Inauguração da Igreja Matriz de Caculé

Inauguração da Igreja Matriz de Caculé

A inauguração e benção pelo Bispo de Caetité, da  Igreja Sagrado Coração de Jesus, ocorreu no dia 8 de setembro de 1968.

Praça Igreja - construção 1970 - MuseuDeCacule

Transcrevemos abaixo a matéria publicada no Jornal A Seta:
”   Esperando mais de um lustro, Caculé, eufórico viu no dia 8 de setembro, data consagrada ao seu excelso Padroeiro, o Sagrado Coração de Jesus, a inauguração de sua Igreja-Matriz, construída em estilo arquitetônico moderno, caracterizando-se o seu amplo auditório em forma de leque, possuindo na ala direita uma sala para escola primária e reuniões com capacidade para cinquênta elementos, bem como uma vasta sacristia.
A benção foi dada por D. Jose Pedro Costa, às 9 horas do referido dia e a seguir o nosso eminente Bispo, príncipe da oratória sacra, proferiu maravilhoso sermão pertinente ao ato, onde teceu louvores e agradecimento à Família Fernandes, maxime ao seu saudoso chefe Miguel Fernandes, o pioneiro e responsável pela construção do magnífico templo religioso, doado a esta Cidade.
Como representantes da Família Fernandes, compareceram às cerimônias inaugurais, a ilustre viúva D. Cacilda Castro Fernandes, o distinto casal Autímio e Aurinda (D. Iaiá) Fernandes, inclusive seu filho Valeriano Neto e espôsa.
Naquêle ensejo foi pretada uma homenagem póstuma a Miguel Fernandes, colocando em sinal de gratidão, o seu retrato na sacristia do referido templo, falando na ocasião o Prof. Eleutério Tavares, Sr. Valdemar Damasceno e por fim D. José Costa. ”   [1]

Igreja Matriz - Inauguração - Jornal A Seta - NOV 1968 - recorte MuseudeCacule
* Cópia do Jornal A Seta faz parte do Acervo (Reserva Técnica) do Museu de Caculé

 

Fotos mais recentes da Igreja Matriz (sem data):

 

 


Fonte:

[1]   Jornal A Seta,  N.3, publicado em Novembro de 1968, Caculé/BA

 

 

 

 

 

 

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Associação Rural de Caculé 

Em meados de 1956 a Associação Rural de Caculé foi fundada, com sede e foro em Caculé.

Foram os objetivos :
– organizar um centro de informação sobre a vida agropecuária ;
– criar serviços de assistência técnica, econômica e social ;
– promover o ensino profissional.

A direção era composta pelos agropecuaristas :
Presidente : Sr. Autímio Fernandes
Vice-presidente : Sr. José Fernandes
Secretários : Sr. João Pereira e Sr. Miguel Rodrigues
Tesoureiros : Sr. Elpídio Castro e Sr. Raul Brito

Comissão Fiscal: Sr. Antônio Teixeira, Sr. Fidelcino Carvalho, Sr. Francisco Amaral, Sr. Gersinho Correia, Sr. Joaquim Pereira e Sr. Custódio Aguiar.

 


Fonte:
[1] jornal A Seta, outubro 1956, Nr. 1, Ano 1, pág.1

 

 

 

 

 

A Casa do Motor 

“A Casa do Motor” era o nome dado pela população para o imóvel que abrigava os geradores de energia elétrica.   [1]
Localizada na Rua Juvêncio Teixeira Guimarães, no centro de Caculé; atualmente a APAE Caculé está sediada neste imóvel.   [2]

O primeiro gerador foi instalado em 1948/1949, sob a organização do Sr. Miguel Fernandes. 

A ampliação da rede de distribuição de energia elétrica e a instalação de 2 novos geradores,   de fabricação alemã [2], ocorreu durante o ano de 1976 na gestão do prefeito Sr. Antonio Alves Teixeira e inaugurados em 10.8.1976.   [4]

P.S.: Caculé recebeu a visita do Governador Roberto Santos no dia 10-08-76, tendo na oportunidade inaugurado oficialmente a Usina Municipal de Energia, … ”   [4]
Ainda no governo de Antonio Teixeira foram instalados mais 2 grupos geradores de   275 KVA cada, ampliando a rede de distribuição de energia elétrica para toda a cidade,  mediante convênio com a Secretaria de Minas e Energia do Estado.   [4]

Os geradores (ou motores) eram desligados às 22h; momento que cada morador utilizava lamparinas ou lanternas para a iluminação de sua residência.   [1]

Importante observar que antes do “Motor” o Aero-Clube  (atual Cine Teatro Eng. Dórea) possuía um gerador próprio que permitira as sessões de cinema, desde fins da década de 1940.   [5]

Com a chegada da luz elétrica pela empresa estatal de energia elétrica, os geradores foram desativados e o paradeiro desconhecido.

 


Fontes:
[1]   relatos da moradores
[2]   informação da Sra. Airam, em entrevista à Solange Graia, em agosto 2017
[3]   livro Recordos de Vespasiano Filho, 2000.
[4]   Folha Informativa sobre o governo municipal (capa de caderno), sem data, acervo do Professor José Carlos Teixeira.
[5]  informação de Sr. Nozinho, em entrevista à Solange Graia e Carlos White, em 25.8.2017.  (Em 1948, Sr. Nozinho era o projecionista do Aero-Clube)

 

 

 

 

 

 

As Ruas de Caculé e suas Personalidades

Quem são as personalidades homenageadas com nomes de ruas, praças e avenidas ?
Aqui apresentamos, sucintamente, essas pessoas que contribuíram para Caculé e sua história:

 

Rua Rui Barbosa – centro :   Ruy Barbosa de Oliveira (1849 – 1923), conhecido como “Águia de Haya”,  foi uma das maiores personalidades do Brasil. Nascido em Salvador, faleceu em Petrópolis, RJ. Rui Barbosa foi um dos principais nomes do Movimento Abolicionista e formuladores da República.
Logo após receber o grau de bacharel, retorna à Bahia para tratar de sua saúde e iniciar as atividades na advocacia. Em 1873, viaja à Europa, também para tratamento de sua frágil saúde. Nos anos seguintes, faz diversas campanhas de grande repercussão, defendendo temas como liberdade religiosa, eleição direta e abolição dos escravos, além de se posicionar contra o alistamento militar obrigatório.
Inicia carreira política em 1878, elegendo-se Deputado à Assembléia Legislativa Provincial da Bahia. Já no ano seguinte é eleito Deputado à Assembléia Geral Legislativa da Corte, transferindo-se para a capital do Império, o Rio de Janeiro.

Na Fundação Casa de Rui Barbosa (http://www.casaruibarbosa.gov.br) encontram-se inúmeros documentos que confirmam o seu envolvimento com o fim da escravidão.
Acesse o link para conhecer mais detalhes:  http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-brilhantismo-e-a-mitica-de-ruy-barbosa/7878

 

Av. Eng. Arthur Castilho – centro :  Era engenheiro e diretor geral do Departamento Nacional de Estradas de Ferro – DNEF.   [4]
Participou da inauguração da Estação Ferroviária de Caculé, em 15.11.1950.   [4]
Amigo pessoal do sr. Miguel Fernandes, residiu em Caculé enquanto coordenava a construção da ferrovia.

 

Av. Dr. Antonio Muniz – centro :

 

Av. Cônego Miguel Monteiro – centro :  O primeiro intendente de Caculé, o Cônego Miguel Monteiro de Andrade, “comandou” a cidade no período de 1.1.1919 à 31.8.1920.

 

Praça J. J. Seabra – :   José Joaquim Seabra (1855 – 1942)  foi um político e jurista brasileiro, nascido em Salvador, ministro de estado e governador de seu estado em duas ocasiões (1912-1916 / 1920-1924). Filho de José Joaquim Seabra e de Leopoldina Alves Seabra, foi educado no Colégio Guilherme Pereira Rebelo. Formou-se em direito na Faculdade de Direito de Recife (1877), onde chegou a lecionar posteriormente como professor catedrático e foi diretor geral nesta mesma instituição. Foi durante breve período também Promotor Público em Salvador, mas atraído pela política, voltou para seu estado e elegeu-se Deputado Federal para a Constituinte Republicana, e logo após, para a Nova Câmara dos Deputados (1891-1893), mas tendo se tornado inimigo de Floriano Peixoto, e por isso foi desterrado para Cacuí, na Amazônia, depois em Montevideo. Decretada a anistia (1895), recuperou seu mandato na Câmara e no governo de Prudente de Morais, novamente eleito pela Bahia, voltou ao parlamento (1897-1899). Conhecido como J. J. Seabra, foi deputado federal em outras três ocasiões (1900-1902 / 1909-1911 / 1933-1937) chegando à liderança do governo durante o mandato de Campos Sales (15/11/1898 a 15/11/1902) e foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo de Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906) e da Viação, no de Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914). Após o episódio do bombardeio (1912) foi eleito governador do Estado da Bahia (1912-1916). Deixando o governo foi para o Senado Federal (1917), aí permanecendo até o fim da década (1920), quando foi novamente eleito governador do seu estado (1920 -1924). Regressou à Câmara (1934), deixando-a por ocasião do golpe de estado (1937). Morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, e foi enterrado no cemitério do Campo Santo, em Salvador, capital baiana. O município baiano de Seabra foi nomeado em sua homenagem. Ainda foi como interino Ministro da Agricultura e Comércio e das Relações Exteriores e Presidente do Conselho Municipal do Distrito Federal.

Acesse o link para conhecer mais detalhes: http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-polemico-j-j-seabra/9952

 

Rua Silva Lima – :

 

Rua Juvêncio Teixeira Guimarães – : …
Nesta rua estava instalado em 1975 o gerador (conhecido popularmente como: “o motor”) que fornecia energia elétrica ao centro da cidade.   [3]
Com sua desativação, o prédio abrigou algumas instituições da prefeitura, como a cozinha que centralizada a produção da merenda escolar,  Creche Lar Carinhos  e, atualmente está instalada a APAE – Associação De Pais E Amigos Dos Excepcionais.  [3]

 

Lagoa Manoel Caculé – :

 

 


Fontes:

[1]
[2]
[3]   relato de Solange Graia, professora de história e coordenadora do Museu de Caculé.
[4]   placa da inauguração da Estação Ferroviária de Caculé, ainda presente na estação.

 

 

 

 

 

 

 

Moção de Pesar à Adelbardo Silveira (professor Deba)

Moção de Pesar à Adelbardo Silveira (professor Deba)

Luciano Ribeiro apresenta Moção de Pesar à Adelbardo Silveira (professor Deba) na Assembléia Legislativa da Bahia – ALBA.

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O deputado Luciano Ribeiro apresentou em 7.7.2015, na Assembleia Legislativa, Moção de Pesar pelo falecimento do Mestre Adelbardo Silveira, ocorrido ontem, aos 83 anos. Conhecido carinhosamente na região do Alto Sertão da Bahia por Professor Deba, é filho de Florindo Serapião da Silveira e Almerinda Borges Silveira, nascido no município de Rio do Antônio, em 1º de julho de 1932. Deba é figura ilustre e grande contribuidor no desenvolvimento da educação e do desenvolvimento sociocultural naquela região. Além de dedicar a sua vida ao magistério, foi advogado, político – sendo prefeito e vice-prefeito de Rio do Antônio -, escritor, comunicólogo. Grande defensor, incentivador e entusiasta da cultura local, com ações também em defesa do meio ambiente, sendo membro ativista do Modera – Movimento pela Despoluição e Conservação do Rio do Antônio.

Professor Deba passou a infância em Rio do Antônio, onde fez o curso primário. Em 1952, diplomou-se em professor primário pela antiga e reconhecida Escola Normal de Caetité. Exerceu o magistério em sua terra natal até 1956, transferindo-se para Caculé onde, por mais de 20 anos, lecionou várias matérias e foi diretor no Colégio Estadual Norberto Fernandes, que foi referência na educação e cultura em toda região, sendo o professor Deba um importante contribuidor pelo destaque do colégio.

Em 1979 diplomou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Teófilo Otoni da Fundação Educacional Nordeste Mineiro, passando a exercer a profissão de advogado a partir de 1985, após ter deixado a Prefeitura Municipal de Rio do Antônio, onde exerceu por duas vezes o cargo de prefeito e por duas vezes o cargo de vice-prefeito.

Sua contribuição pela educação e cultura sempre foi ativa, a exemplo disso foi fundador do Setor Local da CNEC, que manteve o colégio Florindo Silveira, onde, por muitos anos, lecionou sem qualquer remuneração e, como membro desse Conselho, foi presidente do Setor Local e Coordenador de Educação desta região, abrangendo 12 colégios, alguns dos quais fundados por ele. O professor Deba ao falar de seus alunos, que sempre se lembrava com muito orgulho, ressaltava que a grande compensação do exercício do magistério era o de ver os seus alunos se destacando na vida profissional, como os vários e renomados médicos, advogados, dentistas, professores, artistas etc.

Aficionado das letras, foi fundador e redator do Jornal “O Arrebol”, editado no próprio município de Rio do Antônio por mais de 5 anos. Deba exerceu o rádio amador, fundando a “Rio FM” e como amante da telecomunicação, foi telegrafista. Integrado socialmente, foi membro da Maçonaria Loja Atalaia Sertaneja Oriente Nº 50 de Caculé, onde foi venerável mestre e membro também da Lions Clube de Caculé.

Escritor de inúmeros textos e poesias, se apaixonou pelo Cordel, prática que exercia por puro prazer e diletantismo. O seu último livro – “Minhas Memórias – Antes que seja tarde” – foi lançado em 2013 e é autobiográfico, trazendo além de memórias e culturas da região do Alto Sertão, as histórias deste ilustre cidadão, sempre engajado em atividades artísticas, educacionais e de inclusão social, nos presenteando com ricas e importantes contribuições em diversas áreas. E, neste momento de grande perda, nos solidarizamos com os familiares e amigos, ao tempo em que desejamos que Deus possa confortar os nosssos corações, nos trazendo força e esperança.

 


Fonte:
Ascom Dep. Luciano Ribeiro (DEM)

História do Jardim de Alah

História do Jardim de Alah

Por que conhecer o Jardim de Alah no Rio de Janeiro ? O que tem a ver com Caculé ?
Pensei muito se valeria a pena incluir um texto com uma breve informação sobre o parque, ou melhor, o Jardim de Alah localizado na Zona Sul Carioca, conectando os bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa Rodrigo de Freitas.
A importância em conhecermos e registramos a história da nossa cidade, Caculé, vai além dos limites da cidade, pois, as influências externas foram um dos motores para o crescimento de Caculé.
Conhecermos a história,a origem dos locais e sua influência em nossa cidade, ajuda a compreendermos sua história e o momento histórico de sua construção.

A Praça J.J.Seabra foi concebida e construída por Miguel Fernandes à época que muito viajava à Capital Federal, no Rio de Janeiro.
Miguel Fernandes, que muito fez para o desenvolvimento de Caculé,  trazia para a cidade uma clara influência da capital federal.
Posteriormente a Praça J.J.Seabra sofreu grande mudança arquitetônica e paisagística no governo do Prefeito Luciano Ribeiro (DEM-BA).
Atualmente a Praça do Jardim, como ficou conhecida, mantem sua importância, sendo referência para a população.
Lojas, residências e o Banco Bradesco estão localizados na praça, que também é muito utilizada para lazer (inclusive à noite).

 

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Foto publicada no livro: Caculé de Miguelzinho
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Foto do Jardim de Alah, década de 1930, autor desconhecido.   É possível observar a semelhança arquitetônica e de paisagismo com a Praça J.J.Seabra (Praça do Jardim).

 

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Vista atual do canal e do Jardim de Alah  (a Lagoa abaixo e acima: margem esquerda do canal está o bairro de Ipanema e à direita o bairro do Leblon)

 

” O famoso canal, localizado entre Ipanema e Leblon, tem um passado de bonitas memórias. Antes de ser Jardim de Alah, o local era chamado por três nomes: Praça Grécia, Praça Couto Abel e Praça Saldanha da Gama.

O nome passou a ser Jardim de Alah depois que os jardins da área ficaram totalmente prontos, além da inspiração em um famoso filme da época ‘O Jardim de Alá’, lançado em 1936”, pontua o historiador Maurício Santos.

Os jardins ficaram prontos em 1938. O projeto foi baseado no trabalho do arquiteto francês Alfredo Agache para outros jardins. O responsável pela obra no Jardim de Alah foi o brasileiro David Xavier de Azambuja.
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O Canal, em si, que ligava a Lagoa Rodrigo de Freitas à praia é anterior ao Jardim. Ele foi construído na década de 1920, no intuito de deixar as águas da Lagoa mais salubre e evitar enchentes.

Pouca gente sabe, mas décadas atrás existiam gôndolas [como as de Veneza]que levavam pessoas através do canal até à Lagoa Rodrigo de Freitas”, pontuou o historiador Milton Teixeira à Rádio Globo.
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Além disso, entre 1950 e 1960 era possível alugar pedalinhos para se navegar pelo Canal, apreciando a vista do Jardim.

Em dezembro de 2003, durante a prefeitura de César Maia, o Jardim de Alah passou por uma grande reforma, pois estava em péssimo estado de conservação.

Contudo, anos depois os problemas de má conservação voltaram e hoje em dia, o Jardim de Alah está longe do melhor estado físico, se tornando menos atrativo do que deveria ser.

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A construção da Linha 4 do metrô, que tem a estação Jardim de Alah, é uma esperança de que a região volte a ser um ponto mais visitado pela população, o que não vem acontecendo com tanta intensidade.  ”  [1]

” Em 1920, quase 30 anos depois da proposta do projeto de transposição de suas águas, a Lagoa Rodrigo de Freitas recebeu as primeiras obras de saneamento. Foram construídos dois canais de comunicação com o mar, ambos projetados pelo engenheiro Saturnino de Brito.

O primeiro, para recolher as águas pluviais da serra do Corcovado, pela Avenida Visconde de Albuquerque. O segundo, o Jardim de Alah, com 140 metros de extensão, servia para a comunicação das águas da Lagoa Rodrigo de Freitas com o mar, visando oxigenar, manter a salinidade e propiciar a ligação permanente, o que contribuía para diminuir o problema das enchentes. (…)

Durante a presidência de Washington Luís (1926-1930), o então prefeito Prado Júnior, decidido a implantar o estilo urbanístico de Paris no Rio de Janeiro, contratou o professor e o arquiteto francês Alfredo Agache, considerado “pai do urbanismo”.

Em Ipanema e no Leblon, o plano previa a construção e quadras residenciais com espaços arborizados para descanso e lazer. No governo Getúlio Vargas, entretanto, o plano foi revogado.

Na década de 1930, Ipanema ganhou finalmente um projeto urbanístico que propunha o nivelamento da faixa de areia e o ajardinamento na área mais próxima à avenida, com o plantio de mudas de coqueiros. É dessa época ainda a construção de duas piscinas públicas. Uma na ponta do Arpoador e outra no início da Avenida Niemeyer, no Leblon, que jamais fizeram sucesso e acabaram demolidas.

Os jardins do Calabouço, projetados por Agache, foram reinterpretados e implantados em Ipanema, em torno do canal, no Jardim de Alah, pelo paisagista David Xavier de Azambuja, sob as ordens do prefeito Henrique Dodsworth. O estilo arquitetônico art déco do original é perfeitamente identificável naquele parque, no qual a prefeitura procurava criar um lugar romântico, com cais e gôndolas para passeios na lagoa. Inaugurado em 1938, quando fazia sucesso nos cinemas do Rio o filme Jardim de Alah, com Marlene Dietrich, que acabou dando nome ao lugar.  ”  [2]

 

Em 2003, foi totalmente renovado pela Prefeitura do Rio, na administração do prefeito César Maia, sendo reinaugurado em 20 de dezembro daquele ano.

A estação Jardim de Alah do Metrô Rio, inaugurada em 30.7.2016, possui dois acessos: na esquina das avenidas Borges de Medeiros com Ataulfo de Paiva e outro na própria Ataulfo de Paiva, próximo à Rua Almirante Pereira Guimarães.  [4]

 

 


Fontes:

[1]   transcrição do site Diário do Rio: “História do Jardim de Alah e seu passado com gôndolas”  –  http://diariodorio.com/historia-do-jardim-de-alah/  –  acessado em 26.4.2017

[2]  transcrição de parte do livro: BALSA, Marilena. Ipanema de rua em rua : do Arpoador ao Jardim de Alah. Rio de Janeiro : Ed. Rio, 2005. P. 27-30.

[3]  blog Verde do Jornal O Globo online  –  http://blogs.oglobo.globo.com/blog-verde/post/a-historia-do-canal-do-jardim-de-alah-186735.html  –  acessado em 27.4.2017

[4]  matéria no Jornal G1: Com Temer e Pezão, Linha 4 do Metrô no Rio é inaugurada  –  http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/07/temer-participa-de-inauguracao-da-linha-4-do-metro-no-rio.html  –  acessado em 27.4.2017

 

 

 

 

 

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Cine Teatro Engenheiro Dórea

O cine teatro foi inaugurado em 1945, com discurso do Sr. Rustino (vindo da cidade Caetité). 

Construído especificamente para abrigar o cinema e, no segundo andar,  os bailes e festas que aconteciam aos  fins de semana. 

Em 1948 o projecionista do cinema era Agenor Fernandes Neves (Nozinho).   Era ele que cuidava da parte técnica do cine, trabalhando com o Sr. Gonçalves. 
 

Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Doria
após a reforma, executada na gestão do prefeito Luciano Ribeiro, o cine teatro foi reinaugurado em 9 de junho de 2012

” Inaugurado na década de 1940, o antigo cinema de Caculé fechou suas portas em 1980 após centenas de exibições dos clássicos da sétima arte. Hoje, para alegria dos caculeenses, a sala, que já encantou gerações, abrigou salões de dança e reuniões da alta sociedade, será reaberta definitivamente em junho de 2012.
A obra de revitalização do cinema concentra investimentos iniciais na ordem de R$250 mil, anunciados pela Prefeitura local, a fim de restaurar o prédio do “Cine Theatro Engenheiro Dórea”, localizado no centro da cidade. O nome do lugar é uma homenagem a Manoel Dórea, responsável pela idealização do espaço, que havia sido desativado há anos para dar lugar ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde. Na década de 1950, o direito de uso do espaço foi cedido ao lanterninha (sic) Antônio Romário de Oliveira Conceição, que ainda manteve o cinema funcionando, mesmo em ruínas, durante 30 anos.
Com recursos próprios, a Prefeitura informou em nota que, além de uma ampla reforma, também serão comprados equipamentos como tela e projetor, no intuito de resgatar e modernizar o espaço cultural da cidade.
“Quando soube que o prédio do cinema iria ser restaurado, comemorei. Foi uma das melhores notícias que recebi”, vibrou o escritor Carlos Alberto de Souza.
A comunidade de Caculé está ansiosa pela inauguração do cinema, que promete movimentar a cidade, tal a importância da sala, enquanto espaço cultural e histórico.
A repercussão da obra de abertura tem sido bastante positiva, inclusive, com matéria de destaque publicada no Jornal A Tarde.”   [4]

 


O segundo andar, local reservado para bailes, sede do Aero-Clube, possuía um pequeno palco para as apresentações das bandas e o piso era em madeira.   [9]
 

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foto aérea, sem data, com a antiga igreja matriz, cine teatro Eng. Dórea, o Paço e parte da cidade, disponível no IBGE

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Segundo José Alves Fróis, em seu livro Caculé de Miguelzinho, de 1967, havia um teatro construído em 1900 e reconstruído em 1920, passando para o “domínio” da Sociedade Lira Caculeense.
A Lira Caculeense fora fundada em 1909, sendo o presidente o Cônego Miguel Monteiro e regente o Maestro Antonio Fróes de Castro.   [12]

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A Reforma:

 

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Durante a reforma, foi necessário substituir o piso de tábuas de madeira por uma lage de concreto.
Ao retirar as vigas (peças em madeira do telhado) do teatro,  as paredes originais não conseguiram se sustentar desabando.  Por este motivo, foi necessário a reconstrução integral das paredes e do telhado do espaço da platéia do teatro.   [9]
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Atualmente conta com 15 fileiras de 10 poltronas cada, e uma fileira com 8 poltronas, divididos de forma igual no lado direito e esquerdo.
Em 2016 foram instalados os aparelhos de ar-condicionado na platéia.

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A Reinauguração:

” Prédio do Cine Teatro de Caculé é reinaugurado
Muita emoção marca a volta do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória 14/06/2012 – Ascom PMC

O dia 9 de junho (2012) ficará marcado na história de todos caculeenses que participaram de um evento que resgatou a historia da cultura do município. Depois de 30 anos o Prédio do Cine Teatro Engenheiro Emmanuel Dória (sic) é reinaugurado e em grande estilo retrata a magia da arte em uma noite de encantamento e fortes emoções.

Uma linda apresentação da peça “Anos Dourados”, do Grupo Teatral EmerGente, coordenado pelo escritor Carlos Alberto de Souza, também conhecido como Carlinhos White, homenageou brilhantes personalidades que fizeram parte da história do Cine, alguns deles presentes na ocasião demonstraram em palavras a imensa gratidão em participar da reinauguração de um espaço que trouxe  tantas alegrias aos amantes da cultura.

Na oportunidade a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Adailde Cruz Teles, também relembrou o passado através de um vídeo que retratava o cine em plena atividade. Emocionada a Secretária transmitiu a alegria em resgatar um espaço que impulsionará a realização de grandes espetáculos. ”   [6]


Desde a inauguração, o cine teatro é palco de peças teatrais do Grupo de Teatro A Fênix, dirigida por Carlos White,  do Festival de Talentos, lançamentos de livros, sessões de cinema e várias reuniões de associações, professores e cursos, além de homenagens.

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Algumas frases :

” Nas matinés do Cine Teatro Engenheiro Dórea, eu adorava assistir aqueles filmes com o Rock Hudson e a Doris Day para apreciar as mansões de Beverly Hills, os Cadillac e os Bel Air. ”  João Carlos Cavalcanti   [7]

 


A localização :

 


Fontes e referências:

[1]   IBGE – fotos

[2]   página no Facebook: Fotos Antigas de Caculé  –  – acessado em 1.5.2016

[3]   site Taberna da História do Sertão Baiano  – http://tabernadahistoriavc.com.br/cine-teatro-engenheiro-dorea-foi-inaugurado-na-decada-de-1940/  –  acessado em 1.5.2016

[4]   jornal online Brumado Notícias  – http://www.brumadonoticias.com.br/antigo/tag/cine-teatro-engenheiro-dorea/  – acessado em 1.5.2016

[5]  site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – acessado em 25.4.2016

[6]   site da PMC – Prefeitura Municipal de Caculé – http://www.governodecacule.ba.gov.br/?pagina=noticia&codNoticia=1873 –  acessado em 1.5.2016

[7]   entrevista de João Carlos Cavalcanti, o JC, à Celso Arnaldo Araujo na revista online Go’Where Business n° 08  – http://www.gowhere.com.br/business/o-ceu-nao-e-o-limite/  –  acessado em 3.5.2016

[9]   conversa com o prefeito sr. Beto Maradona, em 14.8.2017

[10]   entrevista com Sr. Nozinho, em

[11]   entrevista com a Sra. Dolores

[12]  livro Caculé de Miguelzinho,