróis, em seu livro Caculé de Miguelzinho, de 1967, o teatro foi reconstruído em 1920, passando para o “domínio” da Sociedade Lira Caculeense.
A Lira Caculeense fora fundada em 1909, sendo o presidente o Cônego Miguel Monteiro e regente o Maestro Antonio Fróes de Castro.

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A Reforma:

 

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Durante a reforma, foi necessário substituir o piso de tábuas de madeira por uma lage de concreto.
Ao retirar as vigas (peças em madeira do telhado) do teatro,  as paredes originais não conseguiram se sustentar desabando.  Por este motivo, foi necessário a reconstrução integral das paredes e do telhado do espaço da platéia do teatro.   [9]
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Atualmente conta com 15 fileiras de 10 poltronas cada, e uma fileira com 8 poltronas, divididos de forma igual no lado direito e esquerdo.
Em 2016 foram instalados os aparelhos de ar-condicionado na platéia.

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A Reinauguração:

” Prédio do Cine Teatro de Caculé é reinaugurado
Muita emoção marca a volta do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória 14/06/2012 – Ascom PMC

O dia 9 de junho (2012) ficará marcado na história de todos caculeenses que participaram de um evento que resgatou a historia da cultura do município. Depois de 30 anos o Prédio do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória é reinaugurado e em grande estilo retrata a magia da arte em uma noite de encantamento e fortes emoções.

Uma linda apresentação da peça “Anos Dourados”, do Grupo Teatral EmerGente, coordenado pelo escritor Carlos Alberto de Souza, também conhecido como Carlinhos White, homenageou brilhantes personalidades que fizeram parte da história do Cine, alguns deles presentes na ocasião demonstraram em palavras a imensa gratidão em participar da reinauguração de um espaço que trouxe  tantas alegrias aos amantes da cultura.

Na oportunidade a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Adailde Cruz Teles, também relembrou o passado através de um vídeo que retratava o cine em plena atividade. Emocionada a Secretária transmitiu a alegria em resgatar um espaço que impulsionará a realização de grandes espetáculos. ”   [6]


Desde a inauguração, o cine teatro é palco de peças teatrais do Grupo de Teatro A Fênix, dirigida por Carlos White,  do Festival de Talentos, lançamentos de livros, sessões de cinema e várias reuniões de associações, professores e cursos, além de homenagens.

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Algumas frases :

” Nas matinés do Cine Teatro Engenheiro Dórea, eu adorava assistir aqueles filmes com o Rock Hudson e a Doris Day para apreciar as mansões de Beverly Hills, os Cadillac e os Bel Air. ”  João Carlos Cavalcanti   [7]

 


A localização :

 


Fontes e referências:

[1]   IBGE – fotos

[2]   página no Facebook: Fotos Antigas de Caculé  –  – acessado em 1.5.2016

[3]   site Taberna da História do Sertão Baiano  – http://tabernadahistoriavc.com.br/cine-teatro-engenheiro-dorea-foi-inaugurado-na-decada-de-1940/  –  acessado em 1.5.2016

[4]   jornal online Brumado Notícias  – http://www.brumadonoticias.com.br/antigo/tag/cine-teatro-engenheiro-dorea/  – acessado em 1.5.2016

[5]  site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – acessado em 25.4.2016

[6]   site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – http://www.governodecacule.ba.gov.br/?pagina=noticia&codNoticia=1873 –  acessado em 1.5.2016

[7]   entrevista de João Carlos Cavalcanti, o JC, à Celso Arnaldo Araujo na revista online Go’Where Business n° 08  – http://www.gowhere.com.br/business/o-ceu-nao-e-o-limite/  –  acessado em 3.5.2016

[9]   conversa com o prefeito sr. Beto Maradona, em 14.8.2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ciclo / Queima de Arquivo – o 1º filme caculeense

O primeiro filme (curta metragem) filmado em Caculé e Rio do Antonio, em 1967, com os atores Gessy Gesse (ex-esposa de Vinícius de Moraes) e Carlos White, Arnunice Sapucaia;  dirigido por Cliton Vilela com argumento de José Teles, baseado num conto de Ricardo Cruz.

 

” O curta-metragem Queima de Arquivo, de Cliton Vilela, e o longa O Pistoleiro, de Oscar Santana, são as atrações da próxima edição do projeto Quartas Baianas, no dia 20 de setembro, às 20 horas, na Sala Walter da Silveira (Biblioteca Pública dos Barris).

Os filmes abordam questões do imaginário nordestino, com suas disputas de poder e regras sociais próprias. O curta Queima de Arquivo, do experiente diretor Cliton Vilela, por exemplo, retrata com um olhar realista as leis criadas e impostas pelos coronéis do Sertão da Bahia, tendo como ponto de partida o caso da destruição misteriosa de arquivos e documentos políticos. ”  [2]

 

” O Jornal da Bahia, de 10 de setembro de 1966,  … comenta o filme que está sendo produzido por Clinton Vilela, Histórias de Amor e Ódio:

” O copião do primeiro episódio, Palafitas, dirigido por José Teles, foi exibido na manhã de ontem para um grupo de convidados;   e para o segundo episódio, O Ciclo, já está confirmado o retorno de Gessy Gesse às lides cinematográficas.   Ela fará a principal personagem feminina.”

O terceiro episódio, Véspera de Jogo, “[…] adaptação de um conto de Ariovaldo Matos, direção de Orlando Sena [sic], provavelmente começará a ser rodado a partir de outubro.”
Mais adiante, em 20 de outubro, o Diário de Notícias complementa e estabelece dúvidas sobre a autoria de O Ciclo , informando que o curta metragem foi “[…] dirigido por Cliton [sic] com argumento de José Teles, baseado num conto de Ricardo Cruz, com Echio Reis, Milton Gaúcho e Gessy Genes, filmado totalmente em Caculé.”  [4]

Sobre o diretor Cliton Vilela:  é realizador, diretor, de curtas e diretor de fotografia pernambucano, radicado em São Paulo.

 

Fontes:
[1]  informação oral do ator Carlos White
[2]  página do Jornal A Tarde, caderno Cultura de 19.9.2006  – http://atarde.uol.com.br/cultura/noticias/1098698-quartas-baianas-exibe-filmes-de-clinton-vilela-e-oscar-santana – acessado em 2.3.2016
[3]  site Cinemateca Brasileira do Ministério da Cultura  – http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=FILMOGRAFIA&lang=P&nextAction=search&exprSearch=ID=029358&format=detailed.pft – acessado em 2.3.2016
[4]  livro “Dona Flor da Cidade da Bahía”, de Benedito Veiga, Editora 7 Letras, 2006

 

 

 

Carlinhos Santana

” Carlos Amado Santana, nasceu no dia 11 de março de 1990, na cidade de Caculé.  Filho de família humilde, ainda recém nascido, os seus pais mudaram para a cidade de Malhada, no interior da Bahia, à margem direita do Rio São Francisco.

Carlos Santana - foto

Ainda garoto, tinha a inclinação pelas artes, principalmente a arte do desenho. Com esse magnífico dom, ainda criança, os seus olhos brilhavam como as estrelas, no céu azul e lhe atraiam vendo a mágica e a beleza da arte do criador. Ele contemplava a mãe natureza com os olhos de um Leonardo Da Vinci, talvez com os olhos de um Miguel Ângelo Buonarroti, e sonhava já com o pincel na sua mão, a imaginar a criação de uma tela a óleo de uma linda mulher, talvez a de Dalila! Qual o alvorecer da manhã, quando o sol se ergue do fundo do mar com seus raios multicores, já lhe chamava atenção na beleza das cores. Mas o garoto Carlos Amado Santana, que eu passo a chamá-lo de Carlinhos Santana, não sabia que poderia pintar a lápis. Na escola onde estudava, quando o trabalho escolar era de desenho, ele já mostrava a sua habilidade perante os colegas e a sua professora. Já possuía a habilidade com o lápis.   Entretanto, ele não sabia que existisse pintura à óleo, nem artes realistas, tampouco pintores famosos.   Sabia apenas que aquilo lhe despertava, e lhe dava o prazer de desenhar algumas figuras de pessoas e paisagem da natureza. Foi crescendo o seu conhecimento sobre os grandes artistas e as técnicas de como pintar a lápis e a óleo. E assim, foi desenvolvendo com bastante habilidade vários tipos de pinturas, de paisagens da natureza, utilizando várias técnicas da bela arte de pintar; e assim já está conhecido em toda região, os seus quadros são vendidos para muita gente que ama a arte da pintura. Hoje, Carlinhos Santana já tem trabalhos em vários lugares do Brasil como Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, na nossa região e, é claro, na Bahia.

Sobre a sua principal referência na arte de pintura, ele tem Rose Fernandes, artista plástica da cidade de Guanambi, estado da Bahia. Para Carlinhos, a arte dela é algo inacreditável. O máximo que um artista pode chegar. E com essa humildade ele, com seu pincel, vai moldado na sua perspectiva e passa para a tela onde os que vêem o admiram e não deixam de lhe prestarem homenagem e admiração. É autodidata, estudante, ainda a prestar vestibular para seguir a sua carreira que é a arte plástica da imagem em tela a óleo e a lápis. Aqui, no facebook, ele surpreende muita gente, principalmente no seu mural e no grupo Memórias da Carinhanha, onde há uma grande quantidade de pessoas intelectuais e, quando ele posta lá nesse grupo algumas imagens pintada a óleo e a lápis, é uma grande admiração pelo trabalho do Carlinhos, que é realmente um verdadeiro artista plástico. Nasceu com o dom de ser um grande pintor baiano à margem do Velho Chico.”

Honorato Ribeiro dos Santos.
Poeta e escritor.

 

 

Malhada - Carlinhos Santana - 7abril2016
foto do facebook de Carlinhos, na comemoração de emancipação política da cidade de Malhada (BA), em 7 de abril de 2016

 

página no Facebook:
https://m.facebook.com/Carlinhos-Santana-arts-1460978354119679/

 

 

 

 

A obra de Moraes Moreira

Antônio Carlos Moreira Pires, nasceu em Ituaçu, em 8.7.1947.
Seu primeiro instrumento foi a sanfona. Logo depois, passou a tocar violão e guitarra.
Residiu em Caculé, para estudar o Científico (atual Ensino Médio), entre 1963 e 1966.
Em 1966, transferiu-se para a cidade de Salvador e foi morar em uma pensão, onde conheceu Paulinho Boca de Cantor e Luis Galvão, com os quais formaria mais tarde o grupo Os Novos Baianos. Por essa época trabalhava como bancário.

 

Dados Artísticos

Em 1968, juntamente com Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), formou o grupo Os Novos Baianos, que fez sua estréia com o show “Desembarque dos bichos depois do dilúvio”, em Salvador.

No ano seguinte, participou, com o conjunto, do V Festival da Música Popular Brasileira da TV Record de São Paulo, com sua composição “De Vera” (c/ Galvão). A canção foi registrada no primeiro LP do grupo, lançado nesse mesmo ano, ao lado de outras da mesma dupla de parceiros como “É ferro na boneca” e “A casca de banana que pisei”.

Em 1970, Baby Consuelo lançou um compacto simples, pela RGE, contendo outra música de sua autoria, “Curto de véu e grinalda” (c/ Galvão).

Ainda no início dos anos 1970, transferiu-se com os outros integrantes do conjunto Os Novos Baianos para o Rio de Janeiro, vivendo inicialmente em um apartamento em Botafogo e, mais tarde, em um sítio em Vargem Grande.

Em 1972, o grupo incorporou o baixista carioca Dadi e os percussionistas Jorginho Gomes, Baixinho e Luis Bolacha. Redirecionado musicalmente pela influência de João Gilberto, amigo de infância de Luis Galvão, o conjunto gravou, pela Som Livre, o LP “Acabou Chorare”, contendo, entre outras, canções de sua parceria com Galvão, como a faixa título, “Mistério do planeta”, “A menina dança”, “Um bilhete pra Didi”, “Tinindo trincando” e “Preta, Pretinha”, esta última vindo a se tornar um dos maiores sucessos do grupo, que também ficaria conhecido pela releitura de “Brasil pandeiro” (Assis Valente), incluída nesse mesmo LP.

Em 1973, ainda com o grupo, lançou o LP “Novos Baianos Futebol Clube”. Neste disco, foram registrados outros sucessos de sua autoria, como “Besta é tu” (c/ Pepeu e Galvão), “Sorrir e cantar como Bahia” e “Só se não for brasileiro nessa hora”, ambas em parceria com Galvão, entre outras. O disco incluiu também uma releitura de “Samba da minha terra” (Dorival Caymmi), que se tornaria outro grande sucesso do conjunto.

Em 1974, ainda com o grupo, lançou pela Continental o LP “Linguagem do alunte”, no qual foram incluídas, de sua parceria com Galvão, a faixa-título, “Ao poeta”, “Reis da bola”, “Ladeira da praça” e “Fala tamborim”, entre outras. Com a dissolução do conjunto, partiu para carreira solo. Nesse mesmo ano, participou da trilha sonora da novela “Gabriela” (TV Globo), na qual interpretou sua música “Guitarra baiana”.

Em 1975, lançou seu primeiro disco solo, “Moraes Moreira”.

No ano seguinte, iniciou uma parceria com o poeta Fausto Nilo, com quem compôs “Santa fé”, tema de abertura da novela “Roque Santeiro” (Rede Globo). Ainda em 1976, participou, como cantor, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar.

Lançou, em 1977, o LP “Cara e coração”.

Em 1978, lançou o LP “Alto falante”. Nesse mesmo ano, Zezé Motta interpretou sua música “Crioula” em disco lançado pela gravadora Atlantic.

Em 1979, lançou o LP “Lá vem o Brasil descendo a ladeira”. Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus incluiu no repertório do LP “Vento Nordeste” (CBS) sua composição “Fogo fátuo” (c/ Chacal). Também em 1979, Zizi Possi e o grupo A Cor do Som interpretaram “Fruto maduro”, de sua autoria. Ainda nesse ano, Paulinho Boca de Cantor, ex-integrante dos Novos Baianos e também seguindo carreira solo, incluiu diversas composições de sua autoria em disco lançado pela gravadora Epic: “Nossa trajetória” (c/ Paulinho e Galvão), “Mambeando à beira mar” (c/ Jorginho, Paulinho e Galvão), “Leva o vento” (c/ Galvão) e “Eu sou um padeiro”.

Em 1980, lançou o LP “Bazar brasileiro”. Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus registrou, no LP “Caso de amor”, sua música “Tua sedução” (c/ Fausto Nilo).

Em 1981, lançou o LP “Moraes Moreira. Elza Maria incluiu, no disco “Entra na Rosa” (PolyGram), lançado também nesse ano, sua canção “Pelo microfone” (c/ Fausto Nilo). A música seria regravada mais tarde, também com sucesso, por Elba Ramalho. Ainda em 1981, a dupla Bendegó, formada por Capenga e Gereba, gravou “Do I Ching ao Xingu”, de sua parceria com Capenga e Antonio Risério.

Lançou, em 1982, o LP “Coisa acesa”. Nesse mesmo ano, com direção e roteiro de Fred Góes, montou o show “Pintando o oito”, apresentado no Anhembi (SP). Também em 1982, Ângela Maria gravou sua canção “Sempre Ângela” (c/ Fred Góes e Paulo Leminski).

No ano seguinte, lançou o LP “Pintando o oito”.

Em 1984, gravou o LP “Mancha de dendê não sai”. Também nesse ano, Zezé Motta incluiu, no LP “Frágil força”, sua música “Nega Dina” (c/ Capinan) e Zizi Possi regravou “Dê um rolê” (c/ Galvão), sucesso dos anos 1970 na voz de Gal Costa.

Em 1985, Beth Carvalho interpretou “O encanto do Gantois”, de sua parceria com Edil Pacheco. Ainda nesse ano, compôs com Fausto Nilo “Olhos de Xangô”, incluída na minissérie “Tenda dos Milagres” (Rede Globo). Também em 1985, Luiz Gonzaga gravou “Instrumento bom”, de sua parceria com Fred Góes.

Em 1986, lançou o LP “Tocando a vida”. Nesse ano, sua composição “Dança do amor” (c/ João Donato) foi interpretada por Tânia Alves, no LP “Dona de mim” (CBS).

Em 1987, gravou o LP “Mestiço é isso?”. Nesse ano, Fausto Nilo lançou o disco “12 Letras de Sucesso”, no qual o letrista compilou algumas de suas músicas mais conhecidas, em gravações de grandes artistas da MPB, algumas de autoria da dupla, como “Bloco do prazer”, com Gal Costa, e “De noite e de dia”, com Maria Bethânia, além de sua própria gravação de “Meninas do Brasil” e “Santa Fé”.

Em 1988, lançou os LPs “Bahiano fala cantando” e “República da música”. Também nesse ano, apresentou-se, ao lado de Armandinho, em turnê de shows nos Estados Unidos.

Em 1989, Elba Ramalho interpretou “Popular brasileira”, de sua parceria com Fred Góes, faixa que deu título ao disco da cantora. Nesse mesmo ano, Fred Góes fez o roteiro de seu especial para a Rede Manchete. Ainda em 1989, participou do disco de Armandinho.

Em 1990, fez dupla com Pepeu Gomes, com quem lançou o disco “Moraes e Pepeu”. No ano seguinte, o disco foi lançado no Japão.

Em 1991, gravou o disco “Cidadão”, no qual registrou, entre outras, “Leda” (c/ Paulo Leminski) e a faixa-título, de sua parceria com Capinan.

Um ano depois, convidado por Almir Chediak, participou do songbook de Gilberto Gil, interpretando ao lado de seu filho Davi Moraes a música “Procissão”.

Em 1993, lançou o CD “Terreiro do mundo”, com destaque para sua canção “Agradeça ao Pelô” (c/ Neguinho do Samba), e o CD “Tem um pé no Pelô”.

Gravou, no ano seguinte, o CD “O Brasil tem conserto”.

Em 1995, lançou o CD “Acústico Moraes Moreira”, interpretando 15 sucessos de sua carreira, dentre os quais “Lá vem o Brasil descendo a ladeira” (c/ Pepeu), “Festa do interior” (c/ Abel Silva), “Coisa acesa” (c/ Fausto Nilo), “Acabou chorare” e “Preta Pretinha”, ambas com Galvão.

Em 1996, lançou o CD “Estados”.

No ano seguinte, juntamente com Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão e Pepeu Gomes, entre outros componentes do grupo Novos Baianos, apresentou o show “Infinito Circular”, no Metropolitan (RJ). O espetáculo foi gravado e deu origem ao disco homônimo, lançado no mesmo ano. Ainda em 1997, gravou gravou o CD “50 Carnavais”, contendo sete músicas inéditas e cinco regravações de antigos sucessos.

Em 1999, lançou o CD “500 sambas”.

Em 2001, participou do Rock In Rio, apresentando-se, com seu trio elétrico, no Palco Mundo.

Lançou, em 2003, o CD “Meu nome é Brasil”, contendo suas canções “Violão cidadão” e “Mais que palavras”, ambas com Fred Góes, “Minha pérola”, “Choro novo” (c/ Armandinho), “Indagações de um analfabeto” (c/ Zé Walter), “Rainha da cocada preta” (c/ Tavinho Paes), “Me azara meu amor” (c/ Abel Silva), “Eu sou o caso deles” (c/ Galvão) e “Tô fazendo” (c/ Fred Góes e Maria Vasco), além de “Gente humilde” (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Moraes), “Respeita Januário” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), “Aos pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda) e “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa). Fez show de lançamento do disco no Teatro Rival BR (RJ).

Em 2005, gravou o CD “De repente”, contendo suas canções “Povo brasileiro” (c/ Armandinho), “Pra vida inteira”, “Baião D2”, “Palavra de poeta” (c/ Fred Góes) e “Na glória do samba”, entre outras. Fez show de lançamento do disco na Feira de São Cristóvão, ponto de encontro do povo nordestino no Rio de Janeiro, e na Modern Sound (RJ).

Constam da relação dos intérpretes de suas canções, além dos já citados, Daniela Mercury (“Monumento vivo”, com Davi Moraes), Ney Matogrosso, Luis Melodia (“Mistério do planeta”, com Luis Galvão), Fagner, Simone (“Pão e poesia”, com Fausto Nilo), Marisa Monte (“Dê um rolê”, com Galvão) e Gal Costa (“Festa do Interior”, com Abel Silva, música mais tocada em 1982), entre vários outros.

Em linguagem de cordel, lançou, em 2007, o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos” (Língua Geral Editora), acompanhado de um CD que registra sua voz na leitura do cordel e também de poemas inéditos e letras de sua autoria. O lançamento foi celebrado na Modern Sound (RJ), com leitura de trechos do livro e performance musical, ao lado de seu filho, o guitarrista Davi Moraes.

Lançou, em 2009, o CD e DVD “Moraes Moreira – A História dos Novos Baianos e Outros Versos”, gravado na Feira de São Cristovão, com direção de João Falcão. No repertório, suas canções “Ferro na boneca”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta”, “A menina dança” e “Preta Pretinha”, todas em parceria com Galvão, “Lá vem o Brasil descendo a ladeira” (c/ Pepeu Gomes), “Sintonia” (c/ Zeca Barreto e Fred Góes), “Eu também quero beijar” (c/ Pepeu Gomes e Fausto Nilo), “Bloco do prazer” (c/ Fausto Nilo”, “Spok Frevo Spok” (c/ Fernando Caneca), “Chame gente” (c/ Armandinho) e “Festa do interior” (c/ Abel Silva), além de “Um bilhete pra Didi” (Jorge Gomes), “Brasil Pandeiro” (Assis Valente) e “Vassourinhas” ( Matias da Rocha e Joana Batista Ramos).

Em 2010, lançou o livro “Sonhos elétricos”, reunindo crônicas, cordéis, letras de músicas e fatos de sua biografia.

Apresentou-se, em 2011, no Instituto Moreira Salles, com o repertório do disco “Acabou Chorare”, LP antológico lançado, em 1972, pelo grupo Os Novos Baianos, do qual é fundador. O show, recheado de histórias do conjunto, contou com a participação de Davi Moraes.

Lançou, em 2012, o CD “A revolta dos ritmos”, primeiro disco de inéditas em sete anos. No repertório, “Feito Jorge Ser Amado”, “A dor do poeta”, “Brasileira Academia” e a faixa-título, entre outras. Também nesse ano, participou da série “Grandes nomes, grandes discos”, na casa Miranda (RJ), falando sobre o LP “Acabou Chorare” e interpretando canções do disco que gravou com o grupo Os Novos Baianos em 1972. A mesa contou com a participação do pesquisador Fred Góes. Ainda em 2012, foi um dos palestrantes da série “De conversa em conversa” do 3º Salão de Leitura, realizado no Teatro Popular de Niterói. Nesse mesmo ano, celebrando os 40 anos de lançamento do disco “Acabou chorare”, que gravou como integrante do grupo Os Novos Baianos, fez show ao lado do filho, Davi Moraes, no Instituto Moreira Salles. Em seguida, saiu em turnê comemorativa, que teve estreia no Studio RJ, no Rio, desta vez com a participação de outros músicos.

Em 2013, fez show de lançamento do CD “A revolta dos ritmos” no espaço Miranda (RJ). Nesse mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio da Música Brasileira, nas categorias Melhor Cantor Regional e Melhor Álbum Regional, pelo CD “A revolta dos ritmos”. Ainda em 2013, apresentou o show “Pé de Serra” no Teatro Net Rio (RJ).

 

Obra

  • A casca de banana que eu pisei (c/ Galvão)
  • A dor do poeta
  • A lua dos amantes (c/ Pepeu Gomes)
  • A menina dança (c/ Galvão)
  • A revolta dos ritmos
  • Acabou chorare (c/ Galvão)
  • Agradeço ao Pelô (c/ Neguinho do Samba)
  • Alto falante
  • América tropical (c/ Pepeu Gomes)
  • Ao Poeta (c/ Pepeu e Galvão)
  • Arco-íris (c/ Sivuca e Glorinha Gadelha)
  • Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu (c/ David Antonio Corrêa, Paulo Roberto Carvalho, Carlos Expedito Sena Machado, Ubirajara da Conceição Araújo e Abel Silva)
  • Aventura de Deus (c/ Fred Góes)
  • Baião D2
  • Balança Rio (c/ Fred Góes)
  • Baldes do Maracanã (c/ Abel Silva)
  • Banda Cigana (c/ Pepeu Gomes)
  • Beber na fonte (c/ Fred Góes)
  • Bem viver (c/ Pepeu Gomes)
  • Besta é tu (c/ Pepeu e Galvão)
  • Bloco do prazer (c/ Fausto Nilo)
  • Boca do balão (c/ Fred Góes e Zeca Barreto)
  • Brasil campeão (c/ Pepeu Gomes)
  • Brasileira Academia
  • Bumerangue (c/ Abel Silva)
  • Calundu (c/ Fred Góes)
  • Carnaval (c/ Abel Silva, David Batteau e Mary Elker)
  • Chuvisco no samba (c/ Pepeu Gomes)
  • Cidadão (c/ Capinan)
  • Cidade dos brasileiros (c/ Abel Silva)
  • Coisa Acesa (c/ Fausto Nilo)
  • Colégio de Aplicação (c/ Galvão)
  • Cordão de ouro (c/ Fred Góes)
  • Cosia acesa (c/ Fausto Nilo)
  • Crioula
  • Curto de véu e grinalda (c/ Galvão)
  • Dança do amor (c/ João Donato)
  • De noite e de dia (c/ Fausto Nilo)
  • Dê um rolê (c/ Galvão)
  • De vera (c/ Galvão)
  • Do I Ching Ao Xingú (c/ Capenga e Antonio Risério)
  • É bom suar (c/ Pepeu Gomes e Fred Góes)
  • É ferro na boneca (c/ Galvão)
  • Espírito esportivo (c/ Abel Silva)
  • Estado de graça (c/ Armandinho)
  • Eu sou o caso deles (c/ Galvão)
  • Eu sou um pandeiro
  • Eu também quero beijar (c/ Fausto Nilo e Pepeu Gomes)
  • Fala tamborim (c/ Galvão)
  • Feito Jorge Ser Amado
  • Feito Muhammed Ali (c/ Abel Silva)
  • Felicidade no ar (c/ Galvão)
  • Festa do interior (c/ Abel Silva)
  • Fogo fátuo (c/ Chacal)
  • Forró do ABC (Patinhas)
  • Fruto maduro
  • Guitarra cigana
  • Idade dos brasileiros (c/ Abel Silva)
  • Instrumento bom (c/ Fred Góes)
  • Lá vem o Brasil descendo a ladeira (c/ Pepeu Gomes)
  • Ladeira da praça (c/ Galvão)
  • Leda (c/ Paulo Leminski)
  • Leva o vento (c/ Galvão)
  • Linguagem do alunte (c/ Pepeu Gomes e Galvão)
  • Mais que palavras (c/ Fred Góes)
  • Mambeando a beira-mar (c/ Jorginho, Paulinho Boca de Cantor e Galvão)
  • Melodia do amor (c/ Abel Silva)
  • Meninas de Minas Gerais (c/ Tony Costa e Guilherme Maia)
  • Meninas do Brasil (c/ Fausto Nilo)
  • Meninos do Brasil (c/ Abel Silva)
  • Miragem (c/ Galvão)
  • Mistério do planeta (c/ Galvão)
  • Monumento vivo (c/ Davi Moraes)
  • Na glória do samba
  • Nega Dina (c/ Capinan)
  • Nordeste cosmopolita (c/ Fred Góes)
  • Nossa trajetória (c/ Paulinho Boca de Cantor e Galvão)
  • O Encanto do Gantois (c/ Edil Pacheco)
  • Olhos de Xangô (c/ Fausto Nilo)
  • Os carapintadas (c/ Abel Silva)
  • Outros meninos (c/ Abel Silva)
  • Palavra (c/ Fred Góes)
  • Palavra de poeta (c/ Fred Góes)
  • Pão e poesia (c/ Fausto Nilo)
  • Pelo microfone (c/ Fausto Nilo)
  • Pernambuco e Brasil
  • Piano ex-cravo (c/ Fred Góes e Aroldo Macedo)
  • Pombo correio (c/ Dodô e Osmar)
  • Popular brasileira (c/ Fred Góes)
  • Povo brasileiro (c/ Armandinho)
  • Pra vida Inteira
  • Preta pretinha (c/ Galvão)
  • Quem nunca foi menino (c/ Abel Silva)
  • Rádio coração (c/ Fred Góes)
  • Reis da bola (c/ Pepeu e Galvão)
  • Salseiro (c/ Pepeu Gomes)
  • Salve São Paulo (c/ Béu Machado e Pepeu Gomes)
  • Santa fé (c/ Fausto Nilo)
  • Segue o mantra (c/ Fred Góes e Zeca Barreto)
  • Sempre Ângela (c/ Fred Góes e Paulo Leminski)
  • Sintonia (c/ Fred Góes e Zeca Barreto)
  • Só se não for brasileiro nessa hora (c/ Galvão)
  • Sorrir e cantar como Bahia (c/ Galvão)
  • Swing de Campo Grande (c/ Paulinho Boca de Cantor e Galvão)
  • Tinindo trincando (c/ Galvão)
  • Traiçoeiro caçador (c/ Béu Machado e Pepeu Gomes)
  • Tua sedução (c/ Fausto Nilo)
  • Um bilhete pra Didi (c/ Galvão)
  • Vassourinha elétrica

 

Discografia

  • (2012) A revolta dos ritmos (Moraes Moreira) – Biscoito Fino – CD
  • (2009) Moraes Moreira – A História dos Novos Baianos e Outros Versos • Biscoito Fino
  • (2005) De repente • Rob Digital • CD
  • (2003) Meu nome é Brasil • MZA Music • CD
  • (2000) Bahião com H • Atração Fonográfica • CD
  • (1999) 500 sambas • Abril Music • CD
  • (1997) 50 Carnavais • Virgin • CD
  • (1997) Infinito circular. Os Novos Baianos • PolyGram • CD
  • (1996) Estados • Virgin • CD
  • (1995) Acústico Moraes Moreira • Virgin/EMI-Odeon • CD
  • (1994) O Brasil tem conserto • PolyGram • CD
  • (1993) Terreiro do mundo • PolyGram • CD
  • (1993) Tem um pé no pelô • Som Livre • CD
  • (1991) Moraes e Pepeu no Japão • WEA • LP
  • (1991) Cidadão • Sony Music • CD
  • (1990) Moraes e Pepeu. Moraes Moreira e Pepeu Gomes • WEA • LP
  • (1988) Bahiano fala cantando • CBS • LP
  • (1988) República da música • CBS • LP
  • (1987) Mestiço é isso? • CBS • LP
  • (1986) Tocando a vida • CBS
  • (1985) Tenda dos Milagres • Som Livre • LP
  • (1984) Mancha de dendê não sai • CBS • LP
  • (1983) Pintando o oito • Ariola • LP
  • (1982) Coisa acesa • Ariola • LP
  • (1981) Moraes Moreira • Ariola • LP
  • (1980) Bazar brasileiro • Ariola • LP
  • (1979) Lá vem o Brasil descendo a ladeira • Som Livre • LP
  • (1978) Alto falante • Som Livre • LP
  • (1977) Cara e coração • Som Livre
  • (1976) Roque Santeiro • Som Livre • LP
  • (1975) Moraes Moreira • Som Livre • LP
  • (1975) Gabriela • Som Livre • LP
  • (1974) Linguagem do alunte. Os Novos Baianos • Continental • LP
  • (1973) Novos Baianos Futebol Clube. Os Novos Baianos • Continental • LP
  • (1972) Acabou chorare. Os Novos Baianos • Som Livre
  • (1971) Novos Baianos final do juízo. Os Novos Baianos • PolyGram • Compacto simples
  • (1969) Ferro na boneca. Os Novos Baianos • RGE • LP

 

 

Fonte:  transcrição do site Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira  – http://www.dicionariompb.com.br/moraes-moreira- acessado em 26.2.2016

 

 

 

Anísio Silva

Cantor e compositor nascido em Caculé, Bahia, e radicado no Rio de Janeiro desde a década de 40, foi um dos mais expressivos nomes da música popular nos anos de 1950 e 1960. Atingiu o auge do estrelato em 1960 com a música “Sonhando Contigo”, de sua autoria em parceria com Fausto Guimarães. Na ocasião, estava com 37 anos e exercia a profissão de balconista em uma farmácia, no Rio de Janeiro.

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Chegou a vender mais de dois milhões de cópias e tornou-se o primeiro artista brasileiro a ser agraciado com o disco de ouro. Foi o primeiro intérprete a tornar-se o mais próximo rival de Nelson Gonçalves, brilhando alternadamente com o popular cantor nas paradas de sucesso.
Em 1956, estreou na vida artística ao lançar “Tudo foi Ilusão”, através da pequena gravadora Repertório.
Em 1957, contratado pela Odeon, regravou a mesma música com sucesso estrondoso.

Em 1959, alcançava os primeiros lugares das paradas de sucesso novamente com as músicas “Tu, Somente Tu” e “Quero Beijar-te as Mãos”, ocupando o primeiro posto na venda de discos no Brasil, sempre ao lado de Nelson Gonçalves. O disco “Pensando em Ti” alcançou 400 mil cópias vendidas. Feio, lutou muito tempo por um lugar ao sol, com boa voz e boa interpretação, constituindo-se num fenômeno da gravadora Odeon. Amigo do Presidente Juscelino Kubitschek, Anísio Silva chegou a cantar na inauguração de Brasília, em 1960. No mesmo ano, casou-se com Conceição Sette Câmara Silva, numa cerimônia religiosa realizada em Aparecida do Norte.

Daí até 1963 viveu a grande fase de sua carreira, atuando no rádio e realizando shows em todo o Brasil. São também desse período os sucessos “lnteresseira” (1958), “Alguém me disse” (1960), “Onde estarás” (1961) e “Ave Maria dos namorados” (1963), entre outros, lançados em LPs e discos de 78 rpm.
A partir de 1964, sua popularidade entrou em declínio, embora tenha continuado a lançar LPs anuais até 1968.
O cantor resolveu aposentar-se no auge da fama, em 1968, passando a se apresentar apenas no Forró do 66, clube do qual era proprietário.
Na década de 1970, praticamente abandonou a atividade de cantor, dedicando-se à administração de sua casa de diversão. Em onze anos de carreira, entre 1957 e 1968, gravou 37 discos.

Morreu no Rio de Janeiro de infarto em seu apartamento no bairro do Flamengo, em 18 de fevereiro de 1989.
Deixou dois Filhos, sendo seu filho Vini Silva produtor artístico e cultural, continuador de sua obra.

 

Fonte:  site Memorial da Fama – http://memorialdafama.com/biografiasAB/AnisioSilva.html –  acessado em 24.2.2016

 

 

 

Moraes Moreira

Moraes Moreira começou tocando sanfona de doze baixos em festas de São João e outros eventos de Ituaçu, o “Portal da Chapada Diamantina”. Na adolescência aprendeu a tocar violão, enquanto fazia curso de ciências em Caculé, Bahia. Mudou-se para Salvador e lá conheceu Tom Zé, e também entrou em contato com o rock n’ roll. Mais tarde, ao conhecer Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, formou o conjunto Novos Baianos, onde ficou de 1969 até 1975. Juntamente com Luiz Galvão, foi compositor de quase todas as canções do Grupo.[1] O álbum Acabou Chorare, lançado pela banda em 1972, foi considerado pela revista Roling Stone Brasil[2] um dos 100 melhores álbuns da história da música brasileira. Moraes Moreira possui 40 discos gravados, entre Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar e ainda dois discos em parceria com o guitarrista Pepeu Gomes. Moraes se enquadra entre um dos mais versáteis compositores do Brasil, misturando ritmos como frevo, baião, rock, samba, choro e até mesmo música erudita.

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Saiu em carreira solo no ano de 1975, e desde então já lançou mais de 20 discos. Na sua carreira solo, destacou-se como o primeiro cantor de trio elétrico, cantando no Trio de Dodô e Osmar, e lançou diversos sucessos de músicas de carnaval, no que se convencionou chamar de “frevo trieletrizado”. Alguns dos sucessos dessa fase são “Pombo Correio”, “Vassourinha Elétrica” e “Bloco do Prazer”, dentre outras.

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“Tudo começou em Ituaçu, cidade do sertão baiano, onde nasci. Ainda criança, já era despertado pelo som das bandas de música, pelas madrugadas que antecediam a festa da Padroeira. Eram as alvoradas. Tubas, trompas, trompetes, clarinetes e plautins no toque da caixa, lindos dobrados rompendo o silêncio, entrando em meu sonho. Fogos de artifício explodiam no ar. Logo corria pra rua, e atrás da banda andava e admirava todos aqueles instrumentos e seus sons maravilhosos. A Lira e a Jandira, duas bandas que completavam a alegria da cidade. Bandas que passaram dentro de mim.

À medida que ia crescendo, crescia também o interesse pela música. Ganhei da minha irmã uma sanfona de doze baixos, meu primeiro instrumento, e em pouco tempo de aprendizado já dava para animar festas de São João, batizados e casamentos. Meu professor foi Fidélis, o melhor sanfoneiro da região. Nessa época, se encontrava preso, cumprindo pena por crime cometido na Gruta da Mangabeira. Eu ia visitá-lo em sua cela, enquanto ele me ensinava um pouco dos conhecimentos de sanfoneiro.

 

Com 16 anos de idade, concluí o ginasial em Ituaçu. Para continuar os estudos, fui para Caculé, cidade vizinha onde havia o curso científico.
Chegando lá, logo fiquei conhecendo dois bons violonistas que me ensinaram os primeiros acordes. Me apaixonei pelo instrumento. Mestre Dadula era um deles, do qual eu ouvi duas frases que jamais esqueci: “Violão não tem fim” e “Afinar é mais difícil que tocar”. O outro era Arnunice, colega de colégio com quem aprendi muita coisa. Tocávamos juntos em festivais, bailes e serenatas.

Três anos em Calulé, terminei o curso científico e adquiri, nesse espaço de tempo, um conhecimento razoável de violão. Parti para Salvador, onde deveria prestar exame de vestibular para Medicina. Senti, nesse momento, que já estava bem mais pra música. Ingressei no Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia e mesmo não encontrando vaga para estudar violão, topei fazer o curso de percussão, pois meu objetivo era conhecer pessoas e penetrar no meio musical de Salvador. Foi aí que encontrei Tom Zé, grande compositor baiano, que ensinava violão no Seminário, e com ele estudei cifras e composição. Este foi meu primeiro contato com a música; até então eu só tocava de ouvido.

 


 

De lá para cá, são mais de 30 anos de estrada, entre Novos Baianos e carreira solo. Isso sem falar nas músicas gravadas por grandes artistas da MPB.

O violão tem sido o companheiro inseparável, o parceiro de sempre.”

 

Fonte:  site oficial de Moraes Moreira – http://moraesmoreira.com.br/historia/ – acessado em 25.2.2016